de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 13 Junho , 2010, 14:33

 

 

 

Já que estou em maré de crónicas, cá está mais uma das que me deliciam ao domingo, no PÚBLICO. As crónicas de Miguel Esteves Cardoso, bem escritas e de fino humor, actuais e desafiantes, podem ser lidas todos os dias. É obra. Não é qualquer um que disserta todos os dias sobre um tema do seu dia-a-dia. Miguel Esteves Cardoso consegue fazê-lo com graça, com alma e com vida. Hoje falou de peixes. E nós, os da Ria e da beira-mar, que temos a mania de que sabemos tudo sobre a fauna aquática que nos cerca, afinal temos que aprender todos os dias. Miguel Esteves Cardoso, que  os trata pelo nome de baptismo científico, sabe disso. E até nos faz crescer água na boca. Ora leiam.

 

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Editado por Fernando Martins | Domingo, 13 Junho , 2010, 14:12
NOTA: Os caminhos da conversão são múltiplos e sempre originais. Cada convertido fez as suas descobertas ou entendeu-se melhor ou pior  com os mistérios da fé, que esses, pelo que são, estão longe do entendimento humano. Mas existem e podem fazer de nós arautos de vida nova. Bento Domingues mostra-nos hoje uma dessas caminhadas que conduziram à conversão.
FM
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 11 Junho , 2010, 22:04

 

 

Semana após semana, um dos momentos mais agradáveis do meu espírito está na leitura de algumas crónicas dos jornais e revistas. Gosto muito das que me vêm pelo Expresso, sobretudo da assinada por José Manuel dos Santos, no suplemento Actual.

 

 

«A minha mãe morreu faz um ano: 7 de Junho de 2009, duas horas da tarde. Desde então, não paro de a recordar, de a reter, de a reaver, de a recuperar, de a restituir, de a reviver, de a reerguer. Estes 12 meses têm sido a serigrafia de um original. Nele, vejo o seu rosto em todas as estações interiores. Vivi este ano como se vivesse o anterior em reverso, em negativo, em ausência. Estou nos lugares que foram dela. Toco os objectos que eram seus. Recordo os acontecimentos que foram nossos. Esse caminho não tem regresso. É por isso que se faz. Repete-se, mas já não é o mesmo. Gasta-se. Gasta-nos.»

 

Leiam aqui

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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 07 Junho , 2010, 17:12

 

 

Da minha janela...

 

Maria Donzília Almeida

 

O olhar perdia-se na lonjura da paisagem. Um dia sereno, de sol alto, convidava a esta contemplação. À memória vinham os pensamentos que, por estas alturas, povoam a mente dum professor. A aproximação do final de mais um ano lectivo, com os afazeres que a ele estão ligados: as últimas avaliações do período e do ano, o ultimar de tarefas e actividades programadas no plano anual da escola, toda a gestão escolar inerente a uma dinâmica de sucesso, enfim, um sem-número de coisas que se acumulam e esperam despacho nestes dias de Verão irregular.

Foi neste torvelinho de pensamentos que fui surpreendida por uma visita grata, que me arrancou àquele torpor. Era uma criaturinha de palmo e meio que saltitava, picando aqui e ali, com o seu longo bico LS (long size), ali, mesmo em frente dos meus olhos e num serviço gratuito de escarificação do jardim. Pouco depois apareceram os melros vestidos de preto e bicos de lacre e as rolas com os seus vestidos de noiva chá-mate.

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Editado por Fernando Martins | Domingo, 06 Junho , 2010, 21:25
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 30 Maio , 2010, 17:22

 

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Editado por Fernando Martins | Domingo, 23 Maio , 2010, 16:03
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 22 Maio , 2010, 08:30

 

 

 

 

Ares de Primavera

 

 

Maria  Donzília Almeida

 

 

Com as temperaturas a subir e a Primavera a mostrar-se em sua plena forma, a atenção que as flores nos despertam é o apelo da natureza a convidar-nos ao banquete! As formas, as cores, as fragrâncias, tudo conjugado com a sinfonia daqueles seres alados que nos sobrevoam e nos encantam, constituem uma verdadeira e muito requintada iguaria. E nós, simples mortais, nem sabemos, muitas vezes, dar-lhe o devido valor.

Mais uma vez evoco, neste contexto de tempo primaveril, a observação perspicaz e muito sentida daquela criança que perante o espectáculo de um céu diafanamente azul, atirou esta exclamação: - O céu estava tão azulinho, tão azulinho, que mais parecia um moranguinho!

A sinestesia resultante da conjugação de sensações visuais e gustativas, despoletada pela intensidade da beleza, ficou, assim, expressa naquela apreciação infantil.

Foi neste cenário de apogeu da estação, que aquele gesto de observar as flores e colher um exemplar, ocorreu àquela aluna oriunda dali perto, onde as casas foram costuradas às tirinhas! O comportamento dessa aluna era marcado por alguma instabilidade, passe o eufemismo, pois na boca de outro professor, “dar-lhe água pela barba” seria a forma mais  adequada para a caracterização.

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Editado por Fernando Martins | Domingo, 09 Maio , 2010, 17:00
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 12 Abril , 2010, 10:06

Crónica de um Professor

 

 

 

 

 

Abraços grátis!

 

Maria Donzília Almeida

 

 

À festa da Páscoa, que celebrou a ressurreição de Cristo, parece que a natureza quis associar-se num acto de renovação e aí está no seu esplendor.

O sol, após um longo divórcio da terra, reatou as relações amistosas que fazem a harmonia das coisas, dos seres vegetais, das pessoas, em suma da vida. Andava toda a gente tristonha, sorumbática, pesarosa. O tempo tem de facto uma influência marcante no humor das pessoas, basta analisar o temperamento fogoso e extrovertido de quem tem o astro-rei como presença constante e de forte expressão - os Brasileiros.

Foi neste sábado de Abril, que em passagem pela Lusa Atenas, me encontrei, confortavelmente instalada, numa esplanada, em pleno Largo da Portagem.

O tempo estava delicioso, prenunciando os amenos dias de Verão, que nesta cidade, são por vezes tórridos. Alguns turistas já demandavam os encantos desta cidade dos amores, aparecendo com os seus trajes frescos e descontraídos e a avidez de absorver o máximo desta urbe académica. É bom ser turista em terra alheia! E....na nossa também!

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Editado por Fernando Martins | Domingo, 11 Abril , 2010, 20:26
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 23 Março , 2010, 21:43

 

 

 

Ainda há alunos para o quadro de valor e excelência

 

por Maria Donzília Almeida

 

 

Contrariando os arautos da desgraça que apenas apregoam aos quatro ventos, a miséria que se passa nas escolas portuguesas, venho, com  certa audácia, manifestar a minha dissidência quanto ao assunto.

Estamos a ser bombardeados todos os dias, pelos mass media, com notícias da agressividade e violência de que são palco esses locais. É do carácter sensacionalista e invulgar que se reveste a notícia, para ter impacto nas pessoas e alimentar o espírito mórbido de muitos. Se viessem a lume os episódios de solidariedade, entreajuda, de altruísmo e abnegação de que são imbuídos muitos alunos e professores; se fossem publicitadas as actividades pedagógicas tão construtivas que ocorrem no espaço escolar e envolvem o esforço de tanta gente; se... se... talvez não fosse preenchido todo o tempo de antena dos telejornais, apenas com essas desgraças. O leitor/espectador vai ficando assim, com uma visão truncada da realidade.

Sem pretender escamotear o que de grave está a passar-se na sociedade portuguesa, gostaria apenas de chamar a atenção para o que de bom ainda existe no ser humano, inclusive na malta jovem.

Vem isto a propósito de uma aula de substituição, num sétimo ano, em que estava a faltar a professora de Português. Esta encontrava-se doente e... posso garantir, a viva voz, que não era por qualquer motivo atinente à escola.

 

 

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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 08 Março , 2010, 10:50

Rolas....?

 

Por Maria Donzília Almeida

 

 

O dia rompera cinzento, numa militância do Inverno que já começa a dar os seus frutos. Nas pessoas, um tédio mal disfarçado, escondido atrás de roupagens escuras e guarda-chuvas sempre à mão. Os animais também procuram o seu refúgio e lá vão hibernando nas suas tocas ou nas “residências” de Inverno. Alguns, bafejados pela sorte, usufruem deste privilégio! Todos vão vivendo, adaptando-se como podem às condições climatéricas e esperando que o almejado sol se apresse no seu regresso.
Foi numa destas manhãs chuvosas, que a aula começou, com aquele bando de passarinhos a debicar o alimento que a teacher lhes dava.
A iguaria deste dia era um treino das matérias aprendidas até aqui, já que a realização de um teste próximo, assim o pedia.
Foi-lhes fornecido o material, foram dadas as indicações de como haviam de proceder.....e os trabalhos prosseguiam sem qualquer percalço. Até se espantava a teacher, com o silêncio que se ouvia, nos primeiros dois terços da aula. Percorria as coxias da sala, acorrendo aos múltiplos pedidos de ajuda que alguns alunos iam fazendo.
Uma nova estratégia fora implementada! Não para abater o inimigo, como nas liças militares, que aqui, não os há, mas tão só para derrubar as barreiras, os ruídos da aprendizagem. Guarda-a ciosamente para si, não vá alguém adulterá-la, ou quiçá usurpá-la, antes de lhe registar a patente!
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 03 Março , 2010, 16:51

 

 

 

Deambulando

por Maria Donzília Almeida
 
“Março marçagão, de manhã Inverno, de tarde Verão!
 
Fazendo jus ao aforismo popular, por ordem inversa, o astro-rei hoje nasceu radioso prometendo um dia aprazível.
Ao espreitar pela janela e sentindo umas carícias há tanto tempo esquecidas, há que aproveitar as tréguas dadas pelo S. Pedro e pelos alunos. Assim, resolvi pôr pernas a caminho por estas ruas e ruelas da vila. Ia aspirando o ar puro que ainda se respira por estas paragens e observando a vida a pulsar em meu redor. Ao mesmo tempo ia dando cumprimento à prescrição médica que aconselha as pessoas a caminhar. Daí, a imagem recorrente de pessoas em rancho ou individualmente, a percorrerem as ruas pacatas da nossa vilinha, lutando incansavelmente pela saúde.Com este incremento das medidas profilácticas e amplamente acarinhadas pelas pessoas de todas as classes sociais, não espanta nada que a esperança média de vida ainda vá aumentar mais. E quem vai paga as reformas? Não vamos sofrer por antecipação!
Esta ideia de movimento preconizada pela classe médica está já profundamente enraizada nos Gafanhenses... senão vejamos. Quando duas pessoas se encontram e se cumprimentam, à pergunta: “Como estás?”, segue-se invariavelmente a resposta: “Vai-se andando!”. Não temos aqui, bem marcado o sentido pragmático, deste povo laborioso, já cantado noutras epopeias? Lá no seu subconsciente, está certamente gravada a ideia da luta pela saúde, neste andar contínuo....
Também eu fui percorrendo as ruas, com o seu tráfego automóvel, mais o movimento pedonal de tantos outros que tratavam da sua vida com o mesmo meio de transporte, as pernas.
 
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 28 Fevereiro , 2010, 08:00

 

 

 Aventuras de um boxer

 

Por Maria Donzília Almeida
 
Olá amigos!
 
 
Há já muito tempo que não dou sinal de vida, mas com o tempo que tem feito, não admira. A chuva e o vento forte que tem fustigado tudo faz-nos pachorrentos e ficar enroscados no ninho. Eu sou um sortudo, pois tenho duas habitações, conforme as condições atmosféricas; uma de exterior e outra nos aposentos mais recatados da casa.
Lá nisso, a minha dona trata-me bem, não me posso queixar. Um dia até lhe ouvi dizer que queria comprar um edredon para a minha caminha. Não sei se há edredons para qualquer cão e gato, mas como eu não sou um qualquer, talvez para uma Special one, haja à medida. Algum amigo que passava por perto da dona, ouviu a conversa sobre a intenção de compra e disse-lhe, sensatamente, que os cães quando nascem, já vêm equipados com um cobertor eléctrico, muito eficaz!
Ficou dissuadida daquela ideia, mas mesmo assim não deixa de me “acachar” num cobertorzinho fino, que faz parte da minha cama.
Quando a dona se abeira de mim, a comer, não preciso de lhe pedir nada. Ela já sabe que eu tenho boa boca e gosto de tudo o que ela come, sem excepção. O meu olhar implorativo e a minha posição estática são mais eloquentes que mil palavras. Por isso gosto tanto da minha dona, mas......acho que há reciprocidade neste bem-querer!
 
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