de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 28 Fevereiro , 2010, 08:00

 

 

 Aventuras de um boxer

 

Por Maria Donzília Almeida
 
Olá amigos!
 
 
Há já muito tempo que não dou sinal de vida, mas com o tempo que tem feito, não admira. A chuva e o vento forte que tem fustigado tudo faz-nos pachorrentos e ficar enroscados no ninho. Eu sou um sortudo, pois tenho duas habitações, conforme as condições atmosféricas; uma de exterior e outra nos aposentos mais recatados da casa.
Lá nisso, a minha dona trata-me bem, não me posso queixar. Um dia até lhe ouvi dizer que queria comprar um edredon para a minha caminha. Não sei se há edredons para qualquer cão e gato, mas como eu não sou um qualquer, talvez para uma Special one, haja à medida. Algum amigo que passava por perto da dona, ouviu a conversa sobre a intenção de compra e disse-lhe, sensatamente, que os cães quando nascem, já vêm equipados com um cobertor eléctrico, muito eficaz!
Ficou dissuadida daquela ideia, mas mesmo assim não deixa de me “acachar” num cobertorzinho fino, que faz parte da minha cama.
Quando a dona se abeira de mim, a comer, não preciso de lhe pedir nada. Ela já sabe que eu tenho boa boca e gosto de tudo o que ela come, sem excepção. O meu olhar implorativo e a minha posição estática são mais eloquentes que mil palavras. Por isso gosto tanto da minha dona, mas......acho que há reciprocidade neste bem-querer!
 
Mas ando um pouco desconfiado! Desde que entraram para o espaço adjacente ao jardim, duas criaturas minúsculas, com o corpo coberto de pêlo castanho como eu, a minha dona faz um corrupio para lá! Não sei, francamente, que piada lhes acha! Será por elas correrem muito, mas não me vencem, por fazerem piruetas e cabriolarem como duas crianças traquinas? Sei que a minha dona fica toda derretida com elas e até passa muitas vezes por mim para lhes tirar fotografias. Depois mostra às amigas, farta-se de elogiar as criaturinhas e um dia até a vi com uma ao colo! Vejam só o desplante! A mim, nunca me pega ao colo, só quando eu era bebé! Ah! Mas aí, eu era pequenino e agora sou grande e a minha dona já não pode comigo! Estou a ser injusto com ela! E.....não devo ser ciumento, pois ela tem muito amor para distribuir por muita gente e pelos seus pets.
Estou a sentir algum remorso, pois tenho-me portado um pouco mal com as cabrinhas. Quando elas estão no pinhal, ao lado do jardim, separado por uma rede e metem a cabeça para virem comer as ervas, eu ponho-me à espreita e zás..........quando vejo lá as cabecitas, assusto-as. Elas lá voltam e eu fico ali, sorrateiro à espera de lhes pôr o dente. Pensando bem, acho que a dona não ia gostar nada que eu maltratasse os bichinhos que não fazem mal a ninguém! Um dia envolvi-me numa luta com o macho adulto e.......tive que arrepiar caminho! As armas que o bicho usou para se defender, os cornitos, eram bem potentes e dissuasores! Tinha cá uma força, o adversário!
Fora este episódio mais agressivo, a minha vidinha de cão continua a fazer inveja a muita gente, que gostaria de ter uma benfeitora como eu!
 
27.02.10

 

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Joana a 28 de Fevereiro de 2010 às 15:13
Donzília, que texto tão agradável de ler e que mensagem tão bonita! Sortudo cão e os outros que com ele estão! Bjs**

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