de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 25 Agosto , 2006, 23:29
Largo 31 de Agosto
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Festa em Honra da Padroeira

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Neste fim-de-semana, a Gafanha da Nazaré vai estar em festa, como manda a tradição de muitas décadas. Diz a história que os gafanhões honravam a Padroeira, Nossa Senhora da Nazaré, sempre no último domingo de Agosto.
Era e é uma festa em que se casa razoavelmente bem o profano com o religioso. Não tem havido choques significativos entre esses interesses, embora se diga que o cultural tem ficado um tanto ou quanto esquecido. Concordo perfeitamente, até porque elevar um pouco o nível dos festejos seria, sem dúvida, uma mais-valia para o grande encontro dos gafanhões, tanto dos que vivem na Gafanha da Nazaré e arredores, como dos que por aqui gozam as suas férias.
Para além dos foguetes, que acho exagerados, e da música pimba, que predomina, vejo o prazer que muitos experimentam quando reconhecem os amigos que não viam há anos, sinto em alguns o retorno ao tempo em que saboreavam as cavacas e os suspiros, lembro quantos, na meninice, participavam na procissão como "anjinhos", caminhando com bolhas nos pés ao som cadenciado das bandas de música, que executavam, ano após ano, os mesmos trechos musicais.
A festa da Padroeira era também tempo de roupa nova, dos primeiros namoricos, de pagar promessas a Nossa Senhora, habitualmente levando, com esforço enorme, o andor aos ombros.
Era tempo de petiscos melhorados em casa, de convites aos amigos de longe, de missa cantada pelos corais das bandas de música e de sermão pregado "por distinto orador sagrado", como rezavam os cartazes.
Era tempo de concursos de fogueteiros, de ouvir e proclamar a melhor filarmónica, dos pastores que vinham com os seus rebanhos para que todos os gafanhões pudessem comer carneiro assado no forno.
Era o tempo em que as famílias se reuniam à roda da mesa, depois da missa do dia, em franco e alegre convívio, formulando votos de que no próximo ano tudo seria melhor.
Boas festas para todos.
Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 25 Agosto , 2006, 18:39

MAR



Aqui está o mar
inteiro e firme
olhos abertos e azuis
voz rouca e veemente

Cresce em mim como espuma
o desejo de amar o mar


In “Guardador de Sonhos”

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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 25 Agosto , 2006, 09:58

Navio-Museu
Santo André
vai para
doca seca

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Mais de 100.000, é o número de visitantes de que o Navio Museu Santo André se «orgulha» de ter recebido durante os cinco anos de vida como pólo museológico. Atracado junto do Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, este antigo arrastão bacalhoeiro dá como alcançado o grande objectivo que esteve na origem do seu aparecimento como memorial da pesca do bacalhau por artes de rede de arrasto e emalhar.
Um dos raros exemplos de recuperação bem sucedida de exemplares do património náutico português que na passada quarta-feira celebrou cinco anos após a sua inauguração como navio museu. Especialmente vocacionado para as camadas estudantis, este navio pretende despertar as novas gerações para uma parte do património cultural e social do concelho de Ílhavo, que durante décadas esteve directamente ligado à actividade piscatória do bacalhau. E melhor do que consultar livros, ver fotografias ou mesmo ler documentos antigos, será uma visita a um arrastão que fez parte da frota portuguesa do bacalhau e que durante 50 anos rompeu as águas frias do Norte na captura do «fiel amigo», usando as artes do arrasto.
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 25 Agosto , 2006, 09:50

Plutão
já não é
um planeta


O sistema solar passou a ter apenas oito planetas. A União Astronómica Internacional decidiu hoje que Plutão, até aqui um dos nove planetas do nosso sistema solar, é um planeta anão.
Os planetas do sistema solar são agora Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.
A primeira definição de planeta, aprovada hoje depois de um debate acalorado entre 2500 cientistas e astrónomos de todo o mundo, traça uma linha clara entre Plutão e os actuais oito planetas do sistema solar.
Segundo a nova definição, para que um corpo celestial possa ser considerado um planeta deve orbitar em torno de uma estrela, ter massa suficiente para ter gravidade própria e assumir uma forma arredondada e ser dominante na órbita.
Esta última norma foi determinante para desclassificar Plutão, que até se cruza com o "vizinho" Neptuno na sua órbita em torno do Sol.
Para além das definições de planeta e de planeta anão, o documento da União Astronómica Internacional cria uma terceira categoria para abranger todos os outros objectos - à excepção dos satélites -, que ficam agora conhecidos como pequenos corpos do sistema solar.
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