de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 09 Dezembro , 2009, 17:59


Praça Marquês de Pombal


O hino de Ser Humano

1. Foi a 10 de Dezembro de 1948 que a Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou o “ideal comum a ser atingido por todos os povos”, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DH). Daí para cá este documento vivo que celebra 61 anos, foi sendo desdobrado em muitas outras declarações aplicando ao concreto os valores humanísticos universais nela contidos. Algumas diferenciações claras de fundo importará salientar: primeiro, que a presente Declaração dos DH não contém só “direitos” mas compreende-os numa leitura transversal de deveres e responsabilidades partilhadas; segundo, no exercício do diálogo desta Declaração com a (anterior) Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789), da Revolução Francesa e do erguer do Estado de Direito, esta última (um avanço em alguns domínios para a época) apresenta-se orientada para mais para os direitos de cidadania que para os direitos humanos.

2. A última diferenciação é clarificadora: os direitos de cidadania aplicam-se em países de cidadania legalmente organizada e com “cartões de cidadão”; já os direitos humanos são anteriores a qualquer Estado de Direito, fluem da condição e da dignidade da pessoa humana, esta que é fonte de esperança em nações onde o exercício das cidadanias está longe de ser visível ou então ilumina comunidades estatais legalistas para saberem ler mais alto e mais longe. Um outro aspecto vai sendo hoje sublinhado: a elaboração admirável da Declaração de há 61 anos, após a II grande guerra no centro da Europa, tem a marca civilizacional euro-Ocidental. Um grande valor partilhado universalmente, mas que na era da globalização pode resultar em limites de compreensão.

3. Desçamos ao concreto, como deve ser, e às grandes sensibilizações destes dias que em AVEIRO também assinalam este acontecimento. Em ampla parceria da Plataforma Aveiro DH (http://aveirodh.wordpress.com/), coordenada por algumas entidades, é a ser levada a efeito (convite aberto) a FEIRA DOS DIREITOS HUMANOS 2009 na Praça Marquês de Pombal.

Alexandre Cruz
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 09 Dezembro , 2009, 13:08

"Guerra Peninsular
- Invasões Francesas"

No dia 13 de Dezembro, às 11 horas, na sala da Assembleia de Freguesia de Eixo, será apresentado o mais recente livro de Mons. João Gaspar, “Guerra Peninsular - Invasões Francesas”, comemorativo do segundo centenário da 2.ª invasão que se fez profundamente sentir nas terras do Baixo-Vouga.
A apresentação será feita por Ana Amália Horta, professora de História na Escola Básica Integrada de Eixo.

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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 09 Dezembro , 2009, 12:58

CUFC

A ORBIS - Cooperação e Desenvolvimento, organização não governamental,  abriu a Loja de Comércio Solidário e Comércio Justo no CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura).
A loja está aberta de quarta a sexta, das 10 às 17 horas, e ao sábado, as 10 às 13 horas. Trata-se de uma iniciativa destinada a apoiar projectos de desenvolvimento em África e no Brasil, sendo os produtos vendidos segundo as regras do “comércio justo”.
Os que puderem, e há muitos que podem, certamente, podem ali fazer as suas compras de Natal, levando à prática a marca da solidariedade.

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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 09 Dezembro , 2009, 10:27

Árvore do Outono

Escola Básica da Gafanha da Encarnação

Havia o sentido comunitário da partilha

Comemora-se no dia 9 de Dezembro, quase na mesma altura em que o Universo (!?) proclama o aniversário desta criatura, a elevação a vila, da Gafanha da Encarnação.
Quem atravessou já dois séculos de existência e recorda a vida pachorrenta destas gentes, tem na memória cenas bucólicas dum enorme pitoresco. Carros de vacas a chiarem sobre o asfalto da rua principal, a rua de cima, em que o condutor da viatura lhe seguia o ritmo, às vezes com a pessoa mais velha esparramada no estrado da carroça, eram um espectáculo recorrente. Os excrementos eram lançados na via pública sem que ninguém se importasse com isso, pois não havia a concorrência dos automóveis que hoje enxameiam nas artérias da vila. Eram poucos os proprietários de automóveis e quem os possuía era detentor de um estatuto económico-social privilegiado.
As casas de habitação eram modestas, poucas delas possuindo água sanitária canalizada e por consequência as instalações sanitárias eram quase inexistentes. O banho era um ritual de fim-de-semana, antes do dia do Senhor e não consta que tivesse havido alguma epidemia, muito menos pandemia, com esta parca higiene.
O comércio reduzia-se a meia dúzia de mercearias/tabernas, onde o povo se aviava e os homens passavam o tempo excedentário dos seus empregos, tagarelando, jogando as cartas, bebericando uns copitos! Quase todos ligados à agricultura e pesca.
Havia o sentido comunitário de partilha, em que o forno que cozia a boroa dava para mais de uma família e as pessoas vizinhas cooperavam nos momentos altos da faina agrícola –as sementeiras, as colheitas e a matança do porco.
Já a encaminhar-se para os finais do século passado a Gafanha da Encarnação teve um incremento notável, tendo atraído muitos forasteiros que escolheram estes areais ensolarados, para o seu local de residência.
O céu da Gafanha da Encarnação é mais azul e tem mais brilho! Dizia um colega em tom laudatório, que eu nunca levei muito a sério. A um citadino de gema é difícil acreditar que trocasse o ambiente urbano da cidade de Aveiro, por estas terras pacatas de Joana Maluca. A verdade é que se mudou para cá, de armas e bagagens e eu tive que acreditar na sua explicação para esta elevação duma pacata aldeia.
- O Criador, ao passar por estas terras, foi um esbanjador de luz, no dizer de Almada Negreiros! Sustentava o referido colega, apreciador incondicional desta terra. Tive que me render a esta argumentação, uma vez que se trata de uma pessoa de apurado bom gosto e com formação em História da Arte!
A Gafanha evoluiu, tanto o comércio como a indústria cresceram exponencialmente, tendo-se, até, criado uma zona circunscrita para as pequenas e médias empresas se desenvolverem, a zona industrial. Enfim, tornou-se um oásis para os muitos trabalhadores descansarem no fim dum dia árduo de trabalho.
Para este crescimento demográfico, imobiliário, cultural, muito contribuiu o poder autárquico, que construiu as infra-estruturas necessárias para a freguesia se afirmar com a sua relativa autonomia, na educação e noutros sectores de actividade.
Aqui fica uma palavra de louvor ao seu actual Presidente da Junta, que diz-se aqui, que ninguém nos ouve (!?), quando foi meu aluno, há décadas atrás, já na altura, tinha uma postura que fazia adivinhar, viria a ser um Homem Grande O vaticínio concretizou-se e, devo afirmar, com toda a convicção, que os habitantes desta Gafanha, colocaram os destinos desta terra, em muito boas mãos!

M.ª Donzília Almeida



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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 09 Dezembro , 2009, 10:18



Advento

Nem medo nem recusa perturbaram
A graça que em Ti cumpre a sua obra:
Ofereceste a Deus aquele silêncio,
Onde habita a Palavra.

Em Ti desponta a aurora da justiça,
O mistério do reino que há-de vir;
A sombra do Espírito que desce
Teu coração preserva.

Por Ti, Maria, Mãe imaculada,
Ao Céu se eleve o nosso humilde canto:
Louvor e glória a Deus três vezes santo,
Por toda a eternidade.

Liturgia das Horas

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