de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 05 Junho , 2010, 23:36

 

 

José Sócrates garantiu que o Governo vai continuar com o encerramento de escolas para combater o insucesso escolar e considerou que teria sido “criminoso” não ter avançado com o processo.

 

Ora aqui está uma medida acertada e corajosa. Pese embora a impopularidade deste projecto, havemos de compreender que, sob o ponto de vista pedagógico, social e educacional, não faz sentido, em pleno século XXI, haver professores a leccionar quatro anos escolares distintos, em escolas que não reúnem há muito condições ideais para o ensino.

Há que organizar transportes adequados e pôr a funcionar cantinas? Há, sim senhor. Há que preparar escolas com salas de aula bem equipadas e com espaços para educação física e desportos? Há, sim senhor.

Sendo assim, por que razão os pais protestam? Penso que só a ignorância os pode levar a isso. As crianças, isoladas em aldeias perdidas, sem contacto com o mundo real, sem convívio com outros colegas, sem um professor para cada classe, sem usufruírem das vantagens de escolas modernamente montadas para as receber, ficariam com a sua formação básica muito incompleta. Esta é que é a verdade nua e crua. Tudo o mais é demagogia pura e simples e não perceber nada de educação.

 


Domingos Lopes a 6 de Junho de 2010 às 07:59
Naturalmente concordo com a medida. Há no entanto a forma de implementação que, ou muito me engano, ou pode não ser a melhor. Isto porque, caso se decida por cortes cegos, então pode haver casos de 4 ou 5 aldeias juntas cujas escolas tenham poucos alunos, mas que em conjunto podiam constinuir uma escola decente, cujas crianças ficarão obrigadas a percorrer muitos quilómetros sem necessidade. Há que ter em atenção muitos casos desse género. Só para comparação, caso decidissem fechar todas as escolas com menos de 400 alunos, então todas as escolas primárias da gafanha da nazaré fechariam. No entanto, há mais que 400 crianças nas escolas primárias da gafanha em conjunto.

Fernando Martins a 6 de Junho de 2010 às 10:01
Meu caro Domingos
 
É óbvio que tem de haver ponderação na aplicação de qualquer lei. Mas não vale a pena saltar para extremos. Vê bem: Agora diz-se que encerram as que têm menos de 21 alunos. Tudo certo. E se fossem as escolas com menos de 400 alunos? Claro que nesse caso a única coisa a reclamar seria a criação de condições ideais para o ensino e para a educação. Aliás, a ministra já disse que há casos e casos. Afinal bate tudo certo. Mas a medida governamental está correcta. Ou não está?
Um abraço
 
Fernando Martins

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