de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 03 Outubro , 2006, 11:35

SOLIDÃO

Na hora do pôr do sol,
uma gaivota desceu do bando
e, no rochedo onde poisou,
ficou sozinha a olhar o mar
que o sol, ao despedir-se,
vai tingindo,
para que nele fique um rasto
da sua presença luminosa.

Na hora do pôr do sol,
quem não sentirá o fascínio
da solidão?...

A solidão,
que enche a cela da carmelita
e a faz mergulhar em Deus,
mar infinito que a atrai,
amor sem margens nem ocaso
onde ela encontra os irmãos,
que só por Deus deixou.

Na hora do pôr do sol,
quem não sentirá o desejo
dum encontro a sós com Deus?

Quem não sentirá a nostalgia
do Céu?



In “DESERTO… Lugar do Encontro”,
uma brochura editada
pelas Carmelitas do Porto
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Anónimo a 4 de Outubro de 2006 às 10:27
A solidão, como momento procurado e sentido, é sempre motivo de encontro connosco e com outros.

M. Rui

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