de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 22 Junho , 2007, 22:49
Bispos portugueses reconhecem:


ANDAMOS MUITO NA ROTINA
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Os bispos portugueses receberam formação na arte de presidir e de comunicar porque o século XXI "exige qualidade estética" - disse à Agência ECCLESIA D. Carlos Azevedo, Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP). De 18 a 21 de Junho, realizaram-se, em Fátima, as Jornadas Pastorais do Episcopado subordinadas ao tema: "O ministério do Bispo e a arte de presidir e de comunicar". Com esta iniciativa demonstrou-se o "reconhecimento da necessidade de formação numa área onde houve um descuido" - referiu o Secretário da CEP.
Os especialistas - teóricos e práticos - ajudaram os presentes a "enquadramo-nos dentro da área da Comunicação Social". E acrescenta: "Ajudaram-nos a perceber as exigências e os critérios da Televisão, Rádio e dos restantes órgãos" porque os critérios da Comunicação Social "não são aqueles a que estamos habituados".
Os lamentos são frequentes. Muitas vezes, os bispos "queixam-se que a Comunicação Social não está preparada para nos questionar e não está por dentro dos mecanismos da Igreja". "Mas também acontece o contrário, nós não estamos preparados para entender os mecanismos da Comunicação Social" - sublinha D. Carlos Azevedo. Em relação à comunicação dentro da própria Igreja, o secretário da CEP realça que esta, "muitas vezes, não funciona"
O conteúdo e a mensagem da Igreja "tem valor e é muito rico" mas "necessitamos de novas formas de cuidar do embrulho". A forma é fundamental na "transmissão da fé" - frisou. Ao olhar para as celebrações, D. Carlos Azevedo nota que as "músicas são de fraca qualidade e os nossos gestos não têm beleza". E avança: "A beleza também fala de Deus". Depois de ouvir os conselhos dos oradores, o secretário da CEP afirma que as "homilias têm que ser muito bem preparadas e pensadas para que a mensagem passe". Até, os improvisos têm que ser "muito bem preparados".
Aos presidentes das celebrações falta "dotes de comunicadores" porque se deixou de ensinar "eloquência oratória nos seminários". Como os fiéis "são inteligentes", muitas vezes andam à procura "de igreja em igreja de uma celebração que tenha dignidade estética e beleza formal". As pessoas não vão às celebrações por "mera rotina," mas porque querem "sair de lá com alguma esperança e renovação espiritual". E avança: "fomos aconselhados pelos oradores que comunicar «exige muito trabalho»".
Quando questionado se o Evangelho necessita de embrulhos, D. Carlos Azevedo realça que "não adianta estarmos a dizer verdades muitos interessantes quando as pessoas estão distraídas". Uma homilia que tenha "mais de dez minutos sujeita-se a não ser assimilada". E acrescenta: "É preciso saber como captar a atenção dos fiéis".
Como vários oradores do país vizinho, o secretário da CEP afirma que em quase todos os aspectos da vida da Igreja os espanhóis "vão a léguas de nós" visto que "têm uma grande tradição teológica". E conclui: "Andamos muito na rotina" mas "temos recebido vários avisos - decréscimo das vocações, diminuição da prática dominical e abandono dos jovens da igreja".
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Fonte: Ecclesia
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