de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 16 Março , 2010, 11:26

 

 

  

A Grécia e o futuro
 
Por Alexandre Cruz
 
 
1. Sabe-se da crise social grega, pois que ela até foi apontada como o futuro que não desejamos para nenhum país, também não para Portugal. As imagens da continuada contestação social na Grécia são reais e tocam, a partir do país origem da razão democrática, os alicerces da sobrevivência de gentes e comunidades. Como propor medidas restauradoras diante de crise presente? Como estimular caminhos de exigência e poupança para multidões que estão no limiar da sobrevivência? A contestação não é superficial, toca o pão para a boca. Para o restabelecer das finanças do país, as medidas só podem ser de austeridade, como se ela por si chegasse para a resolução do problema. As ruas de Atenas vivem a cultura das massas em histórica contestação social e humana. Maio de 68, Atenas de 2010 – crise social?
 
 
2. O confronto é atitude constante, terreno fértil ao crime de roubo. Como contestação à austeridade a greve esteve e está na agenda do dia; se toda esta energia fosse na liberdade empreendedora catalisada em motivação comunitária, o desenvolvimento social poderia estar bem mais perto. Se o sagrado direito à greve é intocável, também o é o realismo do não saber que se fazer para se sair donde se chegou. Se pudéssemos voltar ao passado?! Uma das fortes medidas é aumentar os impostos sobre o álcool; é bem mais justo que assim seja que aumentar o pão de cada dia. O ditado “casa onde não há pão” pode-se aplicar sempre que o “trabalho de casa” não foi feito e se sofre as consequências do desgoverno de alguns que tirou o pão de tantos outros. Será assim?
3. Não há fórmulas para a superação da crise, esta que tem raízes que perduram por décadas e pode ter razões e valores (ou a sua ausência) que estão entranhados nas sociedades. Nestas lides, um pequeno mau hábito, um gesto não sério, um momento de interesse corrupto cometido um vez e multiplicado em milhões de vezes e anos pode conduzir ao precipício uma cidade, um país, um continente. Estaremos a pagar a factura da desregulação da liberdade nas políticas e nas economias? Ou não sabemos e não nos adaptámos?

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