de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 26 Março , 2008, 19:22
Ontem, uma boa nova do Governo garantia que a crise orçamental estava ultrapassada. A nova encontrou eco aqui, o que me levou a recordar que talvez agora não fosse necessário apertar tanto o cinto. E acrescentei que ficaria à espera de que isso se reflectisse na bolsa dos mais desfavorecidos. Admiti, então, que daqui a uns tempos haveria uma descida estratégica dos impostos, talvez nas vésperas das eleições legislativas, como é normal.
O Governo, contudo, prometeu hoje que o IVA iria descer 1%, lá para Julho. O mesmo Governo que há dias jurou que era “leviano e irresponsável" falar em baixar impostos, face ao estado das finanças públicas. Criticava, por esta forma, a proposta do líder do PSD, Luís Filipe Menezes, da necessidade de baixar os impostos. Confesso que fiquei baralhado. E ainda me não recompus!
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 26 Março , 2008, 18:38


QUANDO NÃO SE DEVE REPETIR…

1. Sabemos todos das fronteiras da sociedade da informação. Implacável nos seus efeitos modeladores da vida pessoal e social. Com imensas virtudes e potencialidades, mas com contra-valores que por vezes desdizem a sua própria missão. Criam deuses e derrubam regimes; abrem novas vias de sociedade plural mas, mesmo em contextos de liberdade de informação, é ténue e delicada a “linha” entre o que é legalmente permitido e o que eticamente obriga ao discernimento e à contenção. O caso repetido continuamente nas notícias da “corajosa” estudante de telemóvel na sala de aula e da “temerária” e esmagada professora subjugada pela turma ridente, é uma das imagens que merecia um crivo pedagógico, não que viesse de fora como imposição mas fazendo parte da própria função socioeducativa das comunicações sociais. É naturalmente difícil esse consenso em apostarmos todos naquilo que, sem escamotear verdades inconvenientes, pode melhor criar formas de ser e estar em comunidade. Ninguém sabe os impactos (subjectivos) nestes dias das imagens de deseducação escolar; mas ninguém duvida que elas acabam por ser mais uma “acha” para um quadro de referência social e educativo já bem ateado.
2. As repetições sensacionalistas até ao excesso têm efeitos generalizantes e geram consequências contraditórias com o que se quer transmitir. As necessárias éticas da informação e comunicação, no meio das suas sempre ténues fronteiras de uma área concorrencial ao limite, não se podem deixar seduzir com o que o povo gosta ou com o que facilmente tem auditório. Tantas vezes, como neste caso da violência na escola, ao denunciar os males existentes acaba-se por divulgar e multiplicar esse mesmo mal. É uma pergunta delicada mas, pelas dificuldades do diálogo de gerações e numa certa indiferença dos valores onde “tanto faz” quem respeita quem, quantos estudantes da idade turbulenta vão despertando exacerbadamente para os seus direitos (de “passar de ano”) esquecendo-se dos seus deveres de pessoa, aluno, cidadão… Nesta cadeia de relacionamentos, o elo mais fraco tem merecido novamente uma exposição desmesurada e desautorizante: a professora/os professores; enquanto que o recriado sentido corporativo dos alunos vai abrindo os olhos para os seus “galões” da liberdade interminável de que são a razão de ser da escola.
3. Ainda assim esta sedutora casuística, não é verdade que este seja o quadro generalizado das escolas, e o pior que pode acontecer é a repetição caótica do mesmo “caso” que dá a sensação de estar tudo perdido. Neste contexto, também como actor da “cidade educadora”, as comunicações sociais, sendo-lhes permitido, como “ética” nem sempre devem repetir e repetir tudo o que conhecem. Ou já não há margem para isto, e o que conta é o que se quer fazer passar, esquecendo-se e promovendo deformação que se critica?

Alexandre Cruz
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 26 Março , 2008, 14:55



Nada mais lógico do que a grande festa cristã ser a festa da Passagem. Esta é a marca da nossa existência, uma passagem, em que aquilo que importa é não esquecer que não se fica indefinidamente no mesmo lugar, por mais que o homem sonhe com elixires da imortalidade.
Tomámos este ritmo da Natureza, a mesma que com as suas estações e ciclos lunares marca o calendário das celebrações pascais, este ano mais cedo do que algum de nós irá um dia voltar a ver.
Aprender que o mais importante é passar e não ficar é uma lição dura, que nem sempre estamos dispostos a receber. Percebemo-lo nos mais variados campos, da política à economia, do desporto à religião: é grande a tentação de pensar que não há um fim para o tempo em que se está, como se a vida não fosse, acima de tudo, tempo que passa. E depressa.
Páscoa é, afinal, o condensar da nossa existência: chegar e partir, sempre de novo, num percurso que, para a fé, leva o ser humano rumo ao esplendor da luz que não se apaga.
Inevitavelmente, a Páscoa recorda o núcleo da fé cristã: Cristo morreu e ressuscitou. Uma passagem singular, que marcou a história da humanidade, e que a Igreja apresenta a cada um como o seu caminho, o sentido da existência. Mais do que procurar elaborações complicadas do seu quadro de convicções ou de, supostamente, elaborar listas com novos pecados, procura, com a preparação e a celebração da festa da passagem, centrar-se no que é essencial sobre a vida do homem e sobre a eternidade.
A preocupação com o essencial, a transmissão da fé, foi também a marca do último triénio de trabalho da Conferência Episcopal Portuguesa, que agora chega ao fim. Os novos caminhos, com a preocupação de adaptação aos tempos actuais, respondem, então, a esta necessidade de passagem, fazendo chegar à sociedade pós-moderna os critérios cristãos de leitura da realidade que a Igreja tem para oferecer.
É caso para dizer que, também neste caso, não há nada mais lógico do que a Igreja em Portugal querer falar daquilo que tem mais importância: a vida, a obra e a mensagem de Jesus. Porque há muitos que ainda não se aperceberam, por distracção ou por ingenuidade, de que só estão cá de passagem.

Octávio Carmo
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 26 Março , 2008, 14:48
“A Igreja proclama alegremente que Cristo ressuscitado tem o poder de mudar as vidas e de incidir uma nova luz na história humana. Hoje, tal como em todas as alturas, Cristo vem ao nosso encontro para permanecer no meio de nós com o seu poder salvífico”


Bento XVI
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 26 Março , 2008, 13:04
Já vi, vezes sem conta, o vídeo da aluna em luta com a professora por causa do telemóvel. A notícia, vista, ouvida e lida, também já cansa. O que agora se diz nada acrescenta ao que já se sabe. Não seria melhor acabar com estas cenas? Ou não há mesmo mais nada para noticiar? Quem procura notícias, durante o dia, está condenado a ver e a ouvir, até à exaustão, sempre as mesmas imagens, com as informações já gastas.
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 26 Março , 2008, 12:30
O PÚBLICO passa a colaborar, de forma mais concreta, com a blogosfera. É um passo digno de registo, porque incentiva, por esta forma, a ligação às notícias do dia-adia. A ferramenta, chamada "Twingly", é já usada em alguns jornais estrangeiros, como o "Politiken", da Dinamarca, ou o "Helsingin Sanomat", da Finlândia.
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 26 Março , 2008, 12:17
Escrevo em segredo

Escrevo em segredo
as veredas do teu nome
enquanto o misterioso
hálito do teu veneno
avança
errante
dentro de mim

Por amor ou fantasia
o fogo do teu olhar
despe-me a alma
em silêncio
O que resta de mim
apenas existe para tua glória

Sou teu escravo
o teu triunfo
é o meu destino


Orlando Jorge Figueiredo
- Fevereiro 2008
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 26 Março , 2008, 12:10

Segundo um “site” que consultei, hoje é o Dia do Livro Português. Bom motivo para lembrarmos, aqui, que Portugal tem dado ao mundo muitos escritores. Prosadores e poetas enchem a nossa memória, desde tenra infância. E ainda agora, com a infância já distante, não deixo de admirar tantos cultores da Língua Portuguesa, espalhados por todos os países lusófonos e pelos mais diversos recantos do globo.
O que mais me impressiona é que, cada dia que passa, novos escritores vão surgindo, oferecendo-nos belíssimos textos que nos permitem sonhar, através de viagens que nos propõem carregadas de histórias e emoções. A literatura portuguesa, afinal, talvez seja um dos poucos sectores da nossa vida colectiva que escapam às crises que nos envolvem. É um sector sempre pujante, não obstante as dificuldades que muitos escritores sentem em entrar nos gabinetes dos editores, mais preocupados, decerto, em divulgar os autores mais badalados.
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 26 Março , 2008, 11:50

Os dias cinzentos também podem servir para nos deleitarmos com outros prazeres. Por exemplo, lendo um bom livro no sossego dos nossos recantos ou ouvindo música na paz das nossas recordações.
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 26 Março , 2008, 10:15

A globalização confere novos contornos à prostituição. Porque o tráfico de mulheres e jovens para fins de exploração sexual pede um novo olhar, a Cáritas diocesana de Aveiro, em parceria com as suas congéneres de Coimbra, Guarda, Lamego, Leiria/Fátima, Viseu e Cáritas Portuguesa, organizou as I Jornadas Interdiocesanas de Reflexão sobre a Prostituição.
(...)
Diz Inês Fontinha, directora de "O Ninho":
“Vamos tentando encontrar, com as mulheres, alternativas à sua situação”. Quando se trabalha a auto-estima, quando “as pessoas passam a gostar de si próprias, com um projecto de vida alternativo, as mulheres não se prostituem”.
Leia mais em Ecclesia e no Diário de Aveiro
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 26 Março , 2008, 09:53

VIDA PARA TODOS OS DIAS!

Hesitei se devia voltar a escrever, pelo menos por agora, da Páscoa do Senhor.
Afinal, nestas últimas semanas, toda a Igreja tem estado em reflexão itinerante, na preparação do Dia Pascal, pelo que a vontade em mudar de caminho, durante algum tempo, pode ser grande e apelativa.
Comecei por me lembrar que vivemos num mundo que parece regular-se, cada vez mais, pelo imediato, pelo já e agora, a qualquer preço, onde a tendência é para esquecer ou ignorar o que, aparentemente, já passou, e ficar, desde logo, refém da próxima novidade.
Senti que a paciência, um dos frutos do Espírito Santo (ver: Gal 5,22-23) estava a esfumar-se e a dar lugar a qualquer coisa que soasse também a novo e a imediato.
Deambulando no meio destes pensamentos, surgem-me, num curto espaço de tempo, duas situações que vieram alterar tudo quanto até ali tinha pensado.
A primeira acontece ao arrumar alguns dos meus papéis. No meio destes, encontrei a homilia que D. José Policarpo pronunciou, no dia 7 de Abril de 2007, na Sé Patriarcal de Lisboa.
Reli-a, e a vontade de não ficar calado desapareceu. Era um bom sinal!
Ao sermos criados por Deus, não só somos parte integrante da Sua Criação como Seus colaboradores e membros activos, enquanto baptizados, da História da Salvação.
Como se já não fosse o suficiente, somos convidados a participar nesta “longa vigília da criação e da humanidade, em busca da sua verdade definitiva.”
Perante tais palavras, quem poderá dizer, começando por mim, que a Páscoa já passou?
A Páscoa não passou nem passará, nunca! Tudo, na vida de cada cristão, depende dela e só dela. Ainda que viva muitos anos, sem a Páscoa o cristão jamais existirá.
Deste modo, senti que os argumentos para não falar, do dia em que a Vida venceu, definitivamente, a morte já não tinham validade, pelo que tinha que decidir em pensar noutras coisas, que não passavam necessariamente pela escrita.
Mesmo assim, sentia que a vontade também não era muita.
Decidi, então, dar uma caminhada a pé. Pelo menos daria para ajudar na saúde do corpo.
Eis que, ao sair de casa, encontro o carteiro e, através dele, é-me entregue um postal de um Amigo meu, de Sines, que logo abri. A dado passo da sua mensagem pascal, este meu Amigo, alentejano, cita Santo Agostinho: ”De modo algum nos podemos envergonhar da morte do nosso Deus; pelo contrário, ela é a razão de toda a nossa confiança e de toda a nossa glória; tomando sobre Si a morte que em nós encontrou, assegurou-nos a vida que por nós não podíamos alcançar.”
E assim, acabei por fazer a minha caminhada, convicto de que, também hoje, é dia de Páscoa.
De uma nova Páscoa, como será, sempre, a do outro amanhã.

Vítor Amorim
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