de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 08 Abril , 2010, 19:25

 

 

 

Publicado em 2009, chegou até nós um livro do pároco da Oliveirinha, Padre Antão, que se apresenta como subsídio para a história da freguesia da Oliveirinha. É um vasto conjunto de textos, “alguns já publicados no «Boletim Paroquial» e outros «encontrados no fundo das gavetas» da sua secretária, como se lê na Apresentação do trabalho.

Livros deste teor são sempre, à partida, uma fonte para obras mais completas, porque os temas abordados pelo Padre Antão podem suscitar aos historiadores locais o estudo mais profundo da vida de uma freguesia e paróquia, como é a Oliveirinha.

O autor diz mesmo que «todas as aldeias, vilas ou cidades têm a sua história; e que todas as autarquias se devem empenhar na publicação de livros, revistas, roteiros», pondo-os ao alcance dos interessados.

 

Nesta publicação, fala de «figuras importantíssimas na vida nacional e local que aqui nasceram ou por aqui passaram». Cita, a propósito, entre outras, Santa Joana Princesa, «a quem D. João II doou a Granja», António Barreto Ferraz de Vasconcelos, da Quinta da Moita e que «foi ministro da Justiça e 1.º Visconde da Granja», António Pereira Bilhano, «pároco na Oliveirinha e Arcebispo de Évora».

O Padre António Antão recorda que a Oliveirinha nasceu, como freguesia autónoma, em 2 de Maio de 1849, tendo completado, por isso, 160 anos. Aliás, o Decreto da Rainha D. Maria II neste livro foi transcrito, sugerindo o autor que todos o leiam e o arquivem. E diz mais: «Também o poderiam formalizar com letras e iluminuras, de modo a ser encaixilhado e dependurado ao pescoço daqueles que o não cumprem.»

O padre Antão traz até aos seus leitores inúmeras memórias da sua longa vida como pároco da Oliveirinha, mas também tradições que caíram ou estão a cair em desuso. Ainda devem merecer leitura atenta, com vista ao futuro, vivências e projectos paroquiais, histórias de associações e irmandades, templos que foram fruto fé do povo, relatos de viagens, de festas profanas e ou religiosas. Mas ainda escreve sobre personalidades que, nada tendo a ver com a freguesia, simbolizam uma certa e natural admiração do autor. Os “Farrapos” deste “farrapeiro”, como se intitula, incluem textos de autores que o marcaram, como Miguel Torga, e outros que proclamam os princípios em que acredita e que urge preservar.

“Farrapos Velhos e Novos — Para a história da Oliveirinha” é, pois, um livro que merece ser lido. É uma edição do autor e apresenta-se com 380 páginas, quase todas com ilustrações adequadas.

 

Fernando Martins

 

 

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