de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 19 Janeiro , 2008, 18:34

É esta a imagem que João Baptista usa para dar forma ao que acontece no baptismo de Jesus. A cena ocorre no rio Jordão. Jesus encontra-se no meio da multidão penitente. Ao vê-lo aproximar-se para receber o seu baptismo, trava-se entre ambos uma curta conversa. O rito da água faz-se. Sinais interpelantes e apelativos são visíveis: uma voz se ouve, uma pomba desce e poisa sobre a cabeça de Jesus, um testemunho eloquente é dado.
A mensagem é interpretada por João evangelista de forma encantadora.
A pomba é a ave portadora de boas notícias. No início da criação, pairava sobre as águas para que surgisse a vida; após o dilúvio, é portadora do ramo de oliveira – sinal de que o dilúvio havia purificado a terra e chegava a era da paz; agora – qual estrela dos Magos que se detém sobre o local onde estava o Menino – poisa volitando sobre Aquele que “vem baptizar no Espírito Santo”.
A mensagem tem um alcance extraordinário e opera uma grande transformação em João: Eu não O conhecia - diz, mas agora sei quem Ele é pois me foi revelado. Eu vim antes, mas Ele está à minha frente. Eu baptizo com água, mas Ele baptiza no Espírito Santo. Eu sou a voz, mas Ele é a Palavra. Eu preparo, mas Ele realiza. Eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus que tira o pecado do mundo.
Também em nós, Senhor Jesus, a mensagem baptismal pretende ser eficaz. Por isso, te oramos, hoje e sempre: Faz-nos sentir que somos criaturas com nova dignidade. Ajuda-nos a descobrir a beleza e o encanto de o Espírito Santo estar connosco e em nós. Orienta os nossos esforços em benefício de todos os que estão “surdos e mudos” aos apelos da humanidade sofrida e amargada. Dá-nos coragem e tenacidade na perseverança da prática da justiça, da sobriedade e da partilha. Abre-nos a horizontes cada vez mais próximos da fraternidade universal onde se espelha, de modo singular, o rosto amigo de Deus, nosso Pai e nossa Mãe.
Senhor que nos enviaste o Espírito Santo, faz-nos apreciar a nossa Igreja reunida em oração para sermos mais sensíveis à urgência da unidade e darmos passos concretos na sua realização. A união dos teus discípulos e apóstolos faz parte do testamento de vida com que quiseste selar a tua missão na terra e ao qual o Pai do Céu atribui valor de eternidade. Ajuda-nos a amá-la, sem reservas, para partilharmos o bem que muitos fazem com generosidade e assumirmos as lacunas que muitos outros, sem vergonha, deixam a claro escandalosamente.
Obrigado, Senhor Jesus, por dares a conhecer “coisas” tão sublimes por sinais tão próximos e sensíveis. Ajuda-nos a viver sob as asas da pomba – o Espírito Santo – o baptismo que nos introduz de modo original no circuito do teu amor e da tua missão.

Georgino Rocha
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Anónimo a 19 de Janeiro de 2008 às 21:34
Ai tanto "espíto santo", tantas "pombas". Proponha antes temas da actualidade real e palpavel e não lirismos exotericos.

Anónimo a 20 de Janeiro de 2008 às 00:05
O anónimo não leu o artigo. Se o leu, nem tempo teve para maditar sobre ele. Talvez não ande habituado a grandes reflexões.

Joaquim Cordeiro

Anónimo a 20 de Janeiro de 2008 às 15:31
Parábolas, tudo são parábolas.
Como podia uma pomba aguentar 40 dias e 40 noites debaixo de chuva? Estaria na arca...
è preciso reflectir, sim, mas à luz da razão, e não só da fé. A fé é cega!

Angelo Ribau

joão marçal a 21 de Janeiro de 2008 às 01:19
Em criança tive um professor que falava destas pombas. Todos gostávamos dele e foi acarinhado por centenas de alunos até ao fim da vida. Crecemos, tornámo-nos adultos e as suas histórias não impediram que cada um se realizasse à sua maneira, continuando a ser seu amigo. A amizade que lhe dispensavam era como se no ombro de cada um tivesse pousado uma pomba amiga. Sobre o artigo, cada um tem o direito de gostar ou não gostar, mas censurar e ordenar não são coisas dos dias de hoje, muito menos sob o anonimato. Têm aparecido muitos artigos actuais com interesse que não foram contemplados com elogios. Porquê ser tão adverso a um artigo de que se gosta menos? Cada um escreve do que gosta.

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