de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 27 Outubro , 2008, 18:58
João Alberto recebe prémio na Madeira


Ando eu por aqui distraído, tantas vezes fechado na minha tebaida, a ver o mundo pela janela da Net, e nem sinto a chegado do meu amigo João Alberto Roque ao espaço, do tamanho da Terra, da blogosfera. Pois é verdade. Quando saltava, por momentos, de blogue em blogue, de gente amiga e conhecida, dei de caras com os olhos abertos do Pirilampo. Era o blogue do Roque, gritei para os meus botões. E era mesmo verdade. Um escritor gafanhão, laureado na área do conto para crianças e adolescentes, aderiu aos desafios que os blogues oferecem. Que sejas bem-vindo, meu caro. E por cá fico à espera dos teus contos, quiçá das tuas novelas, talvez dos teus romances, de certeza dos teus poemas.
Fernando Martins
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 27 Outubro , 2008, 17:41
Egas Moniz

A Nossa Casa de Egas Moniz

1. Aprendermos dos valores de quem, da nossa terra, deu “novos mundos ao mundo” é uma essencial tarefa zeladora do património único que nos cumpre preservar. Se não cuidarmos das nossas próprias raízes e dos valores aí reconhecidos quem o fará?! Este gesto devido para com os que ergueram a nossa identidade regional assume-se como um desígnio que não tem fronteiras ideológicas; merece a admiração e o apreço de todos. Em boa hora, no dia de anos (59º aniversário) do 1º Nobel Português do cidadão avanquense Egas Moniz (1874-1955), é lançado envolvente projecto do 60º aniversário da atribuição, ocorrendo a reedição pela autarquia estarrejense da sua obra autobiográfica «A Nossa Casa», cuja 1ª edição data de 1950.
2. Renova-se diante de todos a oportunidade de melhor conhecer António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz, na sua matriz de valores familiares, na coragem inspirada de sua vida de trabalho (como investigador, médico, neurologista, professor, político, escritor), na riqueza da simplicidade típicas das pessoas efectivamente grandes. As suas primeiras palavras da autobiografia são: «Este livro é a história de uma família provinciana a que o autor pertenceu.» A infância de Egas Moniz foi difícil, também propiciadora de partir para estudos num seminário da Beira Interior. Um conjunto de acontecimentos familiares tê-lo-ão despertado para o grande compromisso e inadiável responsabilidade de cada dia.
3. Se habitualmente se sublinha a atribuição honorífica do Nobel da Medicina, tem pertinência cada vez mais actual o conhecer e o apreciar dos valores humanos e sociais que estão por trás de génios como Egas Moniz. Esses valores e princípios ultrapassaram a visão do cientista fechado no seu laboratório. Seja a sua intensa actividade cívica despertada quer nos bancos das escolas em educação quer na vida em sociedade. Que os valores da participação e do sentido de Humanidade brilhem bem alto!
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 27 Outubro , 2008, 14:39

O deputado municipal José Alberto Loureiro, do PCP, chama a atenção das autoridades da Saúde, por terem surgido algumas queixas da população sobre o ar que se respira na Gafanha da Nazaré, anuncia a Rádio Terra Nova. Refere aquele deputado que foi alertado por vários conterrâneos, garantindo “que há qualquer coisa no ar que leva a que pessoas tenham tosse, irritação na garganta e problemas respiratórios”.
O alerta de José Alberto Loureiro é pertinente, tanto mais que a Gafanha da Nazaré tem várias indústrias em laboração, algumas das quais do sector químico. E como as pessoas são a nossa maior riqueza, é de prever que os responsáveis pela nossa Saúde estejam atentos, fazendo, periodicamente, as análises ao ar que respiramos. Mais: proponho que essas análises não fiquem arquivadas nos gabinetes, mas sejam postas à luz do dia, de preferência através da comunicação social.

FM
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 27 Outubro , 2008, 11:47

Os blogues, que hoje são aos milhões pelo mundo, nasceram há poucos anos. Em Portugal entraram em 2003 e logo foram adoptados e seguidos também por milhões de portugueses. O meu Pela Positiva nasceu em Dezembro de 2004. E como é sabido, eles conseguem ser, nos tempos que correm, um grande desafio à nossa forma de comunicar, distinguindo-se alguns por terem mais influência que outros meios de comunicação social.
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 27 Outubro , 2008, 11:16
Dia das Bruxas

Comemora-se, no dia 31 de Outubro, o Halloween, festividade que remonta ao povo Celta e tem a ver com rituais pagãos, entre nós, chamado Dia das Bruxas.
Amada pelas crianças que vêem, neste dia, um escape para a sua irreverência e desculpa para pregar partidas, o Sweet or treat, confirma este fenómeno, é simultaneamente contestada e repudiada por muitos outros.
Alegando que não tem nada a ver com a nossa cultura, contestam uns tantos que estamos a sofrer uma aculturação, em relação aos povos de origem anglo-saxónica, nomeadamente dos EUA, donde foi importada esta celebração.
Materializando-se numa série de objectos comercializados profusamente pelo comércio, tem a sua expressão e simbologia máximas na utilização das abóboras. Estas são descarnadas, abre-se-lhes uma tampa em cima e desenha-se uma cara, pela excisão de pequenos pedacinhos que correspondem aos olhos, nariz, boca. Dentro das mesmas é colocada uma vela e aí temos o que nos países de Língua Inglesa chamam, o Jack-o’-Lantern!
Esta figura bizarra e fantasmagórica era colocada em locais frequentados, mas pouco visíveis. Este ritual acontecia no Outono, em plena época das colheitas.
Reportando-me aos meus tempos de juventude, e porque nasci no século passado, na época áurea dos Beatles, evoco algo que, pela sua similitude, merece a minha referência.
Terminada a colheita do milho, que por estas terras das Gafanhas tinha um cultivo muito abundante, procedia-se ao seu acondicionamento: primeiro, fazia-se a desfolhada, aqui para nós designada por desmantadela, seguida da debulha, por debulhadoras mecânicas. Finalmente, depois de permanecer na eira por vários dias, sob os raios do sol escaldante, para ficar completamente seco, era armazenado em celeiros próprios, de grandes proporções, aqui chamados caixas do milho.
Quando se viam os campos despidos, o milho recolhido e as abóboras colhidas e arrumadinhas em linha, por cima dos telhados, acontecia esta cena tão habitual, quanto insólita. Os membros mais jovens das famílias dos agricultores, ou semiagricultores, dedicavam-se a esta tarefa invulgar: desventravam as abóboras e construíam cabeças-fantasma, com uma vela dentro. Acabada a operação, punham a tampa na abóbora e iam colocá-la nas encruzilhadas dos caminhos e em sítios esconsos.
Remontando às origens primitivas da utilização destas “lanternas”, ressalta aqui um paralelismo entre a tradição anglo-saxónica e estes costumes de terras gafanhenses. Isto foi vivenciado por mim, mas é possível que haja relatos orais mais aprofundados, desta mesma tradição, aqui na nossa terra.
Madona
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