de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sábado, 08 Novembro , 2008, 18:52

Numa declaração de 14 pontos, a Comissão Nacional Justiça e Paz exprime que a pobreza não é uma “fatalidade”, porque existem “recursos já alcançados, em quantidade suficiente para a satisfação das necessidades humanas consideradas básicas”. O problema está no funcionamento “da economia desfocado das necessidades das pessoas”.
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 08 Novembro , 2008, 14:26

O YouTube, que nos permite, hoje, publicar, ver e divulgar, livremente, vídeos, não é assim tão velho quanto muita gente supõe. Nasceu apenas em Fevereiro de 2005. Três anos depois, oferece, a quem o consulta, mais de 80 milhões de vídeos, sendo, sem sombra de dúvidas, o maior fenómeno da Net. Quem há por aí que o não consulte? E quem não o ajude a crescer?
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 08 Novembro , 2008, 12:44
Os poetas são assim: atentos aos poetas que nos ilustram a vida; abertos às mensagens com que eles nos brindam; capazes de recordar os seus aniversários.
O Helder Ramos é um desses, dos que olham, com olhos de ver, para os grandes poetas. Desta feita, brindou-nos com um poema que dedicou a Sophia. Precisamente, no dia do aniversário da grande poetiza. Para aqui o transplantei, copiando-o da margem direita (sem política) do meu blogue.

FM

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E se fosse luz?

a Sophia de Mello Breyner*
A praia da tua memória
Fazia brotar palavras
Nas gerações inventadas

E o teu país tinha ondas
Conchas
E azuis leves
Que ainda se guardam nas páginas vivas

De poemas breves

Helder Ramos
06.XI.2008

* Sophia nasceu em 6 de Novembro de 1919
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 08 Novembro , 2008, 10:59

Ontem foi dia de folga no meu blogue. Não para um qualquer passeio, que até seria legítimo e talvez necessário, mas por outras tarefas também importantes. Afinal, não escrevi para este meu espaço, mas escrevi para um jornal, onde reiniciarei a colaboração possível, depois de uma pausa de uns anitos. Refiro-me ao TIMONEIRO, um mensário da Gafanha da Nazaré, que retoma agora a publicação, depois de uns meses de repouso.
Esta minha colaboração, já para o próximo número, vai ser uma forma de regressar, embora sem grandes responsabilidades, ao jornalismo activo, de que tenho saudades, devo confessar. Habituado à agitação da redacção, ao stresse do fecho de um jornal, que os prazos têm de ser cumpridos, à escrita apressada da última hora, sobre o joelho, e com a preocupação de ser fiel à verdade dos factos a retratar, não é de um dia para o outro que se atira tudo para trás das costas. O regresso vai servir, então, para me recolocar num espaço em que me sinto bem. Sem o vigor, obviamente, de outros tempos.
Em hora certa, o que escrever para o TIMONEIRO aqui ocupará o seu lugar. E o contrário não deixará de ser verdade, embora com as devidas alterações, já que se escreve, ou deve escrever, de acordo com os órgãos de comunicação em que se colabora. E sendo assim, os leitores deste meu recanto da blogosfera nunca sairão prejudicados. Aqui fica, portanto, o convite, para que fiquem atentos ao TIMONEIRO da Gafanha da Nazaré.

FM
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Editado por Fernando Martins | Sábado, 08 Novembro , 2008, 10:50

Não cabe aqui um esboço sequer da história das concepções evolucionistas. De qualquer modo, a ideia de evolução já tinha acenado entre os gregos. Em 1809, Lamarck expôs a sua teoria da não imutabilidade das espécies. Mas foi em 1858, há 150 anos, que a ideia da selecção natural e da luta pela existência, de Alfred Russel Wallace e Charles Robert Darwin, foi apresentada na Linnean Society de Londres.
No ano seguinte, em 1859, Darwin publicou a obra célebre: A Origem das Espécies.
Atendendo a estas datas e sobretudo às celebrações do segundo centenário do nascimento de Charles Darwin - nasceu em 12 de Fevereiro de 1809 -, aumentarão os estudos científicos sobre as teorias da evolução, não faltando os debates à volta da sua relação com a religião, por causa do livro do Génesis, do "criacionismo" e do chamado "desígnio inteligente".
O primeiro embate célebre deu-se logo em 1860, em Oxford. Perante uma assistência numerosa, o bispo de Oxford, Samuel Wilberforce, foi perguntando ao naturalista Thomas Huxley, defensor de Darwin, se descendia do macaco pelo lado do avô ou pelo lado da avó. Huxley respondeu: "Penso que um homem não tem que envergonhar-se por ter um macaco como avô. Se tivesse de envergonhar-me de um antepassado, seria de um homem: um homem de inteligência superficial e versátil que, em vez de contentar-se com os sucessos na sua esfera própria de actividade, vem imiscuir-se em questões científicas que lhe são completamente estranhas, não faz senão obscurecê-las com uma retórica vazia, e distrai a atenção dos ouvintes do verdadeiro ponto da discussão através de digressões eloquentes e hábeis apelos aos preconceitos religiosos."
Por causa desta resposta, considerada pouco elegante, uma senhora desmaiou. A mulher do bispo, essa, terá dito entre dentes: "Só faltava esta: descender de macacos! Se for verdade, rezemos para que ninguém saiba."
A teoria da evolução constituiu uma daquelas humilhações do Homem de que falou Freud. Embora o Homem não descenda do macaco, ele e o macaco descendem de um antepassado comum, o que não constituiu uma descoberta particularmente exaltante. Desde então a nossa visão da natureza, do Homem e de Deus modificou-se.
Significativamente, já na altura, muitos religiosos britânicos declararam que não havia incompatibilidade com a fé. O historiador das ciências D. Lecourt escreveu: "A figura mais importante da Igreja escocesa declarou-se evolucionista e, num curso, em 1874, aconselhou os teólogos a sentirem-se 'perfeitamente à vontade com Darwin'." Darwin, sepultado com pompa, em 1882, na abadia de Westminster, a alguns passos do túmulo de Newton, nunca foi oficialmente condenado pela Igreja católica e A Origem das Espécies nunca esteve no Índex.
De qualquer modo, segundo o reverendo Malcom Brown, director dos serviços de relações públicas da Igreja Anglicana, a sua Igreja deveria agora pedir desculpa pela má interpretação de Darwin e algum fervor anti-evolucionista.
Hoje, os equívocos beligerantes provêm essencialmente do "criacionismo" americano e do chamado "desígnio inteligente". Mas o "criacionismo" assenta numa leitura literal do mito da criação do Génesis, esquecendo que o Génesis é um livro religioso e não de ciência e que só uma leitura simbólica é adequada. Quanto ao "desígnio inteligente", o seu equívoco provém da ambição de demonstrar Deus pela ciência.
De facto, como é evidente, a existência de Deus não é nem pode ser objecto de ciência. Mas afirmar taxativamente que a evolução é mero produto do acaso não deixa de ser também uma posição dogmática. A ciência vai respondendo ao "como" da evolução, mas não responde ao "porquê", concretamente ao porquê e para quê da existência do Homem e de tudo: "Porque há algo e não pura e simplesmente nada?"
Como escreveu o cientista Francisco J. Ayala, na conclusão da sua obra Darwin e o Desígnio Inteligente, "a evolução e a fé religiosa não são incompatíveis. Os crentes podem ver a presença de Deus no poder criativo do processo de selecção natural descoberto por Darwin".
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