de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 03 Fevereiro , 2008, 12:57

Hoje e terça-feira, quer o tempo deixe ou não, não hão-de faltar as máscaras. Uns a brincar e outros a sério. Nunca as usei. O meu temperamento não dá para isso. Mas também não as uso porque, quando as vejo, nunca deixo de me questionar sobre o que pretenderá esconder quem as põe na cara. Uma coisa é certa: penso que, para além da brincadeira ou da representação teatral, quem usa máscaras desejará dizer, escondido, o que não terá coragem de dizer de cara levantada. Se calhar estou a exagerar. Por isso, desejo a todos os que gostam de brincar no Carnaval que se divirtam com alegria. E que depois dele, a partir de quarta-feira, voltemos à vida de rosto alegre e bem ao vento.
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 03 Fevereiro , 2008, 12:34


O ENSINO PRIMÁRIO AO LONGO DO TEMPO

Caríssima/o:

Para satisfazer alguma curiosidade sempre vou desenterrar imagens desbotadas e até ratadas do baú do tempo.

1- “Na época da fundação da monarquia existiam clérigos e até bispos que não sabiam escrever; e há memória de factos semelhantes, embora mais raros, em tempos mais recentes.” [História da Igreja em Portugal, Fortunato de Almeida, Tomo I, pág. 492]

2- É comum saber-se que as escolas eram apenas frequentadas pelos jovens que seguiriam vida eclesiástica, junto dos conventos ou mosteiros e das sés. Ora, no Mosteiro de Alcobaça, surgiu um abade, entre 1252 e 1276, Estêvão Martins, que “permitiu que as pessoas de fora, estranhas à Ordem, pudessem cursar as lições”.[História do Ensino em Portugal, Rómulo de Carvalho, pág. 30]

3- Contudo, apenas em 6 de Novembro de 1772 se tenta organizar o ensino primário oficial com a criação de 479 lugares de “mestres de ler, escrever e contar”. Lei de Marquês de Pombal.
4- Depois Mouzinho de Albuquerque publica um projecto de reforma da instrução pública em 1823. Havia, em Portugal, uma taxa de analfabetismo que rondava os 90% e todos os políticos estavam de acordo: “havia necessidade de criar uma vastíssima rede de escolas de instrução primária que cobriria todo o país para reduzir o analfabetismo”.

5- Em 1835, a reforma do ensino de Rodrigo da Fonseca Magalhães foi considerada ”a mais perfeita e completa depois de Pombal”.

6- Bem, depois poderíamos enumerar as tentativas de reforma do ensino primário e seria interessante encontrar os nomes de Passos Manuel (1836), Costa Cabral (1844), D. António Costa (1870), António Rodrigues Sampaio (1878), João Franco (1894), Hintze Ribeiro (1901), João de Barros (1911), Leonardo Coimbra (1919), Alfredo de Magalhães (1927), Carneiro Pacheco (1936), Leite Pinto (1956), Galvão Teles (1964), Veiga Simão (1973)... e reformas depois de 1974...


Uns tentavam organizar e logo outros a seguir ...desorganizavam. Mas sempre alguma coisa foi ficando e, em 1947, havia uma escola mista, na Marinha Velha, a Escola do Ti Bola, onde o Olívio se esforçava por aprender o ABC...Como seria por toda a Gafanha?


Manuel
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