de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 18 Julho , 2008, 18:05


SALICÓRNIA

Junto ao Mercado Manuel Firmino, em Aveiro, está a decorrer a Feira do Sal, que pode ser visitada até domingo, dia 20. Assinalei a presença de Aveiro, Ovar, Figueira da Foz, Rio Maior, Alcácer do Sal, Castro Marim, Setúbal e, ainda, de um representante de Itália. Há ali sal para todos os "gostos". Como curiosidade, apresento uma entrevista com José João Rodrigues, proprietário da Salina Eiras Largas, da Figueira da Foz, que me falou sobre a Salicórnia, uma planta sazonal que cresce nas marinhas de sal. Tem diversas aplicações culinárias.

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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 18 Julho , 2008, 10:30

Face à crise económica...
Face à crise económica que se instalou entre nós, e tendo em conta as nuvens negras que se avizinham, segundo dizem os economistas e outras analistas sociais, Cavaco Silva alertou os portugueses para a necessidade de não baixarem os braços. “Num momento em que foram reveladas algumas previsões preocupantes quanto ao comportamento da nossa economia, quero dizer aos portugueses que este é um tempo para não baixarem os braços", disse o Presidente da República.
Que me lembre, nunca na nossa democracia se viveu sem crise instalada, de forma mais ou menos evidente e sempre sentida pelas classes mais desfavorecidas. Daí, portanto, a recomendação do Presidente da República. Acontece, porém, que não basta recomendar, constantemente aos mesmos, para não baixarem os braços. Eles, os simples trabalhadores, bem andam com eles agitados e bem no ar. Mas no fim do mês, o que ganham, mal dá para comer. Importa, isso sim, criar uma sociedade mais justa e mais solidária, erradicando a possibilidade de uns terem tudo, sem nada deixarem para a maioria. Que cada um tenha o essencial para viver, são os meus votos sinceros!

FM
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 18 Julho , 2008, 09:18

“Radicado no coração do ser humano, o sentido religioso desperta homens e mulheres para Deus, ensinando-os a descobrir que a realização pessoal não consiste na gratificação egoísta de desejos efémeros, mas está em ir ao encontro das necessidades dos outros e procurar caminhos concretos capazes de contribuir para o bem comum."

Bento XVI, em Sidney
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 18 Julho , 2008, 08:57

Nelson Mandela: de guerrilheiro a pacificador!


Há 90 anos, precisamente no dia 18 de Julho de 1918, nascia, na África do Sul, que até ao ano de 1910, tinha sido uma colónia do Império Britânico, Nelson Mandela, que viria a ser um dos maiores activistas negros na luta contra o apartheid (do afrikaans: “vida separada”), estabelecido, formalmente, pela minoria branca que governava o país, a partir do ano de 1948. Considerado um terrorista e um rebelde, pelo poder branco instituído, era, para a maioria negra (cerca de 75% da população do país era, e é, negra), um herói, um guerrilheiro e um libertador.
Preso, pela primeira vez, em 1956, volta a sê-lo em 1962. Em 1964, é condenado a prisão perpétua e é enviado para a prisão da Ilha de Robben, a 12 quilómetros da Cidade do Cabo, onde passa a ter o número 46664 (466.º preso, do ano de 1964). Daqui, continua a incentivar à luta armada. Na sequência da enorme pressão internacional que, entretanto, se foi formando, por todo o mundo, contra o regime do apartheid, Nelson Mandela é libertado, incondicionalmente, no dia 11 de Fevereiro de 1990, após cerca de 28 anos de cativeiro.
Em 1994 foi eleito o primeiro presidente negro da República da África do Sul, cargo que ocupou até 1999. Em 1993, divide a atribuição do prémio Nobel da Paz com Frederik de Klerk, exactamente o homem que o tinha mandado libertar.
Com mais ou menos controvérsias até ser preso, muito dificilmente alguém deixa de reconhecer que Nelson Mandela foi, a partir daí, o principal artífice, político e moral, da transição do regime branco do apartheid para o regime de maioria negra, fazendo-o sempre na busca da reconciliação, da tolerância interna e no respeito pelos direitos de todos os cidadãos sul-africanos. A fundação da nação estava, finalmente, a realizar-se.
A forma sempre afável e conciliadora como o procurou fazer, sobretudo a maneira como se soube impor às correntes mais radicais do seu partido (ANC) e da restante maioria negra, foram-lhe granjeando o reconhecimento e a admiração de toda a comunidade internacional, pela qual, em múltiplas ocasiões, tem sido homenageado por todo o mundo. Após a sua saída da presidência, foi chamado a mediar muitos conflitos internos e externos, devido ao seu estatuto de grande líder.
Em 1995, o Papa João Paulo II visita a África do Sul, país que antes se tinha recusado a visitar, devido ao regime do apartheid em vigor, tendo-se encontrado com Nelson Mandela. Três anos mais tarde, é Mandela que visita João Paulo II, no Vaticano. Entre estes dois homens, nasce uma amizade e admiração mútua.
Ainda que fragilizado pela idade e a doença, Nelson Mandela continua, hoje, tal como João Paulo II, a irradiar simpatia e a despertar um afecto muito grande nos jovens, havendo historiadores que chegam a comparar as semelhanças que existem entre estas duas personagens fascinantes. Simon Usherwood, da Universidade de Surrey, na Grã-Bretanha, referiu-se a estes dois homens dizendo: "Esta pode ser a última geração de figuras políticas e sociais capazes de ainda ter voz através da sua longevidade. A vida deles estende-se até um tempo em que o mundo era tumultuoso e questões básicas sobre a liberdade, a justiça, a democracia e a ordem social continuavam ainda sem resposta. Cada um deles encontrou a sua própria resposta e partilharam-na. Eles deixaram uma marca". Já o historiador britânico Timothy Garton Ash, afirma: “Como João Paulo II, Mandela comoveu gerações. Um dos homens mais amados da Terra e talvez o único a rivalizar com o Papa na questão da autoridade moral.” Ainda para este historiador, Mandela foi a única pessoa, além de João Paulo II, que poderia almejar ao título de "maior homem do nosso tempo".
Num momento conturbado e de desorientação, à escala planetária, faltam líderes que sejam portadores e símbolos de integridade ética e moral, que o mundo tanto precisa para solucionar os seus conflitos. Por tudo isto, é bom e necessário não esquecer o exemplo destes “veteranos”, que não se limitaram só a acreditar. Lutaram, cada um a seu modo, mas num bom combate de vida, por aquilo em que acreditavam, e disso deram e deixaram o exemplo de que é possível, ainda, continuar o seu caminho!


Vítor Amorim
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 18 Julho , 2008, 08:42

Projecto de recuperação do Forte será reaberto a concurso


"A APA assegura que os edifícios em ruínas que rodeiam o Forte da Barra, na Gafanha da Nazaré, serão demolidos
A área envolvente do Forte da Barra de Aveiro, considerado Imóvel de Interesse Público pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), tem vindo a ser utilizada, nas últimas décadas, como depósito de materiais. Com efeito, foram construídos junto à fortaleza alguns edifícios, que hoje se encontram ao completo abandono e em ruína, o que acaba por desvirtuar e desfear o espaço."
Leia mais no Diário de Aveiro
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