de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 25 Fevereiro , 2010, 17:40

Pepitas de ouro, que o são de esperança

por António Marcelino

 
Restaurantes de Santa Maria da Feira organizaram-se para darem diariamente uma refeição a famílias em dificuldade. Onde comem cinquenta, também comem mais dois ou três, e ninguém vai à falência por ajudar o próximo.
Milhares de jovens de toda a Europa, e mesmo de outros continentes, vieram ao Porto neste Carnaval, para, em clima de Taizé, rezarem, reflectirem, conviverem, aprenderem ou exercitarem o valor do silêncio que é gerador de paz. Centenas de famílias receberam-nos gratuitamente nas suas casas, como se de filhos se tratasse.
Comunidades, paroquiais e dioceses, continuam a fazer seus, na medida do possível, os grandes problemas do Haiti. Organizaram-se para uma partilha significativa que alivie a gente do país, nas suas dificuldades, a sentir o calor da solidariedade fraterna.
Cada dia os meios de comunicação social nos narram desgraças. Também lá vêm estas e outras pepitas de ouro que muitas vezes passam despercebidas.
Dizia-se há dias que não seria possível esta onda de solidariedade se não fossem os meios de informação globalizados que aproximam de nós as dores e as alegrias. É verdade. Mas o coração só se cola a estas notícias, quando já está sensível aos outros. Muita gente leu, viu e ouviu e ficou-se… Outros interiorizaram a notícia, deram o seu contributo, grande ou pequeno, entenderam o apelo como grito de fraternidade. Só esta move o coração aos desconhecidos, num mundo onde tudo se passa próximo de nós.
A Quaresma também é tempo de partilhar e de fazer bem. Os distraídos que acordem. É sempre tempo. Não falta quem precise da partilha generosa dos que têm pouco e de clamar o seu direito sobre o que sobra aos quem têm muito.
 

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