de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 19 Outubro , 2008, 11:49


OS TRABALHOS DE CASA


Caríssima/o:

Quando agora ouço falar nos TPC, escangalho-me a rir, com o devido respeito, pois claro. E sabeis porquê? Vem-me logo à cabeça a imagem de um pimpolho deitado na eira, de rabo para o ar, com as pernas dobradas para cima como que a fazerem o pino, mas muito concentrado na resolução dos problemas ou na execução da cópia marcados pelo Professor... Neste caso era o Oliveiros, sortudo que até tinha eira!...
Mas agora a sério, que o caso não é para menos: no nosso tempo eram habituais os trabalhos de casa marcados, dia a dia, e dia a dia, corrigidos... Verdade seja que não tenho ideia de os meus professores exagerarem: uma cópia, um ou dois problemas ou uma conta ou redução, e temos falado.
Mesmo assim havia alguns de nós que se esqueciam, de tão ocupados que estavam com a brincadeira. Era o bom e o bonito!
Ajudas dos nossos Pais? Como, se eles, por vezes, nem o seu nome conseguiam escrever?!
Imaginemos quando aparecia um com uma cópia feita com letra diferente? Sarilho do grosso... e não me perguntem como é que fazia a habilidade. Nós só perguntávamos como é que o Professor adivinhava que a letra não era do «autor»!...
Muitas vezes os trabalhos eram feitos e apresentados na lousa, pois claro! Quando se aproximavam os exames é que tinha de tudo ser executado nos cadernos que bem caros nos ficavam.
Pois um dia, para casa veio um problema que me deu cabo da cachimónia: nem sei quantas vezes é que apaguei a lousa. Era de torneiras e aparecia pela primeira vez, sem qualquer explicação. Por fim, passei as indicações e a resposta para o caderno de problemas... e fui dormir. No dia seguinte, quando cheguei à Escola e antes do Professor vir na sua bicicleta, comecei a compará-lo com o dos companheiros... estava diferente de todos, apaguei-o e, rapidamente, anotei uma outra resolução. Entrados, quadro e correcção do problema... O Professor a rir foi observando que apenas um tinha feito bem o tal (mas não nos admirou que sua mãe era Professora...).
- Mas eu sei fazê-lo!
- Ai sabes?... Anda ao quadro!
Resolução rápida e certeira...
- Então, isto aqui no caderno?
Engano explicado e desfeito...
Agora, vede se tenho ou não razão: Trabalhos de casa? Poucos e cada um que faça a sua parte!

Manuel

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