de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 04 Maio , 2010, 12:37

«Todos falam de crise do Estado e das instituições. Todos pedem reformas, apesar de as receitas variarem. Existirá alguma razão para esta percepção, para este desconforto? Uma causa sociológica e não só política?

Penso que sim. É a rapidez com que as pessoas actualmente comunicam, se agrupam e tomam decisões, graças aos telemóveis e à internet, enquanto os processos previstos pelas instituições são tortuosos e lentos.»

 

Por Francesco Alberoni

 

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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 03 Maio , 2010, 09:01

Bar Oudinot

 

 

O BAR OUDINOT, no jardim do mesmo nome, já abriu. É, em minha opinião, uma mais-valia para quem deseja desfrutar com qualidade aquele espaço de lazer. Sabe bem, depois de uma caminhada higiénica pelo jardim, olhando a ria de vários ângulos, parar um pouco para descansar e beber uma água ou saborear um café.  Abre de manhã, por volta das 9 horas, e encerra ao fim do dia.

Já por lá passei e prometo voltar, agora que o bom tempo deve estar a chegar para se instalar entre nós, que há tanto o esperamos.

 
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 11 Fevereiro , 2010, 09:02

Verdade e interesses,
próprios e de grupos
Por António Marcelino

Diz a sabedoria popular que a garantia de o edifício resistir às tempestades é estar construído sobre rocha firme. Até as crianças sabem isto, de tal maneira é claro, e aprendido, praticamente, por intuição normal.
Porém, o que para crianças é claro, nem sempre o é para pessoas crescidas que se gastam a construir coisas que dão nas vistas, esquecendo que, mais tarde ou mais cedo, virá ao de cima a pobreza de não se ter sabido cuidar do essencial.
É assim em muitos sectores da vida: da política ao desporto, da gestão empresarial à economia do Estado, do privado ao público. Por vezes não ficam de fora nem sequer projectos de cariz religioso.
Temos assistido, ao longo dos últimos anos, à derrocada de bancos, clubes desportivos, partidos políticos, empresas e instituições. Tudo isto, porque parece que contaram mais os interesses imediatos ou só de alguns, em vez da verdade e do compromisso com o bem social e de todos, único alicerce firme que não pressagia desmoronamentos nem ruínas do edifício social.


Quando se pretende ou se deve recomeçar, nem sempre a lição anterior foi aprendida e considerada como aviso, para não se cair num logro repetido.
Há erros irrecuperáveis que deixam vítimas sem conta como perda de bens, projectos incompletos, desistências forçadas, aproveitamentos desonestos, malabarismos políticos, cegueiras incómodas, inimizades de estimação, truques vergonhosos, relações encrespadas. Tudo isto e mais ainda, são destroços que cobrem o campo aberto das batalhas perdidas e dos esforços malbaratados e sem futuro, sempre que falta a verdade que gera honestidade e compromisso.
A ausência de verdade na decisão das acções, concretização dos projectos e avaliação dos meios que levaram à derrocada, não admite críticas, dirigidas àqueles que a não respeitaram. Os culpados são sempre os outros, o ambiente, os ventos de fora, a famosa crise exterior. Assim, até que tudo fique claro e se veja que afinal, a mentira do orgulho que nega e não aceita a culpa, atraiu outras mentiras, vergonhosas e prejudiciais.
A vida social de hoje permite esta lamentável inversão de valores objectivos, com muita gente a calar-se por ter medo das pedras que possam cair no seu telhado. Quando alguém tem a coragem da verdade, tem logo, pela frente, a certeza de críticas destrutivas, ameaças eminentes, vinganças sofisticadas.
Quem luta na verdade e pela verdade não teme. A seu tempo, esta protege e defende aqueles que a respeitaram e serviram.
Neste momento, parece que toda a gente teme pelo futuro do país. Por motivo não das dificuldades, que sempre as ouve e se foram superando, mas da má construção do edifício social que, por via dos interesses, pessoais, de grupos e de partidos políticos, se apresenta cada vez mais débil, desconjuntado e inseguro.
O exercício aberto e correcto da democracia não devia permitir que as coisas chegassem a este ponto lamentável, de retrocesso difícil, senão mesmo impossível. Acontece, porém, que a democracia já muitos a meteram na gaveta, como em tempos se fez ao socialismo político, por se tornar incapaz de entender a realidade e agir segundo as suas exigências. É mais fácil e mais rápido olhar para o umbigo e para o bolso da carteira do que para as pessoas, com seus direitos, e para situações por resolver a pedir atenção.
Quando a política não funciona numa base de verdade e de uma democracia a sério, tudo se complica mais. Caminhos mais obstruídos, problemas que se arrastam, pessoas que desistem, outras, sem escrúpulos, que se aproveitam da confusão.
A Europa e vários países da América Latina e da África, mais próximos da nossa compreensão, mostram o descalabro da sobreposição dos interesses à verdade objectiva. E os tribunais, mesmo os internacionais, não resolvem tudo.
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 17 Novembro , 2009, 22:32



A  próxima  Semana Social decorrerá em Aveiro, de 20 a 22 de Novembro, no Centro Cultural e de Congressos.
O tema será A construção do bem comum: responsabilidade da Pessoa, da Igreja e do Estado.  Trata-se de uma organização da Comissão Episcopal da Pastoral Social e está aberta mediante inscrição prévia.
A Semana Social 2009 conta com o apoio de um Secretariado sedeado na Cáritas Diocesana de Aveiro, que assegurará, entre outras funções, o esclarecimento de dúvidas e a recepção de inscrições.
A Ficha de Inscrição, acompanhada do respectivo pagamento (comprovativo de transferência bancária, cheque ou vale postal emitido à Cáritas Diocesana de Aveiro), deve ser enviada para: Secretariado da Semana Social 2009, Cáritas Diocesana de Aveiro, Rua do Carmo, 42, 3800-127 Aveiro.

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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 04 Novembro , 2009, 10:11


A arte de governar


Estamos num recomeço: novo governo, novo programa, novos autarcas, novos responsáveis locais da grande cidade à pequena aldeia. Há já quem adiante que nada há de novo. Críticos e analistas afiam a pena e a palavra para descobrir apenas o mesmo.

Mas desta vez os ovos não estão todos no mesmo cesto. Sem maioria absoluta os poderes estão repartidos, e as minorias ganham outra dimensão e responsabilidade. Com novos jogos de maiorias e minorias podemos, por um lado, ser conduzidos aos indesejáveis tempos da ameaça constante da queda do governo – e com isso da permanente cilada para recomeçar sempre no dia seguinte. Mas por outro lado assumimos a responsabilidade mais repartida. De modo a estimular a procura de soluções tanto pelos que governam como pelos que estão na oposição. O País constrói-se com todos. Possivelmente mais com os pequenos empreendimentos multiplicados, do que com dependências de poucos-grandes-grupos com a decisão final em todos os momentos em que se joga o pão de cada dia.
O pão de cada dia é um conjunto de bens essenciais a que todos têm direito. Variam necessariamente com a evolução dos tempos e as novas aquisições que o desenvolvimento humano, social e tecnológico permite. E há urgência de pão para a mesa dos desempregados, de muitos idosos, dos desencantados da vida.
Mas esse pão também se define pelos valores que alimentam uma comunidade. Na cultura, na arte, nas dimensões espirituais que dão sentido à vida, na procura dum futuro aberto aos novos sinais que a ciência, as humanidades, a tecnologia, a espiritualidade oferecem.
Um programa de governo desde o nível nacional ao mais longínquo recanto dum país precisa ter em conta este todo para não reduzir o futuro a um grupo de robots sem alma nem afecto. Nenhum governo tem capacidade e autoridade para distorcer este direito fundamental dum povo. Nenhuma oposição tem direito a jogos rasteiros de perturbação política ou social deixando pelo caminho projectos de crianças e jovens, e direitos sagrados de adultos e idosos que com o seu trabalho constroem ou construíram o que nós somos.
O terreno que se abre com “novos governos” é uma responsabilidade repartida por todos. Onde ninguém tem o direito de ficar de fora ou de expulsar quem quer que seja.

António Rego

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Editado por Fernando Martins | Sábado, 10 Outubro , 2009, 23:07
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 05 Outubro , 2009, 18:41


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<div style="text-align: center;"><br /></div><div style="text-align: center;"><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/SsouiQ3WseI/AAAAAAAAMsM/1mT0eNR-Tyg/s1600-h/ol%C3%ADmpicos.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img $r="true" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/SsouiQ3WseI/AAAAAAAAMsM/1mT0eNR-Tyg/s200/ol%C3%ADmpicos.gif" /></a><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><br /></div><div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><span style="background-color: white; color: red; font-size: large;"><strong>Estes acontecimentos, </strong></span><br /></div><div style="text-align: center;"><span style="background-color: white; color: red; font-size: large;"><strong><em>do desporto como educação social</em>, </strong></span><br /></div><div style="text-align: center;"><span style="background-color: white; color: red; font-size: large;"><strong>inspiram o melhor</strong></span><br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">1. Já há bastante tempo que o Brasil é considerado uma potência económica emergente. Este referencial de «potência económica» pouco interessará se a sua aplicação em termos de desenvolvimento humano não se reflectir em progresso social. O Brasil pertence ao grupo designado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), países que, quer pela sua grandeza geográfica quer, especialmente, pelo seu potencial em determinadas áreas, afirmam-se como líderes em termos regionais e mundiais. A grandeza do Brasil (que engole a Europa!), país irmão de Portugal, reflecte bem o paradigma intercultural que é característico dos países de cultura em língua portuguesa. Sejamos claros, a CPLP (comunidade dos países de língua portuguesa) “agradece” a confirmada capacidade de liderança do Brasil!<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">2. A segunda década do século XXI terá no seu meio dois acontecimentos incontornáveis que trazem o país do samba para a ribalta mundial. No ano 2014 o Brasil receberá o Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA, dois anos depois o Rio de Janeiro recebe a edição dos Jogos Olímpicos. É palavra obrigatória dizer-se que se trata dos dois maiores acontecimentos desportivos mundiais, com o que tudo isso acarreta de milhões visitantes capacitando as grandes cidades brasileiras para acolher tamanhos eventos. As primeiras olimpíadas que «falam português» são, para a <em>cidade maravilhosa</em>, uma altíssima responsabilidade. Como o presidente Lula da Silva referiu, embora pareça que não falta muito tempo, cada ano e cada mês têm metas humanas e sociais de construção a atingir.<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">3. A obra e a alma que estes acontecimentos transportam, para além de tudo e depois de tudo, representam, para o Brasil como para a América Latina, um fortalecer da esperança social. Sabe-se da convulsão que alguns países atravessam e da necessidade de um Brasil consistente para os equilíbrios geopolíticos regionais. Estes acontecimentos, <em>do desporto como educação social</em>, inspiram o melhor.<br /></div><br /><a href="http://1632un.blogspot.com/">Alexandre Cruz</a>
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Julho , 2009, 12:11

É mais fácil tentar quebrar a cadeia
pelo seu elo mais fraco
do que questionar,
a fundo, todo um sistema

Com a chegada do tempo de férias, são muitos os que partem à procura de um lugar, diferente, que ajude a quebrar rotinas e a retemperar forças. Nessa dinâmica, cada vez menos massificada - Agosto já não é um mês a menos no calendário laboral - tende-se a "desligar" de muita coisa que merece a nossa atenção constante, tendência acentuada pelo mito da "silly season" que leva muitos a dar destaque a factos menores que, no resto do ano não mereceriam mais do que uma linha ou 10 segundos de atenção. Crises e dramas humanos continuam a existir, em todo o mundo, e não tiram férias.

Em muitos casos, esses dramas forçaram homens e mulheres do nosso tempo a sair (fugir, mesmo) dos seus lares, em busca de uma vida melhor em sociedades que acreditam ser mais desenvolvidas. Não contam, por certo, com a intolerância e a discriminação que lhes estarão reservadas, por parte de vários, à sua chegada.

A crise económica e financeira tende a acentuar estes comportamentos xenófobos e racistas, como justamente têm alertado vários responsáveis da Igreja Católica. É mais fácil tentar quebrar a cadeia pelo seu elo mais fraco do que questionar, a fundo, todo um sistema e os seus responsáveis máximos, que levaram à situação em que o mundo se encontra.

A questão merece, por isso e acima de tudo, um olhar humano: pessoas como nós estão à procura de um lugar, um lugar melhor, para esquecer as mágoas de um passado muitas vezes dolorosos e construir um futuro melhor, para si e os seus. Aconteceu milhões de vezes, em Portugal, com avós, pais, irmãos, primos, amigos e vizinhos de cada um nós que também partiram. E partem. Basta dar a cada um dos que imigraram para este país o tratamento que gostaríamos que fosse dado aos nossos, lá fora.

Esta é uma matéria que também merece um olhar atento, na hora de decidir em que partido votar. O Verão deste ano será diferente, por certo, em função das duas eleições que se aproximam e do desfile de promessas, acusações, barulho de fundo e cortinas de fumo a que iremos presenciar na busca de um lugar (lá está), que para muitos não é de serviço, mas de interesse(s) - confessados e inconfessados.

A receita será, em larga medida, a mesma: acima de tudo, está cada ser humano e a maneira como, na nossa sociedade, ele será tratado em cada momento da sua vida. Para que todos possam, em condições dignas, encontrar o seu lugar.

Octávio Carmo
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 16 Maio , 2009, 13:08

20 Maio, quarta-feira, 21 horas


Pessoas, problemáticas e respostas

Painel sobre Retrato de Problemáticas Sociais

Moderação:Padre João Gonçalves, coordenador da Pastoral Social Diocesana e coordenador nacional da Pastoral das Prisões

Intervenções: Belmiro Couto – Ceia com Calor: apoio aos sem-abrigo, das Florinhas do Vouga;
Lyudmila Bila – Associação de Apoio ao Imigrante;
Hélder Santos – Unidade de Desenvolvimento Social da Segurança Social Aveiro

Organização: CUFC, Cáritas Diocesana de Aveiro e PANGEA ong

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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Abril , 2009, 15:00


Ser diferente ou existir em minoria é o estandarte para reivindicar a bandeira da inclusão. E com justiça, pois nunca são de monta as diferenças evocadas para distinguir pessoas, grupos ou etnias. A unir todas as particularidades está essa circunstância única que é a dignidade da pessoa: uma condição antes de ser um direito.

O problema não se colocará, no entanto, apenas em contextos de diferença. Também onde reina a semelhança não são poucos os episódios de exclusão, de diferenciação, de distinção subjectiva de pessoas, ideias ou projectos. E com o prejuízo que decorre dessas atitudes: para o próprio grupo, como também para toda a sociedade.

São mais notórias essas “falsas-diferenças” quando emergem na história do presente exemplos de grandes feitos à custa da construção da unidade entre pessoas, ao redor de causas, sejam elas nacionais ou religiosas, mas sempre humanas. É o caso de S. Nuno de Santa Maria, o Condestável que rejeitava apenas o erro, o perverso, o corrupto para catalisar esforços em benefício de objectivos maiores. E com resultados históricos, uma Nação, e pessoais, a santidade, que estão agora diante de tudo e de todos.

São também mais necessários os pequenos e os grandes contributos, todos os recursos, quando se quer “reinventar a solidariedade” que proporcione dignidade de vida a todas as pessoas, devolva a justiça e a paz às sociedades e permita a existência a todos os seres.

São ainda esperadas atitudes solícitas de homens e mulheres que optam por de serem sinais e agentes de um novo Reino, proclamado há 2000 anos, apostado em fazer da ordem natural das coisas a lei por excelência para a relação entre pessoas e para o governo das coisas. Cada um na sua circunstância e seguindo sempre as pisadas de um Mestre que em todos os momentos fez a vontade d’Aquele que O enviou.

Na era da fragmentação das pessoas, das coisas, do tempo e do espaço, urge devolver a continuidade e a estabilidade a projectos que visam a construção da dignidade humana. Na espera paciente por resultados positivos e duradouros e na inclusão de todas as partes: as que são diferentes e também as que são semelhantes.

Paulo Rocha
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 09 Abril , 2009, 11:48


Actual Lar vai ficar para grandes dependentes


Em reunião conjunta dos Conselhos Económico e Pastoral da paróquia de Nossa Senhora da Nazaré, na terça-feira, 24 de Março, no Auditório Priores da Gafanha da Nazaré, foi dado parecer favorável, por unanimidade, sobre a aquisição de um terreno e construção de um novo Lar de Idosos, já que o actual precisa de profunda remodelação, para responder às exigências legais implementadas pelo Estado, nos últimos anos.
O novo lar, da responsabilidade do Centro Social Paroquial, tem de ser fruto de “um diálogo alargado”, para que a comunidade se habitue a amá-lo, no dizer do Prior da Gafanha da Nazaré, Padre Francisco Melo.
Ao apresentar três hipóteses para a sua localização, o Padre Francisco sublinhou a necessidade de se apostar num espaço situado no “centro da vida” da freguesia, para permitir aos idosos a convivência e a utilização de serviços essenciais, numa perspectiva de todos continuarem plenamente integrados na sociedade.
Apontou uma zona perto da igreja matriz, lugar de encontro, de vida e de muitos eventos, onde não faltam cafés e outros estabelecimentos que favorecem a proximidade com pessoas, familiares e amigos. “Esta opção permitirá que o Centro Social tenha assim uma acção mais próxima e interventiva na comunidade”, fazendo, ao mesmo tempo, com que toda a freguesia “sinta mais o lar como seu”, refere o relatório apresentado pelo Prior da Gafanha da Nazaré.
O terreno previsto para a construção daquele edifício, com 7793 metros quadrados, situa-se nas traseiras do mercado e possui duas entradas para a rua Guerra Junqueiro, havendo ainda a possibilidade de expansão para um dos lados, diz o mesmo relatório.
Com a construção de um novo edifício, com capacidade para 60 utentes de Lar (o permitido pela legislação em vigor), 40 de Centro de Dia e 60 de Apoio Domiciliário, pretende-se manter em funcionamento o actual lar com as valências que integra, mas “com a perspectiva de num futuro próximo ser remodelado para funcionar exclusivamente como lar”, para servir pessoas “em situação de grande dependência”.
Com este projecto, o Centro Social Paroquial da Gafanha da Nazaré tem em conta a convicção de que a freguesia vai continuar a crescer sob o ponto de vista demográfico e social, à semelhança do que tem acontecido nas últimas décadas, sem ignorar o aumento substancial das pessoas idosas, por força cada vez maior da subida da esperança de vida.
Nessa linha, o Padre Francisco Melo adiantou que é “importante que a opção que hoje fazemos deixe em aberto outras opções futuras”, nomeadamente, “o alargamento para outras valências”. Valorizou, entretanto, a existência de espaços exteriores “para os idosos poderem andar ao ar livre”, realidade reconhecida na zona escolhida para a implantação do lar, que é vista como tarefa prioritária e urgente.
À reunião conjunta dos Conselhos Económico e Pastoral da paróquia de Nossa Senhora da Nazaré, associaram-se outras instituições sedeadas na freguesia, designadamente, a Fundação Prior Sardo, de âmbito paroquial, a Obra da Providência e o Clube Stella Maris, tuteladas pela Diocese de Aveiro, numa clara demonstração de unidade, que importa frisar.
Também foi dado parecer favorável, por unanimidade, sobre o relatório e contas da direcção do Centro Social, referente ao ano de 2008. Deles se salienta que o Centro, com 67 idosos no Lar, 16 no Centro de Dia e 38 no Apoio Domiciliário, constitui-se “como importante empregador, com os seus 40 colaboradores, a acrescer os que estão em regime de prestação de serviços”.

Fernando Martins
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 02 Abril , 2009, 14:37

O ministro das Finanças afirmou que o problema mais sério que temos pela frente pode ser o “risco de tensões sociais que podem ser geradas pela crise”. Mário Soares, há tempos, em crónica publicada no DN, disse o mesmo ou semelhante.
As revoluções são sempre produzidas ou alimentadas pelas crises, pelas injustiças sociais, pela fome. Os políticos têm de estar atentos a isto, se é que aspiram a um ambiente de paz e de progresso. Se não aspiram, esperem, que a revolta das pessoas pode estar a caminho.
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 12 Março , 2009, 17:15

O número de idosos aumenta na nossa sociedade e cresce a preocupação de realçar o seu valor e o seu contributo social.
Chega-se mais depressa à aposentação, vive-se mais tempo, existem melhores condições para defender a saúde, multiplicam-se iniciativas estimulantes que fomentam o interesse pela aprendizagem e aumento da cultura, proporcionam-se tempos de lazer que antes eram impensáveis, conta-se com a gente mais idosa para muitas actividades de voluntariado, os avós voltaram a ocupar um lugar na família que parecia esquecido, publicam-se livros e artigos em revistas sobre eles.
De figuras antes quase anónimas, os idosos passaram à ribalta das muitas atenções e preocupam-se com eles os políticos, as autarquias, as paróquias, o mundo da publicidade. Por razões diversas, é certo, mas a verdade é que se fala e se escreve sobre os idosos como nunca se havia feito. Há culturas onde os idosos são a expressão viva do património mais válido e mais significativo, os mestres por excelência, dado que, por vezes, mais se aprende com pessoas experientes e sábias, do que em livros eruditos.
Há um mundo numeroso de idosos internados em lares. Embora estes tenham cada vez melhores condições para os acolher, a verdade é que escasseia, frequentemente, a presença da família e o carinho dos filhos, a que têm direito e que ninguém compensa.
O ideal "Viver mais e melhor", título de um livro publicado há dois anos pela Editorial Presença, com o sub título "Uma longevidade activa na sociedade actual", ajuda a ver, a nível do corpo, do espírito e da sociedade, o caminho a seguir para que a vida dos idosos tenha mais sentido e qualidade.
Muitas paróquias, que vão na vanguarda das soluções sociais, parece não terem ainda sentido a necessidade de uma pastoral concreta com os idosos e para eles, que os ajude a crescer espiritualmente, lhes dê dimensão apostólica, os integre na comunidade com a riqueza da sua experiência, a sabedoria dos anos vividos e das dificuldades superadas.
Nasceu há décadas em França, e hoje está espalhado pelo mundo e que chegou já a diversas dioceses de Portugal, o "Movimento Vida Ascendente", que também se chama "Movimento Cristão de Reformados". O seu tripé é realista e aponta horizontes novos: Amizade, Espiritualidade, Apostolado.
A estrutura não é complicada e adapta-se, sem dificuldade, à idade e à mentalidade dos seus membros.
O realismo das comunidades cristãs não deixa que se menospreze ninguém que delas faz parte. Nem a atenção dos responsáveis lhes permite privilegiar apenas as crianças, os jovens ou os adultos, em fase de compromisso familiar ou profissional. Na Igreja, como na sociedade, os idosos são, também eles, protagonistas da sua história e da história do grupo ou da comunidade humana e cristã onde vivem e se inserem. Têm direito a serem ouvidos, a iniciativas que lhe dizem respeito, ao crescimento diário da sua vida e à participação nas actividades compatíveis da paróquia.
Não escondo o incómodo ao ver nas festas de Natal e de Carnaval, os idosos como se fossem crianças, quando levados a participar, em palco, nas brincadeiras próprias do tempo. O que vestem e o modo como falam e representam não é o deles. Uma reflexão séria sobre o seu mundo e o mundo das suas possibilidades, levá-los-ia, por certo, a outros modos mais consentâneos e respeitadores de participar.
O facto de haver hoje mais idosos, válidos, experientes e lúcidos, com capacidades, por todos reconhecidas, é um "sinal dos tempos" que necessita de leitura adequada e consequente. Se a Igreja acordar, ajudará outros a acordar também.
António Marcelino
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 05 Março , 2009, 19:56

A arte moderna privilegia a representação do ser humano com figuras fragmentadas e desconexas. Realça o valor do fragmento e mostra o efeito contrastante da desconexão. Deixa intuir a beleza do todo e a harmonia dos conjuntos. Afirma, pela negativa, a necessidade de reconfigurar a pessoa e, nela, com ela e por ela, o mundo e toda a biodiversidade. Atesta na linguagem que lhe é própria a urgência de se criar uma consciência social e política, amiga do ser humano na sua integralidade e favorável ao seu autêntico desenvolvimento.
É publicamente reconhecida esta necessidade e proclamada esta urgência. Vozes sem conta e de todos os quadrantes ideológicos e religiosos se erguem e insistem na importância de tomar a sério a situação à beira do limite. Um outro mundo é possível, mundo em que à pessoa humana veja reconhecido o protagonismo a que tem direito e esta o assume como dever de reciprocidade.
Reconfigurar o ser humano desfigurado por tantos atropelos que geram adormecimento de capacidades e sentimento de impotência e inutilidade constitui, sem dúvida, um desafio colossal que a todos diz respeito, especialmente aos agentes educativos e aos responsáveis culturais, políticos e religiosos.
No processo de humanização, ninguém se pode demitir ou fazer substituir, ninguém deve ocupar o lugar do outro ou impor-se a ele. Cada um é protagonista do seu próprio crescimento que só se faz em relação de reciprocidade com os demais e beneficiando de circunstâncias favoráveis. Cada um afirma-se como porta-voz de todos e do que há de melhor no seu conjunto: o respeito e a estima pela dignidade pessoal; o cuidado recíproco pelos bens que são propriedade gratuita de todos, sobretudo quando os bens são escassos e estão ameaçados; o amor privilegiado aos mais frágeis e indefesos, amor que se faz serviço humanizado, cheio de ternura e solicitude; a esperança consistente, ousada e firme em que um mundo à medida humana é possível.
E sendo possível é imperioso que novos valores orientem consciências, presidam a opções, provoquem decisões, originem políticas, reencaminhem comportamentos e atitudes, façam surgir um estilo de vida solidário, confiante, sóbrio, feliz.
A começar pela família que por natureza constitui o espaço e a escola em que se faz a primeira educação para este tipo de vida. A interagir com outros dinamismos culturais, lúdicos e religiosos. A acolher informação e a dialogar sobre o "mundo" de sentimentos que provoca. A proporcionar a abertura a novas dimensões.
Sempre em nome do ser humano chamado a reconfigurar-se pessoalmente, tendo como referência e modelo Jesus Cristo e os valores que brilham no seu estilo de vida e se vão cultivando, como se de viveiro se tratasse, nas comunidades que lhe são fiéis.

Georgino Rocha
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 17 Fevereiro , 2009, 12:40

"São muitos os que se reclamam donos das receitas certas para obstar à situação. Infelizmente, não raro são os mesmos que de algum modo sempre protagonizaram as intervenções nesta área fundamental do convívio comunitário, independentemente do tempo e do seu sabor. É certo que o problema não se resolverá apenas com o esforço da comunidade nacional. Mas estar à espera que o mundo resolva sempre os nossos problemas caseiros é um erro. Vale a pena lembrar a cada um que tem aqui um papel a desenvolver."
João Soalheiro
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