de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 08 Outubro , 2009, 23:58
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<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/Ss5uHTNvtYI/AAAAAAAAMuA/jd2ypFuh2LM/s1600-h/INEM.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img $r="true" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_edOTyb048mE/Ss5uHTNvtYI/AAAAAAAAMuA/jd2ypFuh2LM/s320/INEM.jpg" /></a><br /></div><br /><div style="text-align: justify;">Nesta era da globalização, é um lugar comum dizer-se que a comunicação está à distância de um <em>click</em> do rato, no computador. <br /></div><div style="text-align: justify;">Todos sabem e estão atentos aos rápidos progressos que as novas T.I.C.s (tecnologias de informação e comunicação) têm operado e o quanto têm influenciado a celeridade dos contactos interpessoais.<br /></div><div style="text-align: justify;">Sim, é um facto incontestável, a rapidez com que hoje se comunica. Partindo deste pressuposto, esperar-se-ia que as relações humanas fossem mais profícuas e até incrementadas. Seria, numa sociedade moderna que acompanha esta evolução tecnológica a seu favor.<br /></div><div style="text-align: justify;">O episódio que vou relatar, vem, infelizmente contrariar esta realidade e pôr a nu os podres duma sociedade enferma, em termos de comunicabilidade.<br /></div><div style="text-align: justify;">Tive conhecimento através de pessoa amiga, dum caso de omissão em efectiva comunicação.<br /></div><div style="text-align: justify;">Aconteceu ali na Costa Nova, quando por imperativos de solidariedade humana, uma pessoa chamou os serviços do INEM, para socorrer um senhor que estava a sofrer aquilo que se pensava ser um acidente vascular cerebral. Pelo menos, foi isso que pareceu à senhora, detentora de uma provecta idade, cuja longa experiência de vida lhe consente fazer este diagnóstico clínico. Dada a gravidade da situação, a senhora insistia na urgência da vinda do INEM, relatando sumariamente os sintomas do acidentado. Do lado de lá da linha telefónica, ouvia uma voz feminina a inquirir com uma curiosidade mórbida, em contextos destes, todos os sintomas e reacções do indivíduo, em questão. Estranhando tal atitude, nesta situação de urgência interventiva, insistia a senhora que não se podia estar com aquela minúcia, já que ali, estava a vida duma pessoa em jogo. Foi tal a demora no atendimento do pedido de socorro, que o nervosismo começou a apoderar-se dos familiares do doente e no auge do desespero, chegou a haver uma troca ácida de palavras, entre os dois lados da linha O senhor entrou em paragem respiratória, que se a princípio era intermitente, passou a ser contínua…acabando o senhor por falecer. <br /></div><div style="text-align: justify;">Aí, vem ao de cima a inoperância dos serviços médicos de instituições como o INEM, ou…de pessoas inaptas para o serviço que desempenham.<br /></div><div style="text-align: justify;">Chegaram a vir, tarde e a más horas, justificando a demora com a ocorrência de chamadas indevidas de pessoas que brincam com estas situações da emergência médica. Fica a pergunta: será que haverá criaturas tão desmioladas que se põem a brincar com coisas tão sérias como a vida das pessoas? Custa a crer que haja de facto brincadeiras deste mau gosto, que sirvam de justificação para se perderem vidas humanas. E…ainda que tais situações tenham já, ocorrido, pontuais, depreende-se, nunca se poderá fazer uma generalização. É de lamentar, profundamente, que tais erros humanos ainda aconteçam em pleno século XXI.<br /></div><div style="text-align: justify;">E…lá no fundo fica a perplexidade da pergunta: tendo isto ocorrido no dia 5 de Outubro, será que o pessoal também fechou a loja para desfrutar do feriado e deixou lá alguém incompetente para as funções de alta responsabilidade que lhe estão acometidas?<br /></div><div style="text-align: justify;">Perdeu-se uma vida e nada no mundo poderá ocupar o vazio que ela deixou.<br /></div><div style="text-align: justify;">Fica aqui o aviso: a família da vítima tenciona recorrer judicialmente para apurar das responsabilidades e muito bem!<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">M.ª Donzília Almeida<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: justify;">08.10.09<br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div>
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