de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 09 Maio , 2010, 09:00

 

PELO QUINTAL ALÉM – 20

 

 

 

A ROSA

 

A

José Passos,

ti Casqueirita, Manuel Casqueira

 

                                                            

Caríssima/o:

 

a. Reparando na imagem, é sem surpresa que a rosa enfeita o nicho que bordeja a avenida; há outras plantas mas a roseira fez questão de ocupar um lugar de privilégio.

O inventário das rosas do quintal foi tarefa de Amigo que, chegando o nariz a cada uma delas, me segredou: - Tendes muitas roseiras [até disse o número...]... e olha que as mais vistosas não são as que cheiram melhor... Cheira esta!- e indicava uma humilde rosa de Santa Teresinha...- Mas aqueloutra tem um perfume delicioso.

Se não fosse o esquisito critério de termos de empregar muitas palavras para não dizer nada... apetecia-me encher o espaço só com flores, rosas, pois claro!

 

e. E pelas nossas Gafanhas, rosas, nesta altura,... bem, só visto.

E depois os altares?

Verdade que, nos dias que vão correndo, muitos primam pondo nos seus jardins flores seleccionadas que compram nos hortos. Antigamente não era assim; o mérito estava na troca e na cedência.

 

i. Também os espinhos motivam esgares de face e trejeitos no nariz: deixá-los!  Para os que vivem a apreciar a vida e a natureza sabem que rosa sem espinhos é como comida sem sal!

A grande força desta planta é a sua  flor: cor, odor, ...

 

o. De origem asiática, há pelo menos 4 mil anos antes de Cristo, os assírios, babilónios, egípcios e gregos já usavam esta flor como elemento decorativo e para cuidar do corpo e em banhos de imersão.

Para além de decoração, as rosas são usadas na produção de cosméticos, remédios e infusões para chás aromáticos.

Ora, a minha memória remonta com frequência a uma bacia com rosas e outras flores mergulhadas em água e que passou a noite ao relento na noite de S. João. Logo de manhãzinha a cara ficou como nunca!...

 

u. Shakespeare, em «Romeu e Julieta», com uma única frase definiu bem o que sentimos por esta flor: "Aquilo que chamamos rosa, com outro nome, seria igualmente doce."

E há quem afirme: "A rosa é provavelmente a mais sedutora das flores."

 

A rosa é a flor de maior simbolismo na cultura ocidental.

O cristianismo adoptou a Rosa como o símbolo de Maria.

Na ladainha, a Virgem Maria é chamada " Rosa mística".

Dizem que quando Leão IX foi eleito Papa, em 1084, instituiu a distinção da “Rosa de Ouro”. Estas Rosas são abençoadas pelo Papa durante a Quaresma. No passado, os Papas reservavam este presente a reis e rainhas ou personalidades católicas ilustres, em sinal de respeito e amor paterno. Em algumas ocasiões, tais Rosas foram oferecidas também a governos ou cidades que se destacaram pelo seu espírito católico e pela sua lealdade à Santa Sé. Ao encerrar a 3ª sessão do Concílio Ecuménico Vaticano II, o Papa Paulo VI anunciou, diante dos 2.500 padres conciliares, a concessão da “Rosa de Ouro” ao Santuário de Fátima (21-11-1964).O Cardeal Fernando Cento, legado Pontifício,  fez a sua entrega durante a Peregrinação Internacional Aniversária de 13 de Maio de 1965.

 

E terminemos com...

 

A Lenda da Rosa de Natal

 

Na noite do nascimento de Cristo, uma pequena pastora que guardava o seu rebanho viu passar vários pastores e os Reis Magos, carregados de presentes. Os Reis levavam ricas ofertas, ouro, incenso, mirra, os pastores levavam mel e frutas e ela, triste e desconsolada, não tinha nada que oferecer a este ser tão especial, nem uma singela flor, porque tudo estava coberto de neve. Então, perante a tristeza da pequena pastora, um anjo passou levemente a mão sobre a neve e aí apareceu uma bela flor, de pétalas brancas sombreadas: A rosa de Natal.

 

...e uma quadra popular:

 

O cravo brigou com a rosa

Debaixo de uma sacada

O cravo saiu ferido

E a rosa despedaçada.

                                                           

 Manuel  

 

 


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