de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 14 Agosto , 2006, 18:40

Em entrevista televisiva, Bento XVI fala do papel da Igreja no mundo contemporâneo: dos jovens ao lugar da mulher, do ecumenismo à moral sexual, o Papa quer um Catolicismo que se afirme pela positiva

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Papa Bento XVI

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Trinta e seis minutos para a história do pontificado

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Os 36 minutos da entrevista que Bento XVI concedeu aos canais alemães Bayerischer Rundfunk, ZDF, Deutsche Welle e à Rádio Vaticano entram directamente para a história deste pontificado. O Papa revela qual é a Igreja que quer para o mundo de hoje e deixa claro que, em todas as questões - dos jovens ao lugar da mulher, do ecumenismo à moral sexual -, é necessário apresentar um Catolicismo que se afirme pela positiva e não como um conjunto de proibições.
Gravada no passado dia 5 de Agosto, em Castel Gandolfo, a entrevista foi transmitida este Domingo, menos de um mês da visita que o Papa efectuará à sua Baviera natal, de 9 a 14 de Setembro. Bento XVI mostra-se consciente da complexidade e das dificuldades que marcam a relação entre a Igreja e a sociedade contemporânea, mas não perde a confiança na capacidade dos católicos em abandonar uma posição que os entrevistadores definiram como “defensiva”.
“Temos a tarefa de colocar em relevo aquilo que nós queremos, de positivo. E isso devemos fazê-lo, antes de tudo no diálogo com as culturas e com as religiões”, aponta o Papa.
Uma das frases fortes da entrevista refere que “O Cristianismo, o Catolicismo não é um conjunto de proibições, mas uma opção positiva”, com Bento XVI a lamentar que essa consciência, hoje, tenha desaparecido quase completamente.
Essa visão positiva não impede que a Igreja fale do que não quer, mesmo em âmbitos delicados como a família e o matrimónio. Para o Papa, o casamento entre o homem e a mulher “não é uma invenção católica” e está presente em todas as culturas; quanto ao aborto, é referido que “a pessoa humana tem início no seio materno e permanece pessoa humana, até ao seu último suspiro”.
Já sobre a luta contra a SIDA – campo em que a Igreja tem sido duramente criticada ao longo dos anos por causa das suas posições quanto ao uso do preservativo – o Papa refere que “a questão fundamental, se quisermos progredir nesse campo, chama-se educação, formação”. Especificamente sobre o continente africano, Bento XVI lembra que ali “se faz muito para que as diversas dimensões da formação possam integrar-se e, assim, se torne possível superar a violência e também as epidemias, entre as quais precisamos de incluir também a malária e a tuberculose”.
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 14 Agosto , 2006, 14:56


Mestre Mónica
merecia mais respeito

Numa das minhas muitas caminhadas pela Gafanha da Nazaré vejo, por vezes, aquilo que não gostaria de ver. É o caso do vandalismo que se nota por cada canto, com os graffitis a conspurcarem tudo o que encontram.
Eu sei que há graffitis artistas e com capacidade para decorarem paredes com arte e sensibilidade. Mas o que se vê por aí não é nada disso. É simplesmente indecoroso o que muitos fazem, sem qualquer respeito pela propriedade alheia e pelos monumentos.
Em 1986, uma Comissão, constituída pelos gafanhões José Ramos, Marcos Cirino, Óscar Fernandes, Joaquim Rosa e Luís Caneira, levantou um monumento, na Alameda Prior Sardo, de homenagem ao célebre construtor naval Mestre Mónica, filho da terra, onde nasceu em a 11 de Junho de 1889. Faleceu em 16 de Julho de 1959, depois de muito ter feito pela Gafanha da Nazaré e pela região aveirense, no campo da construção naval, e não só.
A homenagem quis assinalar o centenário de nascimento do Mestre Manual Maria Bolais Mónica e foi perfeitamente justa e até oportuna.
Ora foi este monumento que eu vi completamente abandonado e degradado. Mestre Mónica não merecia tal desconsideração. Merecia e merece, sim, respeito e admiração de todos os gafanhões. Por isso, espero que em breve, ao voltar a passar por lá, eu possa confirmar que o monumento foi limpo e que o pequeno lago que o ornamenta, sem lixo, já tem o repuxo a funcionar.
Fernando Martins

Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 14 Agosto , 2006, 14:07

«António,
Bispo do Porto»
no programa Ecclesia


O programa ECCLESIA vai transmitir a peça de Teatro “António , Bispo do Porto”, que esteve em cena no Teatro de Campo Alegre, no Porto, pela Companhia Seiva Trupe.
Nos dias 14, 15, 16, 17, 21, 22 e 23 de Agosto, a peça estará na :2, às 18:30 horas. São cerca de duas horas de teatro, cujos episódios são interligados por intervenções de Júlio Cardoso, encenador, e Maria Fonseca Santos, autora.
No dia do centenário do nascimento deste bispo, 10 de Maio de 2006, a Seiva Trupe colocou em cena a peça “António, Bispo do Porto”. Júlio Cardoso confessou à Agência ECCLESIA que foi preciso “mergulhar na obra deste gigante”, “um homem com um arcaboiço intelectual fabuloso”.
“António, Bispo do Porto” retrata cerca de 50 anos da vida deste homem. Com uma grande vertente musical e coreográfica, a peça tem uma rigorosa análise dramatúrgica, como explicou Júlio Cardoso.

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Fonte: Ecclesia

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