de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 14 Março , 2008, 19:00
Será que esta história (verdadeira, claro) pode acontecer noutras aldeias?
:

"Duas bicicletas de miúdos com 10, 12 anos, deixadas na rua à porta de um pequena biblioteca onde eles estavam, foram roubadas. É dia e é uma aldeia. Eles aperceberam-se muito pouco tempo depois, quinze minutos, no máximo meia hora e vão falar com a responsável da biblioteca a chorar. Esta contacta a polícia, neste caso a GNR. Hesitou, porque de há um ano para cá, todos os dias há nessa aldeia roubos, quase sempre pequenos roubos, há uma semana ovelhas, na anterior uma dispensa de uma quinta, objectos diversos, bicicletas, dinheiro aos velhos, computadores, etc,, etc. Hesitou porque de todas as vezes que foram feitas queixas nunca houve qualquer sequência, nem sequer a polícia veio interrogar quem fez a queixa. Zero, nada. As pessoas duvidam que valha a pena o trabalho e o risco. Mas fez. Pouco tempo depois chega um carro da GNR."
Podem ler o resto da história de Pacheco Pereira na SÁBADO, ou no Abrupto
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 14 Março , 2008, 18:50

Ruído e alarido à volta da justiça


Há muito ruído e alarido à volta da justiça por causa da comunicação social. Os jornalistas acham-se especialistas e difundem erros. Sem autonomia mental, mal pagos e com insegurança no emprego, os jornalistas tendem a prestar um mau serviço. Ao quererem captar a atenção da opinião pública, por exemplo, impedem com frequência que a investigação prossiga o seu caminho.

Leia mais no Correio do Vouga
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 14 Março , 2008, 15:23
Aplausos, merecidos, para Pereirinha

Ontem à noite, enquanto lia, alguém se encarregou de procurar na TV o que convinha. As mudanças incidiam sobre Sócrates e Sporting. De Sócrates, o pouco que se viu, não teve interesse. Luís Filipe Menezes, idem. O Sporting, que nos tem dado tantos desgostos, cá em casa, ainda me obrigou a sair da sala e a comentar que a noite estava perdida. Para mim e para ele. A não ser que me virasse de vez para as leituras. Aí tinha muito por onde escolher. Ainda bem.
Estava neste dilema, quando um “miúdo”, o Pereirinha, mostrou a gente mais velha, que ganha uma pipa de massa, como se marca um golo soberbo, dando a vitória merecida ao Sporting. O suficiente para fazer rejubilar os adeptos, deixando o Paulo Bento menos gago.
A noite valeu por isso. E também pelas leituras que se seguiram. Sócrates e Luís Filipe Menezes? Sem interesse.

FM
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 14 Março , 2008, 14:54

Quem há por aí que não sonhe já com a Primavera? Quem há por aí que não se delicie com as flores que desabrocham por todos os cantos? Quem há por aí que não aprecie a natureza na sua fase, maravilhosa, de ressurreição? Quem há por aí que não sinta os cheiros frescos e doces deste prenúncio da espação das flores? Há muitos, com certeza. Então, saiam de casa e casem-se com o novo ambiente que nos bate à porta e entra, até nós, por todos os interstícios que nos rodeiam.
FM
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Editado por Fernando Martins | Sexta-feira, 14 Março , 2008, 11:59
Filomena Mónica

A conhecida socióloga, escritora, investigadora e professora universitária Maria Filomena Mónica participou, a convite da revista SÁBADO, na marcha da indignação. Foi para observar, para depois comentar. O que fez, para a SÁBADO desta semana.
A dado passo das suas considerações, muitas delas pertinentes e justas, disse que “a Educação é o maior falhanço do actual regime”, e que, a seu ver, “as reformas educativas deveriam começar pelo topo, introduzindo-se o numerus clausus nas univeridades”. A seguir referiu que, “diante da pressão das classes médias, o Estado corria o risco de abrir demasiado as portas ao ensino superior”. E acrescentou: “Foi o que aconteceu. As faculdades passaram a receber mais alunos do que os professores doutorados (os únicos competentes para ensinar) tinham capacidade para leccionar. Os resultados viram-se: todos os anos foram lançados no mercado licenciados analfabetos. Entre a multidão reunida no Terreiro do Paço havia provavelmente quem (como a ministra) tivesse sido meu aluno. Apesar do meu esforço em preparar bem as aulas, tenho consciência de que muitos acabaram as suas licenciaturas sem competência para ensinar.”
Tenho dificuldade em aceitar esta generalização. Há muito este hábito entre nós. Por um lado, nada nos garante que só os doutorados é que têm competência para ensinar. Alguns até - admito - podem saber muito e não ter capacidade para transmitir o muito que sabem. Ensinar, se é uma ciência, também é uma arte, a meu ver.
Por outro lado, custa-me aceitar que o nosso mercado de trabalho tenha assim tantos licenciados analfabetos. Acredito, e conheço, licenciados que pouco ou nada lêem, para além do específico da sua profissão, que não vão ao cinema nem a exposições, que não frequentam concertos nem livrarias, que nada sabem, em resumo, do mundo em que se inserem. Mas há outros, com certeza, que se valorizam no dia-a-dia, que lêem e vêem o que possa contribuir para a sua formação integral. Como há licenciados trabalhadores, competentes e esforçados a par de outros que se baldam. Há de tudo, afinal, como em qualquer profissão. Por exemplo, também conheço doutorados que, para além da sua especialidade, não passam de uns ignorantes, direi mesmo analfabetos, sobre muitas expressões culturais, sociais, artísticas e religiosas que existem à sua volta.

FM
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