de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 24 Março , 2010, 16:40

 

 

"A comunicação social

vive um período fascinante e perverso"

 

Dinis Manuel Alves é professor de Comunicação Social em Coimbra e Aveiro (no ISCIA) e responsável pela comunicação da APA (Administração do Porto de Aveiro). Parte do trabalho que desenvolveu para doutoramento em Comunicação Social, concluído em 2005, acaba de ser publicado com o título “A informação ao serviço da estação. Promoções, silêncios e desvirtuações na TV” (ed. Mar da Palavra) – um livro importante para entendermos o que os telejornais nos transmitem. Entrevista conduzida por Jorge Pires

 

 

 

CORREIO DO VOUGA - O título do seu livro é “A informação ao serviço da estação”. Em termos de princípios e ideais, não devia ser precisamente o contrário?

MANUEL DINIS ALVES - O antetítulo denuncia ao que venho: “Promoções, silêncios e desvirtuações na TV”. Refere-se ao facto de as estações utilizarem os telejornais para promoverem produtos da casa ou do grupo a que pertencem e desvirtuarem a informação. É uma denúncia ao que se passa no jornalismo televisivo.

 

Este livro é o resultado de uma longa investigação…

A tese foi defendida em Abril de 2005, na Universidade de Coimbra. Analisei o circuito de alimentação das notícias tendo por base os telejornais das generalistas SIC, RTP1 e TVI mais a RTP2. A tese chama-se “A Agenda, montra de outras agendas. Mimetismos e determinação da agenda noticiosa televisiva”. O que eu provo na tese é que, ao contrário do que o cidadão pensa, o que passa na informação da televisão é determinado por agendas prévias dos jornais e das rádios. A televisão domina a actualidade, mas na prática faz um jornalismo de animação daquilo que já foi dado antes.

 

Chega a conclusões a partir de observação “no terreno”.

Durante cinco semanas estive a observar as redacções. Passei uma semana em cada redacção dos quatro canais mais uma na RTP-Porto. Foi uma espécie de tropa. Eu entrava com o primeiro jornalista e saía com o último. Acompanhei todo o processo de produção e lancei um inquérito de cerca de uma centena de perguntas aos trezentos profissionais. Tinha ainda sete gravadores de vídeo em casa, que gravaram quatro mil e tal telejornais para analisar.

 

 

 

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 18 Março , 2010, 08:00

 

 

Universidade Sénior organiza
tertúlia sobre a Comunicação Social
 
 
Decorreu ontem,  dia 18, nas instalações da Fundação Prior Sardo, um encontro de alunos da Universidade Sénior cm três jornalistas: Fernando Martins, antigo Director do Correio do Vouga, colaborador de diversos jornais regionais e criador do blogue Pela Positiva; Carlos Naia, antigo jornalista do Jornal de Noticias e colaborador na imprensa regional e rádio; e Torrão Sacramento, Director do jornal O Ilhavense.
Carlos Duarte, coordenador da disciplina Fotografia/Comunicação, após ter apresentado os convidados, lançou aos três oradores as seguintes questões: Qual a história de O Ilhavense e de que forma continua a existir, dirigida a Torrão Sacramento; as principais diferenças do jornalismo de há 20 anos e o de hoje, para Carlos Naia; e, para Fernando Martins, como foi a transição de jornalista da imprensa escrita para a comunicação através de blogues e a sua opinião sobre a forma como se faz jornalismo hoje.
 
 
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 25 Fevereiro , 2010, 20:27

 

Mais próximos que nunca, mas

por Alexandre Cruz

 
1. É impressionante a velocidade a que crescem as formas de comunicar. Os instrumentos e os formatos da comunicação brotam como cogumelos. Quem hoje tem dez anos nunca imaginou que um dia a televisão foi a preto e branco, ou que muitos séculos vivemos sem os telemóveis. A superabundância de instrumentos seduz a habilidade de os manusear. A competição entre as novas gerações não são tanto sobre quem sabe de “saber” mas de quem sabe “mexer”. A habilidade de manuseamento tecnológico está tornada a nova “ciência”, ficando propriamente o conteúdo mais para trás. Está patente aos olhos de todos, até pelos piores motivos de tragédias naturais ou humanitárias, que pode faltar tudo o resto menos a informação multi-proveniente, esta cada vez faltará menos (há sempre um telemóvel a gravar), será abundante, cabendo ao “leitor” organizá-la.
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 05 Fevereiro , 2010, 11:12

No próximo dia 24 de Fevereiro, quarta-feira, pelas 18 horas, na Casa da Cultura, à Rua Pedro Monteiro, em Coimbra, vai ser lançado um livro de Dinis Alves, "A informação ao serviço da estação". Na contracapa vem um esclarecimento que aqui transcrevo, porque convencido estou de que se trata de um alerta para que os agentes da comunicação social, neste mundo e neste tempo, possam debruçar-se sobre a questão da honestidade profissional, de um serviço que deve apostar sempre numa sociedade melhor, onde não  caibam compadrios e interesses ocultos, em desfavor da verdade. Este é o primeiro dos quatro livros da tese de doutoramento de Dinis Alves.
Sendo o autor, que bem conheço, um homem da comunicação e profundamente metido no meio, o seu trabalho, que ainda não li, revelará, à partida, uma coragem  desusada. Precisamos, de facto, de livros e de gente como Dinis Alves.
FM


“Como eles nos enganam"

«Nas televisões portuguesas pratica-se um jornalismo de guerra sem que seja preciso arriscar repórteres no campo de batalha. A guerra é suja e trava-se entre as estações de televisão.
Promovem-se os produtos da casa, com os telejornais servindo de outdoors para alavancar audiências e desmoralizar o inimigo da frequência ao lado. É publicidade travestida de notícia, com a vantagem de não contar para as quotas.
O cidadão-telespectador perde, mas perde muito mais com outras práticas, muito mais condenáveis também. Há silêncios comprometedores, verdadeiros apagões noticiosos, e há desvirtuações graves merecendo lugar de destaque no pelourinho das falhas deontológicas.
Dinis Manuel Alves passou à lupa centenas de telejornais das TV’s portuguesas, dando conta, neste livro, de autênticas campanhas de manipulação informativa. “A informação ao serviço da estação” talvez se devesse chamar “Como eles nos enganam”.»

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Editado por Fernando Martins | Domingo, 29 Novembro , 2009, 18:09


No próximo sábado, 5, pelas 15 horas, vai ter lugar na Escola Secundária uma palestra sobre as TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação) e a Cidadania. A rádio, como não podia deixar de ser, está incluída na temática e sobre ela vai falar o professor António Rodrigues, docente na mesma escola. O general Garcia dos Santos abordará a importância das comunicações no 25 de Abril e o eng. Lagarto explicará por que razão já não podemos viver sem as TIC.
Palestra a não perder...

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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 16 Novembro , 2009, 23:05


16 de Novembro

Neste dia, em 1930, nasceu o semanário Correio do Vouga, tendo como director o Dr. António de Almeida Silva e Cristo, como editor o Padre Alírio Gomes de Melo e como administrador o Padre António Fernandes Duarte e Silva.
Ignorar esta efeméride seria pecado que os meus amigos me não perdoariam. É que eu não posso esquecer os anos em que fui responsável pela sua publicação semanal, a tempo e horas e com a actualidade possível.
Foram tempos de entrega total, procurando integrar na redacção as novas tecnologias, que vieram, sem dúvida, revolucionar a comunicação.
Passei pela fase de preparar as edições deste jornal, que não tinha máquina de escrever (a que havia era utilizada pela funcionária administrativa), nem máquina fotográfica. A revisão das provas tinha de ser feita em Oliveira de Azeméis, na gráfica, sem ajuda seja de quem for.
Depois as condições foram melhorando, mantendo-se hoje o Correio do Vouga, sob a direcção do Padre Querubim Silva e subdirecção de Jorge Pires Ferreira, com uma qualidade muito digna do projecto que o enforma.
Daqui felicito quantos o fazem semana a semana, procurando, permanentemente, torná-lo mais lido e mais apetecível, numa perspectiva de chegar a todos os diocesanos, e não só, que desejam estar bem informados e procuram uma formação compatível com as exigências dos novos tempos.

Fernando Martins
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 21 Setembro , 2009, 18:54
Quem pensar que o provedor do leitor de um órgão de comunicação social não passa de uma figura simbólica, para apenas levar os órgãos directivos e os profissionais a reflectirem sobre o que fazem ou não fazem, engana-se redondamente. Joaquim Vieira, provedor do leitor do PÚBLICO, age com independência e com rigor, mostrando à saciedade como se cumpre uma missão de suma importância na comunicação social dos nossos dias.
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 16 Setembro , 2009, 20:16

Todos os projectos de comunicação são úteis. Basta que ofereçam contributos à construção dessa característica fundamental da pessoa humana: a relação.
Por esta perspectiva passa o trabalho de muitos projectos mediáticos. Também os que dependem, pessoal ou institucionalmente, da Igreja Católica em Portugal.
As recentes Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais constituíram prova disso: pela presença de mulheres e homens apostados em propor a toda a sociedade o Evangelho pelos meios de comunicação, pela partilha de diferentes metodologias para comunicar, pelo desejo de ver novos e diferentes projectos audiovisuais a concretizarem-se entre nós, pela busca do trabalho profissional e sobretudo pela constatação do que já se oferece à história da comunicação por imperativos missionários. Aí se incluem projectos pessoais, disseminados pelas redes, ou posturas institucionais, representativas de um todo, que podem chegar aos receptores em qualquer soundbyte mediático.
Esta prioridade oferecida à comunicação acontece em diferentes funções: naquelas que têm por objectivo a comunicação institucional, nas que cumprem um desejo de comunicação em proximidade, nas que geram grupos virtuais e nas que se jogam no palco mediático generalista. E em todas segundo critérios de profissionalismo próprios, tão distantes quanto as ferramentas e metodologias comunicativas: dependem da natureza e dos objectivos da instituição que se quer em comunicação, estão em sintonia com a identidade histórica exigida pelos leitores dos meios regionais e locais, obedecem às gramáticas da comunicação em rede e ombreiam com as demais empresas ou agentes da comunicação quando as mensagens se lançam nos areópagos audiovisuais.
Diferentes funções e ferramentas da comunicação, mas todas necessárias. Palpites sobre o que depende de outros também são precisos. Mais ainda contributos efectivos, concretizados na multiplicidade de presenças mediáticas, pessoais ou institucionais.
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Paulo Rocha

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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 04 Junho , 2009, 23:09

A importância da Terra Nova só seria reconhecida se ela se calasse

A Rádio Terra Nova (RTN-105FM), como a grande maioria dos órgãos de comunicação social, está, desde há muito, a encontrar sérias dificuldades para sobreviver. O fenómeno é conhecido, mas nem por isso as comunidades locais, nas quais ela se insere, se mobilizam para a apoiarem. Como nos dizia Vasco Lagarto, seu principal responsável desde a primeira hora, as pessoas e instituições só reconheceriam a importância da RTN se ela se calasse de vez.
“Toda a gente se habituou à ideia de que a rádio está ali, que funciona 24 horas por dia, e só reclamam quando há um programa que vai para o ar com uns dez minutos de atraso ou quando, por qualquer razão, não há possibilidades de fazer a cobertura de provas desportivas ou de outros eventos”, salientou.
O director da Terra Nova garante que a rádio só se mantém em actividade porque existem algumas pessoas que lhe dedicam o seu tempo, mas urge compreender que há “encargos e que é preciso chegar ao fim do mês com meios financeiros para os suportar”, referiu.


A RTN nasceu na década de 80 do século passado, num período de baixa de preços dos equipamentos de emissão. Um pouco por todo o mundo, e em Portugal também, surgiram rádios locais, muitas vezes direccionadas para simples bairros. Pretendia-se divulgar iniciativas de instituições dos mais variados ramos, que nunca tinham vez nem voz nas rádios nacionais. O boom das “rádios piratas” foi de tal ordem elevado, que as entidades oficiais não tiveram qualquer hipótese de impedir o seu funcionamento.
Em 12 de Julho de 1986, a RTN, mesmo sem baptismo, foi para o ar, na sede da Cooperativa Cultual. Diz a sua história que eram 11.30 horas de um sábado. “Ligámos apenas um amplificador e passámos música gravada”, recorda Vasco Lagarto.
Em 31 de Dezembro de 1988 “calou-se”, por imposição do processo de legalização entretanto iniciado. Mas em 26 de Março de 1989, num domingo de Páscoa, agora com alvará e com as exigências de legislação entretanto aprovada, reiniciou as suas emissões, assumindo um projecto voltado para as realidades culturais e sociais das comunidades envolventes, num raio de acção que hoje chega aos 50 quilómetros.
Posteriormente, adoptou o nome Terra Nova, não só em homenagem a quantos viveram a saga da Faina Maior – pesca do bacalhau – nos mares do mesmo nome, mas ainda por reflectir o sonho de quantos apostam numa terra nova, no respeito pelo progresso sustentado e pelos direitos humanos.

Rádio Terra Nova aposta na WEB

Reconhecendo que os princípios que enformaram as rádios locais estão um pouco “adulterados”, o director da RTN reafirma que não consegue conceber o projecto Terra Nova sem as componentes da primeira hora. E adianta que actualmente há muitas que, por força das dificuldades económicas, cederam a antena a grandes rádios nacionais, ficando o nome como pequena “máscara”. Essas rádios nacionais operam assim, ”aproveitando as sinergias da sua dimensão, para atingirem o mercado local da publicidade”.
Vasco Lagarto insiste na ideia de que a ligação da RTN à sociedade é importante. “Isto é uma coisa que ao longo do tempo tem vindo a diminuir; as pessoas cada vez mais se interessam menos por aquilo que acontece à sua volta e pela riqueza da sua própria comunidade”, frisou.
Questionado sobre a atracção exercida por outros meios de comunicação social, nomeadamente a Internet, o director da Terra Nova admite que tal possa estar a acontecer. Porém, sublinha de imediato que a RTN também se adaptou a essa realidade, ocupando o seu espaço na WEB (www.terranova.pt), onde regista um sucesso que não pára de crescer, com um milhão de visitas por mês, sendo 80 por cento de Portugal e as restantes do estrangeiro.
A RTN, que opera nos 105 FM, procura reflectir nos seus conteúdos a vida concreta, a vários níveis, dos concelhos à volta de Ílhavo, sendo garantido que “é isso que nos diferencia de qualquer outra rádio de outra região, quer seja local, quer nacional”, garante o nosso entrevistado.
Entretanto, numa constante procura de ligação às mais diversas instituições, Vasco Lagarto não perde a oportunidade de sensibilizar toda a gente para uma envolvência mais dinâmica, tanto sob o ponto de vista técnico como humano, tanto científico como económico. Assim, apresentou um projecto no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, no sentido de criar “uma relação mais próxima, mais pessoal, entre a comunidade (neste caso o mundo inteiro) e a própria rádio”. E acrescentou: “Ficámos surpreendidos quando, no fundo, cinco alunos se entusiasmaram pelo projecto, estando então a fazer um esforço, na perspectiva de criar uma nova página com aquelas funcionalidades.”
Sobre a ligação da Terra Nova a outros projectos de comunicação social, Vasco Lagarto admitiu que houve, há anos, a ideia de criar um jornal, “esperança que ainda não se perdeu”, até porque o que é produzido na rádio poderia ser aproveitado para isso. A questão, que “não saiu da agenda”, talvez possa voltar a ser equacionada, “quando a rádio completar 25 anos”.



Rádios Locais também fazem serviço público


O Estado apoia a indústria automóvel e aquilo que tem a ver com a preservação do emprego. Depois, apoia a RDP e a RTP, porque cumprem um serviço público. E todos nós, os que pagamos energia eléctrica, contribuímos, mês a mês, para isso. Mas todas as rádios locais, que exercem esse papel, nada recebem. “Eu posso achar que a RDP faz serviço público, mas as rádios locais também o fazem”, frisou. E explica: “Quando divulgamos as actividades das associações e outras organizações estamos a fazer serviço público, coisa que a RDP não faz, porque considera como sua comunidade local o grande centro urbano que é Lisboa.”

Fernando Martins
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 31 Maio , 2009, 17:20
Quando toca a crianças, é uma alegria

Os portugueses gostam de telenovelas. Gostam mesmo. Penso que esse gosto vem de há muitos anos, quando os brasileiros nos mostraram algumas que apaixonaram muita gente. Não condeno esse simpático gesto. Cada um dá o que tem e o que pode. Conheço gente que já não consegue viver sem elas. Venham elas à hora que vierem, é certo e sabido que não faltam telespectadores. Cada um come do que gosta. Eu também vi algumas, mas depois achei que estava a perder tempo. Senti-me preso, manipulado, dependente. Era como uma droga leve. Depois libertei-me, tornei-me independente e mandei à fava essa perda de tempo.
Os portugueses aprenderam a lição que veio dos brasileiros, como aprendem tudo o que é novo. E se vier do estrangeiro tanto melhor. Cheira a coisa fina.
Depois começaram a imitá-los. Pelo que tenho ouvido, imitam bem e em alguns casos até os ultrapassam. Dizem…
Os temas foram recriados, ampliados e divulgados por literatura da especialidade. As telenovelas têm consumidores. Mas de vez em quando os nossos órgãos de comunicação social acham que é preciso inovar, inventando ou aproveitando assuntos que dão para uma infinidade de capítulos. Pedofilia da Casa Pia, negócios do Freeport vida privada de políticos, escândalos sociais, corrupção. E quando toca a crianças, então é uma alegria. Se ela for estrangeira, tanto melhor. Até fazem filmes. Joana, Maddie, Esmeralda e Alexandra. Esta, que é russa, até dá pano para mangas. Claro que ainda não descobriram umas meninas e meninos cujos pais não têm pão para lhes dar, nem dinheiro para as vestir e educar, ou sem pais e sem família. Uma coisa vos garanto: quando essas telenovelas acabarem, estou cá a pensar que algum guionista vai inventar uma história capaz de as substituir. Os portugueses gostam…
FM
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 24 Maio , 2009, 10:59

"Novas tecnologias, novas relações.
Promover uma cultura de respeito,
de diálogo, de amizade”

“Embora seja motivo de maravilha a velocidade com que as novas tecnologias evoluíram em termos de segurança e eficiência, não deveria surpreender-nos a sua popularidade entre os utentes porque elas respondem ao desejo fundamental que têm as pessoas de se relacionar umas com as outras. Este desejo de comunicação e amizade está radicado na nossa própria natureza de seres humanos, não se podendo compreender adequadamente só como resposta às inovações tecnológicas. À luz da mensagem bíblica, aquele deve antes ser lido como reflexo da nossa participação no amor comunicativo e unificante de Deus, que quer fazer da humanidade inteira uma única família. Quando sentimos a necessidade de nos aproximar das outras pessoas, quando queremos conhecê-las melhor e dar-nos a conhecer, estamos a responder à vocação de Deus - uma vocação que está gravada na nossa natureza de seres criados à imagem e semelhança de Deus, o Deus da comunicação e da comunhão.”

Leia toda a Mensagem aqui

Nota: Clicar na imagem para ampliar
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 05 Maio , 2009, 14:02


A mensagem deste ano para o Dia Mundial das Comunicações Sociais é uma das mais fascinantes destes 43 de celebração. Acerta em cheio nas esperanças e dúvidas que nos geram as novas tecnologias, sobretudo para as crianças e jovens. Se por um lado a média de vida aumentou - cada vez há mais gente a trabalhar aos setenta ou mais – por outro, envelhece-se mais cedo porque as novas tecnologias vão gerando iliteracia digital com uma velocidade estonteante, deixando os dedos ágeis das crianças a tocar as suas sinfonias criptadas que irritam os adultos e os deixam despeitados de não caminharem à velocidade instintiva das novas gerações.
O cartaz do Dia Mundial deste parece um enigma. E de facto é. Espécie de provocação para que quem não sabe pergunte do que se trata e o que significa. Que olha o planeta rodeado por asteróides tanto da Net como dos telemóveis.
Veja-se por exemplo: Google, Wikipédia, Twitter, Myspace, YouToube, Chats, Blogs, Hi5, Facebook, Ipod, Mp3, 4, Messenger, e mais um interminável desfile de siglas que, aliadas aos compactos literários de quem – diz-se - comete erros ortográficos, desencadeia vias comunicacionais nunca existentes no passado.
Por isso se recomenda na carta que acompanha o cartaz: “olhe bem. Parece que há uma gralha no título. Procure entender o que lá está. Se não sabe, pergunte aos jovens e adolescentes. É o que anda nas pontas dos dedos de quase todos. Como diz o Papa: muitas vezes esse mundo parece-nos estranho.”
O lançamento do Dia Mundial das Comunicações Sociais deste ano, a nível nacional, será marcado por um “confronto” de jornalistas: como trataram a Igreja desde as conferências do Casino da Figueira às declarações do Papa no avião para os Camarões? Ou, como esteve a Igreja nesses acontecimentos? Não esquecendo a forma como foi noticiada a canonização do Santo Condestável, ou o último acontecimento conhecido: a “moção de censura” dos membros do órgão máximo da Câmara Baixa de Espanha (PSOE, CiU, PNV e parte do PP) a pedir ao Papa explicações pelas suas declarações sobre a SIDA em recente viagem à África. Como se as palavras do Papa tivessem um valor coercitivo.
Dizia o E-Cristians: ”O Congresso dos Deputados não é ninguém para intrometer-se no âmbito das considerações morais que de uma posição religiosa se possam manifestar porque, ao actuar assim atenta contra o princípio constitucional de neutralidade do Estado”.
E se os belgas (que fizeram algo de semelhante) ouvirem esta teoria, até lhes fará bem. Mas isso iremos debater no próximo dia 21 na Universidade Católica, no encontro de jornalistas.

António Rego
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 24 Abril , 2009, 14:39

Hoje ouvi um desabafo de pessoa amiga sobre os noticiários das nossas TVs. Diz que as más notícias já cansam.
Eu sei que o nosso mundo está cheio de coisas más, com guerras, desastres, assaltos, mortes. Também há, é certo, notícias e reportagens agradáveis: gente solidária, artistas que transmitem alegria, projectos inovadores, vitórias em vários domínios, imagens belíssimas, sons que tranquilizam, culturas que nos enriquecem… Mas, realmente, o que nos fere é o negativo, o triste.
Como inverter este estado de coisas na nossa comunicação social? Será difícil, até porque é preciso educar para novas mentalidades. O negativo terá o seu lugar, mas urge mostrar também, com destaque, o positivo.
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 08 Janeiro , 2009, 14:45

Jornal feito para os leitores e com os leitores
Chegou-me hoje às mãos um Correio do Vouga com nova cara. Diz a direcção, em nota de esclarecimento, que este semanário da Diocese de Aveiro “muda para ser mais agradável de ler, ter mais informação, ter outra informação”. Assumindo que “parar é morrer”, o Correio do Vouga apresenta-se com outra cara, na “imagem e no conteúdo”, sendo feito “com o mesmo empenho profissional e paixão”.
Sendo suspeito em qualquer juízo de valor (não posso esquecer que fui seu director durante 12 anos), não quero enjeitar a obrigação de apoiar as mudanças verificadas, mudanças que são sempre sinais de aposta no futuro, neste mundo de competição desenfreada. Alguma comunicação social não se coíbe de pôr de lado a ética profissional, apenas para vender mais notícias, em especial de sinal negativo, as tais que atraem mais publicidade.
O Correio do Vouga, que alinha pela positiva, com boa informação e com a formação adequada, oferece agora, em mais páginas, outras razões para ser mais lido.
Além das secções e colaboradores habituais, há novas rubricas, mais notícias um pouco de todos os âmbitos. E até nem sequer foi esquecido o passado, que poderá ser, para muitos leitores, mais um motivo de interesse. O mesmo se diga da “Espiritualidade”, do “Ver, Ouvir, Sair” e do “Almanaque”. E porque é feito para os leitores e com os leitores, esperam-se sugestões.
Os meus parabéns para a direcção do Correio do Vouga e para quantos semana a semana o fazem.

FM
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 09 Setembro , 2008, 10:06
FÁTIMA – 25 e 26 de Setembro



O EVANGELHO DIGITAL

A criação continua e Deus não deixa
de se “inscrever”na história dos homens.
A Igreja, pela palavra e pelo testemunho,
vai traduzindo esse registo de todos os tempos
– tradição oral, palavra reverberada
no eco das culturas e civilizações,
escrita, biblos, cartas, actos e apocalipses,
mensagens, encíclicas, notícias, bytes, pixeis,
em todos os módulos, –
vem repetindo oportuna
e inoportunamente esse anúncio,
entrecruzado na história quotidiana
do homem e da salvação.

Este é o nosso tempo. A nossa vez.
Na auto-estrada da informação,
no metálico da informática,
nos numéricos entre zero e infinito,
como vamos dizendo
Deus,
Verbo, Jesus, Salvador, transcendência,
dentro de todas as formas
que o nosso mundo tem
de se aproximar e afastar de Deus?

Como fazemos esse percurso?
Como tocamos a Internet com o olhar e o dedo
de Deus?
Como difundimos a Boa Nova?
Como fazemos os nossos portais,
jornais, informações, desenhos,
animações, vídeos?
Que avaliação humilde e corajosa
fazemos do nosso trabalho
ou do nosso distanciamento face
ao EVANGELHO DIGITAL?
Fonte: Ecclesia
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