de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 17 Setembro , 2008, 14:14

Conforme prometi, passei hoje pelo CAE (Centro de Artes e Espectáculos) da Figueira da Foz. Para olhar o parque das Abadias, mas também para sentir o palpitar artístico desta cidade de encantos vários. Antes do café da manhã, no bar onde se respira tranquilidade, agora sem o incomodativo tabaco, passei por exposições de dois jovens artistas: Paula Ferrão e Rui Santos.
PAULA FERRÃO


Paula Ferrão, natural de Coimbra e licenciada em Artes Plásticas – Ramo Pintura, expõe Imagens Sem Título na Sala Zé Penicheiro. Curiosamente, Zé Penicheiro, natural da Figueira da Foz, está tão identificado com as paisagens, cores, traços, sombras e silhuetas da nossa Ria de Aveiro.
Paula Ferrão, usando uma técnica mista, teve como ponto de partido, como se lê no desdobrável promocional, a imagem fotográfica, apoiando-se no “ponto de vista de quem está por detrás da objectiva”.
Deixa-nos como desafio a descoberta do lugar da pintura perante a realidade da fotografia. Bom desafio este de Paula Ferrão, numa altura em que o choque (se é que ele existe) entre fotografia e pintura confunde as pessoas, quando confrontadas com as técnicas da manipulação da arte fotográfica, inúmeras vezes ensaiadas por diversos fotógrafos.
A artista pintou, neste caso, à volta do espaço real envolvido pelo imaginário claramente patente em rostos, cores e posições. Fico, agora, à espera que a Paula Ferrão dê o salto, deixando, progressivamente, os sinais do figurativo. A imaginação terá o seu lugar, mais tarde ou mais cedo, nesta artista. Uma exposição a ver, sem falta, até 21 de Setembro.
RUI SANTOS

Rui Santos, figueirense com apenas 17 anos de idade, apresentou Paisagens da Figueira na Sala Afonso Cruz. Não é todos os dias que podemos ver uma exposição de fotografia artística de um jovem com esta idade. E quando tal acontece, tenho realmente de me regozijar. Olhei, por isso, a sua exposição com redobrada curiosidade.
O Rui Santos manifestou interesse pela fotografia desde tenra idade. Em 2005, porém, a dedicação intensificou-se e hoje mostra uma maturação, que há-de crescer muito mais, porque tem obrigações que não pode descurar, por ama aquilo faz. Um artista nunca atingirá a plenitude, o que o leva, naturalmente, a colocar à sua frente metas cada vez mais altas.
Nesta mostra, que está patente até 30 de Setembro, há fotografias que revelam uma sensibilidade muito grande para captar cores, com o sol e o jogo de luzes e sombras a marcarem presença muito forte. A Figueira está ali, bem visível, com reflexos de um jovem que tem olhos para ver e arte para captar o que vê.

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