de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 25 Dezembro , 2009, 19:55


À volta da mesa nos sentámos


À volta da mesa nos sentámos. A família estava quase toda. A que não pôde estar, viveu a festa na família a que se ligou em 2009. Também marcaram presença os que estão no seio de Deus, mas em sintonia connosco. Porque estão também connosco, nenhum de nós duvida, noutras  horas boas e menos boas que vivemos.
Partilhámos o bacalhau com todos, doces a condizer com a tradição natalícia. Não faltaram recordações amiúde revividas e que nesta quadra fazem mais sentido. Em família unida têm outro gosto. Brotam espontaneamente, como que a quererem alimentar sinais positivos que fazem parte da nossa identidade.
Como crentes, o Menino-Deus não pôde faltar. E do seu Presépio, simples mas expressivo, lá foi mirando uns e outros, com o Seu sorriso que transborda paz e harmonia. E se querem que vos conte um segredo, aqui vai ele: De quando em vez, eu olhava-O como quem não quer a coisa e notei que a sua expressão indiciava, claramente, alegria por nos ver  felizes. E em certa altura até Lhe ouvi um sussurro de aprovação pela harmonia familiar que há entre nós, com a recomendação de que assim é que está bem.
Noite cheia, com a ternura das crianças a conduzir-nos às nossas meninices, aos nossos natais de há muitos anos, com vidas mais simples, sem regalos de encher o olho e a imaginação. De madrugada, no dia de Natal e não na véspera, quaisquer bonequitos de chocolate, quaisquer rebuçaditos mais doces, quaisquer brinquedos, feitos por mães e pais mais habilidosos ou comprados na feira, nos faziam entrar, por momentos inesquecíveis, no mundo dos sonhos, que só as crianças sabem e podem recriar.
Continuação de Boas Festas.

Fernando Martins

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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 25 Dezembro , 2009, 19:18





Papa lembra vítimas
da violência e da crise económica

"O Papa deixou no dia de Natal uma palavra de esperança “às vítimas da violência”, num olhar sobre os vários confilitos que afectam a humanidade de hoje, “profundamente marcada por uma grave crise, certamente económica - mas antes ainda moral - e por dolorosas feridas de guerras”.

Bento XVI saudava as populações de todo o mundo na sua tradicional mensagem natalícia "Urbi et Orbi", a partir da varanda central da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Largos milhares de pessoas ouviam o Papa na Praça de São Pedro e milhões de espectadores e ouvintes acompanhavam-nos através da comunicação social."


Ler mais aqui
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 25 Dezembro , 2009, 13:12


Natal

Lá na gruta de Belém
onde nasceu o Redentor
houve falta de agasalho
que sobrou em Paz e Amor
Apoio humano e divino
prendas singulares do mundo
foram presença marcante
nesse Presépio fecundo
cuja pobreza na grandeza
e desamparo era bondade
e que simplesmente deu
rumo à Humanidade.
Que nesta época de Natal
de já rara fraternidade
que ao menos, depois da festa,
Possa celebrar-se a Amizade.


M. Cerveira Pinto
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 24 Dezembro , 2009, 17:37

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 24 Dezembro , 2009, 15:07


GAROTO DA RUA
Jo 3, 16

Um garoto da rua vivia da venda de balas de matar. Cheio de frio e de fome, não sabe onde passar a noite gelada que chega lentamente. Dirige-se ao polícia e pergunta-lhe: “Onde posso abrigar-me? Eu dormia no papelão que foi queimado e não me deixam ficar debaixo da ponte.”
“Olha, menino, vai por esta rua até ao fim e, depois, vira à direita. Está aí uma casa. Bate e a quem abrir a porta diz: venho à procura de Jo 3, 16 e faz o que te disserem.”
Foi e encontrou uma bondosa senhora. Disse ao que ia e ela leva-o à cozinha, onde estava sobre a mesa uma apetitosa refeição. “Senta-te e come. Deves ter muito fome.”
Os olhos do garoto brilharam de alegria. Obedece imediatamente. À medida que ficava saciado, ia pensando: “mas que quer dizer Jo 3, 16?” No fim, ressolve perguntar. A senhora, ainda ele não tinha acabado de falar, convida-o a subir ao andar de cima e a tomar um banho quente, pois era notória a falta de higiene.
Reconfortado, pensa consigo: mas será isto Jo 3, 16? “ Eu não sei. Não percebo nada, mas a verdade é que me sinto muito melhor.” Enquanto saboreava o seu bem-estar, aproxima-se a senhora. Ao ver a felicidade do miúdo, em que se notavam alguns aspectos de cansaço, leva-o a um quarto de família, bem preparado e confortável, para poder fazer um sono, bom e reconfortante.
Na manhã seguinte, a curiosidade do garoto volta a fazer a pergunta que o inquieta. “Quem é esse Jo 3, 16?” A senhora vai buscar a bíblia, abre na passagem indicada e lê o versículo: “Deus amou de tal modo o mundo que entregou o Seu Filho único para que todo o que n’Ele acredita não morra, mas tenha a vida eterna.”
“E como se chama ele?” – continua o miúdo. “É Jesus, o amigo de todos nós”. “Eu também quero ser amigo d'Ele” – responde, com manifesta alegria e confiança. “Como posso conhecê-l'O? que hei-de fazer?” E muitas outras perguntas surgiram, fruto da sua espantosa curiosidade.
A senhora deu-lhe a resposta possível, começando pelo Natal e encaminhando-o para a catequese paroquial, onde tinha conhecidos e amigos.

Georgino Rocha

(Narrativa inspirada num conto de Natal
enviado por um amigo em correio electrónico)


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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 24 Dezembro , 2009, 14:50
SANTO NATAL PARA TODOS




Que todos O saibamos e queiramos
acolher em festa

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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 23 Dezembro , 2009, 20:17


Deixar Acontecer Natal


1. O Natal representa talvez dos maiores pontos de convergência no mundo actual. São raros os acontecimentos que conseguem uma unidade tão explícita em torno de um essencial objectivo comum. Embora havendo diferentes interpretações, até em termos de calendário e a que se podem juntar mesmo as dúvidas exegéticas sobre a data e o local do Natal original, a verdade é que cada ano este acontecimento consegue congregar e motivar para valores e sentidos de confiança e vida renovados. Não vale a pena salientar os excessos da quadra, pois esses acabam por ser um crescendo desmedido que se foi multiplicando ao longo dos séculos e das últimas décadas.


2. Ao passar os olhos pela arte ocidental, pela história da música, pela literatura poética, todas as artes foram brindando o primeiro Natal, como um acontecimento inédito e intemporal. Dar razões e raízes ao Natal é tarefa que cabe a quem compreende o sentido e a alma de dignidade que está presente no (re)nascimento de Belém. Deixemos acontecer o espírito de Natal, daquele universalismo acolhedor, luminoso, puro, sadio, saudável em que nos lembramos mais da noção solidária que deve habitar cada presépio do coração humano, multiplicando-se para cada dia.

3. Os tempos que correm precisam mesmo do que o Natal significa. Não propriamente toda a força publicitária que mantém a quadra viva (e em que neste aspecto o Natal não está em perigo, pois cada ano o marketing lança-se mais cedo). Mas aquela alma viva e sempre nova do Natal, que alia a memória do passado de cada um de nós ao nosso presente e nos projecta no melhor futuro possível. O Natal silenciou a utopia da dignidade humana ser divina; é divina, inultrapassável! O acontecimento do exemplar nascimento de Deus Menino, acontecimento teológico, revela-se perturbador mas restaurador definitivo da nossa condição humana. Na gruta de Belém ou no estábulo, a irreverência da simplicidade deixa-nos a pensar e quer-nos transformar! Mas para tal é urgente não perder a memória de razão e proximidade do único Natal de todos os tempos!

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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 23 Dezembro , 2009, 14:21




Natal da Esperança





1.Disposição do espírito que induz a esperar
que uma coisa se há-de realizar ou suceder.
2. Expectativa.
3. Coisa que se espera.
4. Confiança.
5. Relig. Uma das virtudes teologais.

Dos dicionários

1. Para os cristãos, a esperança é mola real da fé, que Deus não deixará de oferecer aos homens e mulheres de boa vontade. Predispondo-se a recebê-la, cada um dos que buscam o Todo-Poderoso precisa de cultivar o dom da espera, que também é, ano após ano repetido por esta altura, uma excelente ocasião que a Igreja nos proporciona para revivermos a esperança alguma vez já experienciada. Daí a beleza da quadra natalícia que atravessamos e que nos faz sentir que a meta esperada está à porta do presépio de Belém, onde a humildade humanizada nos aproxima indelevelmente uns dos outros.
A esperança, a tal disposição do espírito que nos induz a esperar que uma coisa se há-de realizar ou suceder, não é atitude espontânea e passiva. Muito menos inata. Ela precisa de ser aprendida e cultivada, educada e alimentada, para se tornar paciente e consciente de que Aquele que há-de vir se sinta bem em nós e connosco, alargando-se ao mundo inteiro, como reflexo da Estrela de Belém que a todos ilumina e aquece.




2. A expectativa de quem sonha um mundo novo, assente n’Aquele que é Caminho, Verdade e Vida, pode gerar a alegria que só nos enriquece. O saber que Jesus Cristo vem a caminho e ao nosso encontro, para secar lágrimas, acalentar sonhos de paz e ensinar fraternidade, mais valorizará a expectativa que nos envolve e nos entusiasma neste Advento de 2009.Tanto mais, quanto é certo que o mundo perdeu o Norte da justiça e teima em não encontrar caminhos de paz e de amor solidário, onde todos os filhos de Deus se comportem como tal, não havendo lugar para a mentira e para a morte de projectos de vida.
A expectativa que nos anima, que é certeza da alegria que vem com hinos de glória ao Deus-Menino, dá-nos vitalidade e coragem para lutar, com as armas da bondade e da compaixão, pelo Reino de Deus que pode estar, se quisermos, ao alcance de toda a gente que labuta na terra que nasceu a partir do paraíso.

3. A coisa que vivamente esperamos não é objecto que se use e deite fora, mas é Pessoa Divina, que perdura para além do tempo e do espaço. É Redentor de todos os homens, dando-lhes capacidade de multiplicação, de construção de uma nova humanidade. Mas ainda inteligência para penetrar nos segredos das ciências e do universo, vencendo barreiras até há pouco inultrapassáveis, perspectivando-se largas hipóteses de se atingirem metas nunca dantes imaginadas e de projectos impossíveis de conceber.
A Pessoa Divina, que há mais de dois mil anos se fez homem num ambiente tão humilde, ensinou-nos que a grandeza da pessoa não está no seu poder económico, político ou social, mas tão-só na sua capacidade e coragem para amar os feridos da vida, os excluídos por uma sociedade tantas vezes sem rosto nem alma.

4. A confiança, outro nome da esperança, tem de ocupar um lugar certo no coração dos homens e mulheres do nosso tempo. Confiança nos que nos rodeiam e connosco seguem os trilhos da vida. Confiança nas verdades que nos revelaram e que nos conduzem ao seio de Deus. Confiança nas palavras honradas dos que nos educaram e nos ensinaram que a verdade liberta. Confiança na ternura das crianças que ajudamos a caminhar nas estradas do bem e do belo. Confiança nos que pregam o respeito pela natureza e em todos os que os seguem. Confiança nas promessas da Igreja que nos acolhe. Confiança na vinda de Cristo, com toda a sua glória.

5. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “Quando Deus Se revela e chama o homem, este não pode responder plenamente ao amor divino por suas próprias forças. Deve esperar que Deus lhe dará a capacidade de, por sua vez, O amar e de agir de acordo com os mandamentos da caridade. A esperança é a expectativa confiante da bênção divina e da visão beatífica de Deus; é também o receio de ofender o amor de Deus e de provocar o castigo”.
A expectativa confiante da visão beatífica de Deus conduz-nos, por ofertas pedagógicas da Igreja, Mãe e Mestra, repetidas constantemente, a vivências enriquecedoras que nos abrem à aceitação da verdade plena. O Deus-Menino está a chegar ao estábulo de Belém para entrar no mundo. Importa que entre também no nosso coração. A visão beatífica de Deus começa aí.

Fernando Martins
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 23 Dezembro , 2009, 13:12

O meu Menino Jesus

Foram inúmeros os votos de Boas Festas que recebi, e decerto ainda receberei por estes dias, por variadas formas: cartões, telefonemas, SMS, e.mails e pessoalmente, que agradeço, por este meio, na impossibilidade de a todos me dirigir individualmente.

Formulo votos, então, de Santo Natal e de Feliz Ano de 2010. Que a ternura do meu Menino Jesus se aconchegue na ternura do coração dos meus leitores e amigos, como sinal indelével de que haveremos de construir um mundo muito melhor.


Fernando Martins
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 22 Dezembro , 2009, 19:53
Natal 2009




O MENINO JESUS
DAS PRENDINHAS VEM A CAMINHO!


Quem se aventura a viajar nesta quadra de mau tempo, mas de bons augúrios, depara com esta cena, n vezes repetida: uma mancha rubra na paisagem, com umas pinceladas de branco, sob a forma tosca de um pai natal. Empoleirado nos telhados, em pose de malabarista de circo, aí está a figura a que os Portugueses deram a representação do Natal.
Uma festa que para muitos se circunscreve à troca de prendas, vê-se o afã em as concretizar, que mascarou os afectos de bens materiais perecíveis, precisava deste símbolo para lhes dar sustentabilidade.
Reportando-me aos meus tempos de infância, lembro com saudade e ternura a figura responsável pelas prendas que nos caiam no sapatinho. Na véspera do Natal, no dia de ceia em que a família se reunia para celebrar o nascimento do Menino, era tarefa obrigatória dos mais novos, colocarem o seu sapatinho no borralho, para que durante a noite, o Menino Jesus descesse a chaminé e lá depositasse as sua prendinhas.


Com a evolução dos tempos e a melhoria das condições económicas das famílias, o borralho desapareceu das cozinhas modernas, dando lugar a um espaço inóspito para o Menino Jesus descer. Seria um tanto ou quanto perigoso, aterrar dentro das panelas que ocasionalmente pudessem estar ao lume, sobre o fogão. É certo que ficaram as lareiras, em algo semelhantes aos seus antecessores, mas ficaram aprisionadas pelos recuperadores de calor, que lhes tiraram o encanto e o amplo espaço circundante, onde se colocavam os sapatinhos. Enfim. O Menino Jesus viu dificultada a sua missão! O Pai Natal que aguardava enregelado, no telhado, a hora propícia para se imiscuir na intimidade das famílias, assumiu a honrosa tarefa de distribuir as prendas.
Mas como na vida nada é estático, tudo obedece às leis da dinâmica, assim também os costumes vão evoluindo, quando não se movimentam de forma cíclica. O descontentamento de alguns sectores da sociedade, nomeadamente dos cristãos, deu lugar a um revivalismo da tradição antiga e.......o Menino Jesus aí está representado nos estandartes que começaram a ser colocados nas varandas das habitações. E se era difícil empoleirar a figura tridimensional do Pai Natal, nos andares e prédios de habitação, vai ser um miminho colocar o estandarte do Menino Jesus em qualquer varanda, em qualquer janela.
Daqui a pouco vai ser comum, nos nossos passeios pelo país, vermos o verdadeiro símbolo do Natal e quem sabe se as criancinhas não voltarão a acreditar no Menino Jesus, como o portador das suas prendinhas!

Maria Donzília Almeida

24.12.09

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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 22 Dezembro , 2009, 11:29
NATAL- 2009





FIGURAS DO MEU PRESÉPIO

E a estrela,
que tinham visto no Oriente,
 ia adiante deles, até que,
chegando ao lugar
onde estava o Menino,
parou.


Mt. 2, 9


E, de repente.... é urgente armar o meu Presépio.
As figuras centrais já esperam os novos figurantes que este Natal abundam e difícil me é fazer a escolha.
Todavia não os posso sentar: habituados ao balanço do mar não se quedariam sossegados e a agitação instalar-se-ia. Fiquem, pois, adonde lhes der mais jeito, certamente a mirar a Estrela.
Qual cardume de bacalhaus que enche, arredonda e levanta o saco, eis os pescadores do meu Canto pressurosos e excitados...Saul, Mário, João André, Manuel Joaquim, ... e quantos, quantos mais! Por todos, ali fica o ti Artur Calção!
Mas já o Armando Grilo, contra-mestre, acende o cigarrito e senta-se – longe de imaginar que o seu SANTO ANDRÉ lhe ficaria tão a jeito...
E capitães? O que aí vai!... Ao capitão Ferreira da Silva não me levarão a mal se juntar os dois irmãos, o João e o José Maria Vilarinho.
... Que também poderiam, com igual mérito, ocupar o cadeirão dos armadores; contudo, com respeito e admiração, aqui a primazia – que a todos alegrará – será dada ao nosso Prior Sardo que, nos primórdios, foi empreendedor e arriscou pela sua Terra.
Claro que dos construtores navais o mestre Manuel Maria assume o risco e a manobra.
Pesca abundante, entrada triunfante, descarga rápida e as tinas enchem-se de bacalhau; logo as mesas aquecidas pelo sol, estendal preparado... Corre, corre... E uma voz se impõe na anarquia aparente, é a mandanta. Na seca do Egas é a ti Júlia [da Rocha (Carlota)]... Mas no Cunha, nos Ribaus, no Pascoal, ...podíamos encontrar outras mandantas sempre ouvidas e respeitadas.
Mais perto de nós surgem os armazenistas; ficará ali muito bem o “Menino” que tão cedo nos deixou.
Espaço apertado, mas ainda bonda para um apreciador e um capelão.
Hoje, na Confraria Gastronómica do Bacalhau, o apreciá-lo é devoção; para nós era uma necessidade, para matar a fome. E, em tardes de ocupação, a apetecida merendinha do ti João Lé, então de férias da sua Venezuela, virava 'festival' onde apareciam as lascas do dito cru, bem regadas com o azeite do irmão, um regalo para a boca e um aconchego imperdível.
E a todos abençoaria, como se à roda do leme, o Padre Artur, capelão do GIL EANES, com o seu sorriso aberto e os braços levantados qual mastro que sustém a Estrela!
Armado o Presépio, lava-se e arruma-se o convés e vamos para a mesa que já chama por nós o “Bacalhau da D. Julinha dos Anjinhos”.

Santo Natal!

Manuel

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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 21 Dezembro , 2009, 12:17

Presidente do Stella Maris, segundo a partir da direita, com convidados


É preciso construir a Pátria da Fraternidade

No sábado, 19 de Dezembro, realizou-se mais um almoço solidário, por iniciativa do Clube Stella Maris, da Obra do Apostolado do Mar. Destinado a famílias e pessoas que vivem uma certa solidão, o Stella Maris contou com a colaboração de instituições, empresas, outras entidades e pessoas, normalmente disponíveis para a partilha, sobretudo em época natalícia, partilha essa que muitos cultivam durante todo o ano.
O nosso prior, Padre Francisco Melo, em seu nome e em nome do nosso Bispo, que não pôde estar presente por tarefas apostólicas inadiáveis, mostrou a sua gratidão aos que contribuem para que o Stella Maris seja possível, incentivando-os a prosseguir para “vencerem as dificuldades e enfrentarem os desafios para andarmos para a frente”. Disse que era importante que “esta instituição cresça mais para melhor servir”, manifestando a sua alegria pela colaboração prestada pelas instituições ligadas à Igreja. Ainda sublinhou que o nosso Bispo, D. António Francisco, nos lançou recentemente, na sua Mensagem de Natal, o desafio de partilharmos o encontro, contribuindo, de forma concreta, para a construção da “Pátria da fraternidade, da justiça e da paz”.



Aspecto do almoço solidário

Joaquim Simões, presidente do clube Stella Maris, sedeado na Gafanha da Nazaré, na Cale da Vila, disse que esta festa familiar se concretizou pela quarta vez consecutiva, apesar da crise que afecta tudo e todos. E, logicamente, o próprio Stella Maris, por força das profundas alterações que se operaram na área portuária, pela radical diminuição da frota pesqueira portuguesa. Também pela ligação ferroviária ao Porto de Aveiro e pelas novas vias de acesso.



Prior Francisco Melo, à direita, com um jovem colaborador

Desejou a todos os participantes e convidados um Feliz Natal e um bom Ano Novo, prometendo que o Stella Maris tudo fará para continuar no futuro com este almoço solidário. Mas ainda agradeceu aos colegas da direcção, aos Escuteiros e Jovens da Catequese, bem como aos seus dirigentes, a dedicação com que se envolveram neste encontro natalício.
Paulo Costa, vereador da Acção Social da Câmara Municipal de Ílhavo e representante do presidente da autarquia, congratulou-se com a solidariedade manifestada para com pessoas carentes. Prometeu que nas funções que há pouco começou a exercer procurará estar próximo de todos, "para os ouvir", tendo em vista decidir em função das necessidades detectadas. Referiu que temos de assumir as crises, “porque somos Portugal para o bem e para o mal, sem perdermos a esperança em dias melhores”, vivendo sempre em “espírito solidário”.

FM

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Editado por Fernando Martins | Domingo, 20 Dezembro , 2009, 15:03


(Clicar na imagem para ampliar)
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 18 Dezembro , 2009, 10:34


O Natal não é ornamento

O Natal não é ornamento: é fermento
É um impulso divino que irrompe pelo interior da história
Uma expectativa de semente lançada
Um alvoroço que nos acorda
para a dicção surpreendente que Deus faz
da nossa humanidade


O Natal não é ornamento: é fermento
Dentro de nós recria, amplia, expande


O Natal não se confunde com o tráfico sonolento dos símbolos
nem se deixa aprisionar ao consumismo sonoro de ocasião
A simplicidade que nos propõe
não é o simplismo ágil das frases-feitas

Os gestos que melhor o desenham
não são os da coreografia previsível das convenções


O Natal não é ornamento: é movimento
Teremos sempre de caminhar para o encontrar!


Entre a noite e o dia
Entre a tarefa e o dom
Entre o nosso conhecimento e o nosso desejo
Entre a palavra e o silêncio que buscamos
Uma estrela nos guiará

José Tolentino Mendonça
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 17 Dezembro , 2009, 22:57

Os cristãos celebram no Natal o nascimento do Filho de Deus que veio habitar connosco e que faz renascer em nós e no mundo alegria e esperança.

Sonhamos com um Natal de todos e para todos. Sabemos, porém, que nem sempre estamos abertos e disponíveis para viver e celebrar Natal de encontro com Deus e de compromisso solidário e fraterno com os irmãos na construção do bem comum.
Sonhamos ainda com um Natal que seja fermento de uma cultura da caridade na verdade, unindo e responsabilizando pessoas e povos na alegria de servir e de amar.
Não haverá Natal verdadeiro, aquele de que o mundo precisa, sem Jesus, o Filho de Deus.
Na proximidade do Natal que se avizinha e na azáfama própria destes dias sentimo-nos envolvidos por gestos e sinais, por luzes e cores que nos falam de um mundo mais belo e de um tempo mais feliz.
Nos convites e mensagens que cruzamos interroguemo-nos sobre quem acolhemos e convidamos para viver Natal connosco e sobre quem esquecemos em continuadas celebrações de Natal.
Abram-se as portas do coração e da vida das pessoas, das instituições e das comunidades cristãs para levar o Natal aos que vivem a fé com alegria e encanto e através deles às famílias sem paz, aos lares sem pão, às empresas em dificuldade, às crianças sem amor e aos idosos sem ninguém, fazendo brilhar a estrela do Natal em olhares magoados pelo medo e pela pobreza!


Natal é tempo de tomar o Evangelho à letra e de aí encontrar a frescura de uma vida nova que Jesus nos trouxe.
Natal é oportunidade de nos deixarmos transformar pelos valores, que no Evangelho se inspiram e fazem dos cristãos fermento de uma cultura da caridade na verdade, unindo e responsabilizando pessoas e povos na alegria de servir e de amar.
Natal é ambiente propício para nos deixarmos tocar pelo encanto das palavras ditas com o coração, para vivermos o fascínio do belo que no presépio se desenha e para nos fazermos à estrada por caminhos novos, a exemplo dos Magos regressados de Belém. É este Natal que queremos viver.
O anúncio festivo dos Anjos em Belém quebrou o silêncio da noite para o transformar em momento único de contemplação do Filho de Deus, ali nascido.
Anuncio-vos o Natal de Jesus que não pode ser apenas pão de um só dia em mesas de famílias sem trabalho, sem amor e sem futuro.
Jesus nasceu para habitar no meio de nós, para nos dar a Igreja educadora da nossa fé e fundamento da nossa esperança e para nos responsabilizar na construção de um mundo novo que seja pátria da fraternidade, da justiça e da paz. Sejamos mensageiros deste Natal.
Neste Natal exclamo com renovada alegria: Jesus Cristo: minha fé e minha esperança!
Um santo Natal, vivido na alegria de amar a Deus e servir aqueles que Deus ama!

Aveiro, 15 de Dezembro de 2009

+António Francisco dos Santos,
Bispo de Aveiro

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