de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 01 Abril , 2009, 21:50
Há problemas simples que algumas pessoas gostam de complicar. Quando os genéricos surgiram no mercado, foi dito e redito que os referidos medicamentos eram absolutamente iguais aos de marca. Eram fabricados, foi sublinhado, com a mesma substância activa, não diferindo, em nada, dos outros medicamentos, sendo, no entanto, mais baratos. Dizia-se, então, que a diferença de preços era resultante das publicidades feitas pelos fabricantes e dos processos de produção levados a cabo pelas grandes indústrias. Outras razões estariam na base da produção e na ausência de concorrência.
Ora, tanto quanto sei, os genéricos continuam a ser ignorados por muitos médicos, que também manifestam uma certa relutância em autorizar a substituição.
Um dia destes aventou-se a hipótese de os farmacêuticos poderem trocar os medicamentos receitados pelos genéricos. Logo vieram alguns clínicos com os habituais alertas de que não se responsabilizam por eventuais danos para os doentes daí resultantes.
Pergunto:
- Os genéricos são ou não são fabricados com os mesmos elementos activos?
- Os processos de fabrico são ou não são fiscalizados pelas entidades competentes?
- Os farmacêuticos têm ou não têm competência técnico-científica para procederem à substituição do medicamento pelo respectivo genérico?
- Os genéricos são ou não são mais baratos, tanto para o Estado como para o doente?
- Por que razão não receitam os médicos, com toda a normalidade, os tais genéricos?

Fernando Martins

Anónimo a 3 de Abril de 2009 às 03:06
Sr.Martins,
Venho por este meio dar-lhe os meus parabens pelo Site que assiduamente o visito e muito agradecidamente fico informado por o que se passa pela minha terra.
Sou um imigrante ilhavense radicado nos E.U.A. e a quase 25 anos radicado aqui na terra do Tio SAM,23 dos quais trabalhando em Genericos Farmaceuticos,nao sou propriamente Cientista ou Doutor mas posso-lhe responder as suas perguntas modestamente se me permite.
O generico so e generico quando a(Brand name Corp.)ou seja a companhia farmaceutica que criou esse medicamento perda a patente desse mesmo medicamento, sim patente porque foi essa mesma companhia que investio financeiramente fortemente , so tem a exclusividade de mercado que pode ser de 10 anos.
So o fim desta patente, outras companhias tem o direito de reinventar este medicamento,digo reinventar porque a Brand name corp.nunca vai dar a verdadeira formula a ninguem ,So cientistas doutoures farmaceuticos formulators reinventa o Generico que e suposto ter o mesmo efeito mas sob diferente formula e diferente elementos activos.
Os processos sao fiscalizados pela entidade maxima neste caso (FDA food drud administration).
Supostamente O generico tem obrigacao de ser mais barato porque nao e necessario investir os milhoes que Brand Name corp. gastou no seu (research).
Portanto o generico nao e igual nem in formula nem em elementos activos mas que supostamente deve criar o mesmo efeito.
Um Abraco

Fernando Martins a 3 de Abril de 2009 às 10:51
Meu caro anónimo

Gostaria de saber quem é o meu amigo. Afinal é um ilhavense... é dos nossos, do Concelho de Ílhavo. Como deve saber, eu sou um gafanhão.
Muito obrigado pelos preciosos esclarecimentos que nos presta.
Por cá têm-nos dito que os genéricos são feitas à base dos mesmos elementos activos. Em princípio, portanto, são iguais aos medicamentos de marca. Mas, se calhar, então, não são!
Vamos continuar a ouvir e a procurar a verdade.
Uma braço

FM

Pedro Conde a 3 de Abril de 2009 às 18:59
Ola Professor

gostaria de deixar aqui um comentario e um ajuste ao nosso amigo Ilhavense dos EUA.
Os GENERICOS TEEM A MESMA FORMA ACTIVA !!! mesma molecula, mesma medicaçào, mesmo RESULTADO !
Nao sei bem como se trata de medicamentos em forma generica nos Estados Unidos, mas parece me claro que nao da mesma maneira que deste lado do atlantico, portanto...

Bem, de maneira geral, um GENERICO ( do latin genus, generis, e o pr. sabe disso)é uma forma de medicamento do "genero" do seu homologo de "marca" de modo que sao correspondentes mas sem ter a mesma formula farmaca. Pois nao é a sua formula mas bem a "molecula" que esta patentada ou seja protegida por 10 a 12 anos(por vezes até 20 a partir da descoberta desta mesma molecula).Onde quero eu chegar? é que un Generico nao é generico so quando um industrial perde patente, e AINDA BEM que os laboratorios de genericos(INDEPENDENTES) nao precisam da autorizaçào dos gigantes farmaceuticos!!!( valhe nos a velha penicilina,amoxicilina, paracetamol e outras tantas molecules que cairam no dominio publico para podermos fabricar medicamentos de modo mais economico).

Nao se trata aqui de reinventar medicamentos, os cientistas de outras firmas sao perfeitamente capazes de utelizar a molecula em questao et reproduzir um medicamento com uma formula diferente. é bem claro que um industrial que investiu milhares de €uros ou talvez dollars quem sabe , nao vai doar assim tao facilmente o que tanto lhe custou...coitadinho, é verdade ele nao é filantropo( philanthrope)!! por outro lado e para bem da humanidade é bom que se possa fabricar medicamentos menos custosos! nao acha??

E tambem nao se trata aqui de exclusividade de mercado, o que seria se so um industrial tivesse o monopolo de um medicamento? vejamos as GUERRAS comerciais que se travam os gigantes do medicamento para vender o "mesmo" produto! eles mesmo hoje a fazer chantagem aos governos para que estes aceitem os planos de despedimentos massivos, tudo isso por causa dos GENERICOS. Esses mesmo que sabem hoje que nos proximos 5 anos dezenas de molecules BLOG BUSTERS vao engarrear milhares e milhares de dollars??? Esses mesmo que nao aceitam que as molecules da tri terapia sejam utelizadas para fabricar medicamentos a baixo custo para irradicar a SIDA no continente Africano.

As perguntas do professor sao pertinentes, e sera que as respostas nao seriam simples?
O professor tem toda a razao !E por cà na nossa velha Europa os genericos teem a mesma forma activa que un medicamento de marca , so que constituido por outros excepientes de forma diferente e com um gosto tambem diferente.
sera que por ai no nosso pais os "lobbys" farmaceuticos fazem pressao e mesmo desenformaçao sobre os doentes e descreditam os GENERICOS??
Para informaçao :
Em França, onde o sistema de segurança social é um dos melhores do mundo, os Governantes fizeram pressao sobre o corpo medico para que estes receitem Genericos e as farmacias devem substituir os medicamentos de marca por Genericos sob pena de os doentes nao serem reembulsados a 100%.

Em conclusao, os doentes franceses apesar de na maioria serem medicados por GENERICOS nao ficam mais doentes e a segurança social menos deficitaria !
Em tempos de crise é bom meditar nisso…..
Um abraço
Pedro Conde

Fernando Martins a 3 de Abril de 2009 às 23:46
Obrigado, Pedro, pelas tuas achegas... O problema, a meu ver, é simples. Todos precisamos de medicamentos mais baratos e desde que esteja assegurado o elemento activo, há que aproveitar o que custa menos.
Todos sabemos que os gigantes da indústria farmacêutica decretam os preços, que todos têm de pagar. É bom que haja concorrência, porque dela havemos de beneficiar...
Claro que os investidores têm o direito de serem compensados, mas alguns são capazes de exagerar nos lucros que querem obter.

Mais achegas, para todos aprendermos.

FM

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