de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 24 Julho , 2009, 13:10
Crianças austríacas em Portugal
.
Quem me ajuda a recordar?

O Presidente da República, Cavaco Silva, está de visita oficial à Áustria, onde recebeu homens e mulheres que, depois da segunda grande guerra de 1939-1945, foram acolhidas por famílias portuguesas. Na altura, fugiam à miséria provocada pela guerra. Segundo se diz, foram cerca de cinco mil. A responsável pela vinda das crianças foi a Cáritas Portuguesa, criada, na altura, para responder a esse desafio.
As notícias da visita do Presidente da República referem que algumas dessas “crianças”, agora na casa dos 70 anos, manifestaram a sua alegria por este encontro, com o País que as acolheu.
Recordo-me, perfeitamente, do dia da chegada de um grupo dessas crianças à Gafanha da Nazaré, concretamente, junto à Escola da Ti Zefa, que eu frequentava. O prior da freguesia, o Padre Bastos, é que orientava a distribuição. Ele próprio ficou com uma menina, que o visitou há poucos, em Trofa do Vouga, tanto quanto sei.
Recordo algumas famílias que receberam as crianças austríacas. Contudo, não publico hoje o que sei, na esperança de que alguns conterrâneos me possam ajudar. Fico a aguardar.

FM

Leopoldo Oliveira a 24 de Julho de 2009 às 16:31
Na casa onde fui criado (Casa das Caçoilas),também foram acolhidas pelos meus avós,algumas dessas crianças,segundo relato da minha falecida mãe.
Não as conheci pessoalmente, mas vi fotografias dessas pessoas, tiradas aquando da sua permanência na Gafanha.

Abraço.
Leopoldo Oliveira

Fernando Martins a 24 de Julho de 2009 às 18:15
Meu caro

Seria interessante publicar essas fotos, se achares bem... E os nomes das crianças? Não seria possível descobri-los?

Um abraço

FM

Anónimo a 24 de Julho de 2009 às 20:29
Fernando:
É uma recordação interessante, que nos leva à nossa meninice. Á criança que ficou com o Padre Bastos, chamava-lhe ele "A escotinha" por ser tão pequenina! Na casa do Cap. Fernandes, ficaram dois moços. Recorda-me do nome de um deles, pois ao ouvir um avião a aterrar, fugiu rapidamente para dentro de casa, a tremer! Só quando o chamámos ele
veio, desconfiado, para a rua brincar conosco. Chamava-se Rudy Plescou (a pronuncia era esta, não sei se se escreveria assim!)
O Cap. Oscar, podeerá melhor pronunciar-se sobre este assunto.
Saúde
Ângelo Ribau

Orquídea Ribau a 7 de Março de 2010 às 01:48
Também conheci duas refugiadas na Gafanha da Encarnação, vindas da Polónia, mãe e filha. A mãe casou lá, e a filha,Clara, mais tarde, também. Esta teve dois filhos, um rapaz e uma rapariga, mais ou menos da minha idade. Toda a familia acabou por emigrar para os Estados Unidos, e não soube mais deles, embora cá permaneçam os familiares do marido.

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