de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 25 Fevereiro , 2010, 20:27

 

Mais próximos que nunca, mas

por Alexandre Cruz

 
1. É impressionante a velocidade a que crescem as formas de comunicar. Os instrumentos e os formatos da comunicação brotam como cogumelos. Quem hoje tem dez anos nunca imaginou que um dia a televisão foi a preto e branco, ou que muitos séculos vivemos sem os telemóveis. A superabundância de instrumentos seduz a habilidade de os manusear. A competição entre as novas gerações não são tanto sobre quem sabe de “saber” mas de quem sabe “mexer”. A habilidade de manuseamento tecnológico está tornada a nova “ciência”, ficando propriamente o conteúdo mais para trás. Está patente aos olhos de todos, até pelos piores motivos de tragédias naturais ou humanitárias, que pode faltar tudo o resto menos a informação multi-proveniente, esta cada vez faltará menos (há sempre um telemóvel a gravar), será abundante, cabendo ao “leitor” organizá-la.
2. Após esta expansão imensa dos alcances informativos e dos mil e um instrumentos utilizados, é hora do reforço da aposta na qualidade e na grandeza do conteúdo que se transmite. Como é possível esta aposta na qualidade se a avalanche de equipamentos cresce de dia para dia? Será possível ensinarmos e aprendermos que mais que o equipamento vale o conteúdo, e que o equipamento só vale efectivamente se for ao serviço do conteúdo? A aproximação do mundo em relação a si próprio e às suas imensidões de diversidades é o desafio para o século XXI. Pelos instrumentos somos conduzidos ao encontro uns dos outros; mas uma clara impreparação em termos de conteúdos culturais será hoje o grande «calcanhar de Aquiles» que relança todas as incertezas quanto à capacidade de viver com os outros que são diferentes.
3. Dos média mais antigos à internet supersónica, do telefone clássico ao equipamento pessoal omnipresente cada vez mais potente e pequeno, podemos acompanhar o mundo e entrar em todo o lado. Mas com que qualidade o fazemos? Como preservar a individualidade nesta (com)vivência? Ainda não sabemos avaliar todos os impactos deste novo mundo, mas que ele nos exige bem mais atenção lá isso é bem verdade.
 

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