de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 16 Fevereiro , 2010, 21:24

Dar vida positiva e tempo ao tempo

Por Alexandre Cruz
 
1. Após as festividades carnavalescas, embora este ano bem mais frias mas sempre com alguns excessos típicos da quadra, o convite a regressar ao rigor dos trabalhos alia-se à necessidade de desenvolver aquilo que são caminhos e horizontes de esperança. Como em todos os tempos, também neste não faltam motivos e motivações para o travão fazer tardar as boas novidades e o ressurgir de uma vida melhor, de um progresso mais justo, de vidas mais solidárias e mais felizes. Neste campo, até pela aprendizagem que a vida sempre ensina, teremos que desconstruir aquela ideia de que o pior é onde chegámos agora e de que se chegou ao beco sem saída. Quer à luz da história dos séculos, quer na vida pública da sociedade actual, é injusta essa consideração de que chegámos ao pior dos piores…
 
2. Sabe-se que uma coisa é viver com sentido e outra será o sobreviver. À sobrevivência pertencerá não só a luta mesmo que aflitiva pelo dia-a-dia como também uma desmotivação paralisante; à vivência com sentido cabe tudo o que são o vislumbrar das luzes no meio da escuridão, o captar a intuição do caminho a seguir, o perscrutar a oportunidade mesmo no cenário real da crise. Nos dias de hoje, mesmo e especialmente diante de todas as desmotivações que podem gerar muralhas de inércia, valerá a pena repetir um refrão bem alto: quem cultiva cada dia o sentido da vida é bem mais forte e mais capaz de persistir na confiança do que quem não dá o mínimo tempo nem tem lugar na vida para cultivar o jardim da sua existência.
3. A pior doença de todas está centralizada no Ser profundo; por isso diz-se que o sistema nervoso (da neurologia pessoal) anda afectado, agitado com os vários “stresses”: uns justificados pelo mundo em que vivemos, outros por motivos de várias ordem e mesmo alguns que bem poderiam ser evitados. Recomecemos por aqui, por aquilo que pode ser melhor e que depende de nós; existirão ecos de luz que brilharão na vida pessoal e social. Para alguns a Quaresma – um tempo de parar e reparar, dando tempo positivo e esperançoso ao tempo da vida – também quer ter estes efeitos de saúde existencial e comunitária.
 

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