de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 30 Novembro , 2006, 10:15
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À espera das cavacas
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SÃO GONÇALINHO DEBATIDO
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“Se o Porto tem o São João e Lisboa o Santo António, por que é que Aveiro não há-de ter o São Gonçalinho como grande festa municipal?”
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A hipótese foi levantada por Capão Filipe nos primeiros encontros de São Gonçalinho, que decorreram na tarde de 25 de Novembro, na antiga Capitania, promovidos pelos Mordomos de São Gonçalinho e a Câmara Municipal de Aveiro.
Quererá o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Aveiro relegar para segundo plano Santa Joana Princesa, a padroeira de Aveiro? Tal não foi esclarecido, mas depreendeu-se que não é disso que se trata, porque enquanto a festa da Santa Princesa é popular, mas não tem folia, a do Santo da Beira Mar, genuinamente popular, tem elementos e tradições para ombrear com as outras grandes festas citadinas, ainda que decorra no Inverno (10 de Janeiro).
Os encontros de São Gonçalinho contaram com mais de uma dezena de intervenções, do investigador universitário ao artista, do jornalista ao padre, do que invocou o auxílio e foi atendido ao confrade, tendo iniciado com uma representação da célebre “dança dos mancos” pelo Grupo Cénico Etnográfico das Barrocas.
A verdadeira “dança dos mancos” acontece(?) a hora incerta, dentro da “capela do santinho” e não pode ser filmada ou fotografada, nem presenciada por quem não dance. Na origem da dança, estaria uma forma de mancos genuínos pedirem auxílio ou esconjurarem a sua deficiência. Segundo o investigador Daniel Tércio, trata-se de “um elemento transgressor”, “como se [o mundo] virasse ao contrário”, à semelhança das “festas de loucos” medievais. Tal rito “tem importante sentido comunitário”, diz o investigador.
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Um texto de Jorge Pires Ferreira
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Editado por Fernando Martins | Quinta-feira, 30 Novembro , 2006, 09:59
RENOVAÇÃO, PROPÓSITO
QUE NÃO SE PODE ADIAR


Prestes a comemorar-se mais um aniversário, o 41º, do encerramento do Concílio Vaticano II, vem-nos ao pensamento a palavra profética e orientadora de Paulo VI.
Naquele 8 de Dezembro de 1965 e nos tempos que se seguiram, ele não se cansou de encorajar a Igreja de então e de sempre, a que, sem medo, se empenhasse continuamente por trilhar o caminho da renovação e da conversão ao Evangelho.
Só assim ela poderia responder às exigências da sua missão essencial, que tão eloquentemente expressara em tempos novos e exigentes que se viviam então e que seriam os que vinham a seguir.
A renovação continua uma palavra e uma atitude actual, não apenas por força de um acontecimento que marcou a Igreja no seu futuro, mas, também, porque se nota alguma sonolência e instalação, em relação à graça e aos objectivos do Concílio, por parte de muitos cristãos, clérigos e leigos.
As pessoas vão mudando e damos, com frequência, por gente que não viveu o Concílio, nem outros factos marcantes da sociedade, como a chegada do regime democrático e, para a qual, tudo pode parecer estranho. Não é que as novas gerações sejam menos generosas e atentas que as contemporâneas destes grandes acontecimentos que, a quando da sua realização, interpelaram por dentro, pessoas e comunidades. Pode ter acontecido, porém, que, por parte de muitos que os viveram, o ritmo da primeira hora tenha esmorecido, de modo a não contagiar, nem estimular o propósito e a atitude de renovação que a todos diz respeito, porque sempre e cada vez necessária e urgente. Por outro lado, Igreja conciliar e sociedade democrática, podem ser coisas tão naturais e óbvias que já não interpelam, nem põem em causa atitudes e projectos diários, mesmo que dissonantes.O propósito de renovação que nasce de uma conversão interior é sempre sinal de vida que quer durar e se quer expandir. Na conversão está a grande exigência posta pela renovação. Esta não se traduz apenas em fazer coisas novas, mas em tirar, do tesouro inesgotável e rico de sempre, coisas novas e coisas velhas, com sentido de novidade.
A conversão leva a centrar a vida no essencial, voltando a ele ou reforçando as raízes que o suportam e alimentam. Pode e deve tornar-se uma experiência permanente, que não deixa adormecer, quando no horizonte dos compromissos estão coisas importantes, por vezes mesmo necessárias, a pedir intervenção.
Paulo VI, em ordem à continuação do Concílio, fala de “renovar-se em Cristo”. Para um crente, a qualificação deste apelo é compreensível. Cristo é, para cada cristão, a referência necessária e segura para uma vida com sentido de responsabilidade.
Aprender Jesus Cristo não é uma devoção. É o caminho do discipulado, da aprendizagem de uma vida consistente para fazer face ao dever de uma vida testemunhante e solidária. Ora esta atitude traduz-se em diálogo, serviço, disponibilidade; e ninguém como Cristo é modelo de um tal modo de ser e de agir.
O Concílio não pode transformar-se numa preocupação de eruditos, mas há-de ser para todos uma luz norteadora. Todos os cristãos têm direito a esta luz que lhes permite viver e ser uma Igreja credível, pátria de salvos e, por isso mesmo, geradora de comunhão, num mundo perdido e dividido.
Um sereno exame de consciência dirá a cada um que o caminho a andar ainda é longo e nem sempre cómodo. Mas dirá também que o caminho pessoal só o próprio o pode andar. Ninguém vai só e também isto constitui um estímulo a não ficar parado. Na berma da estrada estão os críticos, que nunca sentirão a alegria de fazer caminho, nem de construir o edifício apaixonante de uma sociedade nova, fraterna e solidária.
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 29 Novembro , 2006, 18:11
NO CUFC - 6 DE DEZEMBRO



O DESPERTAR
DA IDENTIDADE LUSÓFONA


Paulo Borges é o convidado do CUFC (Centro Univer-sitário Fé e Cultura) para a “Conversa Aberta” do dia 6 de Dezembro, pelas 21 horas. O tema deste serão – “O despertar da identidade lusófona” – insere-se na “Semana CPLP”, que assi-nala o 10º aniversário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Paulo Borges é presidente da Associação Agostinho da Silva, bem como da União Budista Portuguesa. É professor da Universidade de Lisboa, onde trabalha nas áreas de Filosofia da Religião, Filosofia em Portugal e Antropologia e Cultura. É doutorado com uma tese sobre o escritor Teixeira de Pascoaes. Publicou livros de poesia e ensaio.
Também é o responsável pela edição das obras de Agostinho da Silva e coordena o projecto de levantamento, transcrição e estudo das obras e ideias daquele pensador e humanista, no Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.
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Foto: Agostinho da Silva
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 29 Novembro , 2006, 17:56
CUFC, 1 de Dezembro

VIDAS COM VIDA


O projecto “Vidas com Vida” tem como missão promover, difundir e formar para uma verdadeira cultura da Vida.
Para isso, é importante fazer incidir a nossa acção em duas áreas complementares:
- Concepção e elaboração de material multimédia, já reunido no Kit “Vidas com Vida”;
- Formação de Animadores de Encontros pela Vida.

É um projecto construído por todos os que se envolvem na defesa e promoção da vida e nunca está acabado! Por isso estamos a fazer este desafio:
No próximo dia 1 de Dezembro, no CUFC, a partir das 9 horas, vai ser apresentado o Kit “Vidas com Vida”, mostrando-se como pode ser utilizado para difundir a cultura da Vida.

Para se poder preparar devidamente o encontro e reservar os Kits necessários, pede-se aos interessados que se inscrevam, através de cufc@ua.pt
ou 964423671

Esta é uma organização de Grupo Vidas com Vida, Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar, Centro Universitário Fé e Cultura (CUFC) e Movimento de Schoenstatt.

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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 29 Novembro , 2006, 10:11

D. ANTÓNIO FRANCISCO
ENTRA NA DIOCESE
NO DIA 8 DE DEZEMBRO


O novo Bispo de Aveiro, D. António Francisco, vai entrar na Diocese, por sua expressa vontade, no próximo dia 8 de Dezermbro, Dia da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal. A cerimónia começará às 16 hgoras na Sé de Aveiro, esperando-se que os diocesanos aveirenses participem com o entusiasmo e com a alegria próprios de uma festa como esta.
D. António Marcelino, que orientou os destinos espirituais da Diocese de Aveiro até agora, deixa a sua missão por limite de idade, cedendo o seu lugar a D. António Francisco. Permanece, no entanto, entre nós, para ajudar no que for preciso e para continuar a viver a sua vida de dedicação plena à Igreja e aos homens de boa vontade.
No dia seguinte, dia 9, D. António Francisco será homenageado durante um jantar de boas-vindas a realizar no Parque de Exposições de Aveiro. A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal e a Aveiro Expo.
Como sublinha o presidente da Câmara, Élio Maia, o jantar pretende manifestar a D. António Francisco os valores da hospitalidade e da fraternidade próprios da região que vem servir. A ocasião serve também para lembrar o exemplo cívico de D. António Marcelino, homem de palavras de fé e de convicção social, que contribuiu para fortalecer a cidadania e a orientação espiritual de muitos aveirenses.
Para Élio Maia, esta iniciativa deve mobilizar toda a gente, para que este acontecimento seja uma prova da vivacidade, da solidariedade e da alegria próprias desta região.
Os interessados em participar neste evento podem efectuar a sua inscrição até ao próximo dia 5, junto da Aveiro Expo (Parque de Exposições de Aveiro) ou das paróquias a que pertencem. O valor do jantar por pessoa é de 15 euros, as crianças até oito anos de idade pagam 10 euros e com menos de quatro anos têm entrada gratuita.
Os lucros obtidos do jantar revertem a favor de obras sociais da Diocese de Aveiro.
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 29 Novembro , 2006, 09:43
CORAGEM DO PAPA


A visita do Papa à Turquia começou emoldurada por nuvens negras. Os fundamentalistas islâmicos ameaçaram como já se esperava. Com a ajuda, claro, de partidos políticos que patrocinam a violência e incitam ao terrorismo. Mas Bento XVI chegou à Turquia sereno e preparado para enfrentar a situação hostil que o aguardava. Sereno e sem medo.
O Papa disse o que tinha a dizer, alertando para aquilo que muita gente ignora: na maioria dos países islâmicos não há liberdade religiosa para os cristãos de todas as denominações. Nem na Turquia, um Estado laico do mundo muçulmano. Ali, todos os crentes do islão gozam da liberdade plena e possuem todas as regalias. Mas os cristãos, esses, vivem intimidados e sem liberdade para expressarem a sua fé.
Na Europa, os islâmicos podem viver a sua fé em paz, podem construir mesquitas até com ajudas dos Governos e são respeitados. Mas os cristãos, nos países de maioria islâmica, tem que permanecer calados, apenas podendo viver os seus cultos de portas fechadas. Por isso, o Papa disse, com a voz serena mas forte da razão, que "a liberdade religiosa é uma expressão fundamental da liberdade humana". E disse-o na certeza de que a Turquia, se quer entrar na UE, tem de patrocinar e assegurar esse direito a todos os seus cidadãos, sejam eles islâmicos, cristãos ou de outras crenças.
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DISSE O PAPA:


"Após ter acenado à questão da liberdade religiosa no encontro com o presidente para os assuntos religiosos da Turquia, Bento XVI centrou a sua intervenção junto dos diplomatas acreditados neste país na necessidade de “garantir e proteger” o respeito pela liberdade de consciência e de culto.
Começando por sublinhar a dimensão central do “compromisso em favor da paz”, o Papa passou para a esfera dos direitos, defendendo que num país democrático há que garantir “ a liberdade efectiva para todos os crentes e permitir-lhes que organizem livremente toda a vida da sua própria comunidade religiosa”.
“A liberdade religiosa é uma expressão fundamental da liberdade humana”, assinalou, pelo que “a presença activa das religiões na sociedade é um facto de progresso e de enriquecimento para todos”.
As minorias religiosas na Turquia têm dificuldades em afirmar os seus direitos, apesar desta ser um Estado laico. No caso dos católicos, cerca de 0,04% da população (dados oficiais do Vaticano), as dioceses, paróquias e institutos religiosos da minoria não beneficiam, neste momento, de reconhecimento jurídico por parte do Estado e os seus responsáveis — bispos, párocos, superiores religiosos —não são reconhecidos como “ministros de culto”. Os seus direitos de propriedade sobre imóveis (igrejas, conventos, escolas, hospitais) não são reconhecidos como tais, sendo unicamente registados com o nome de privados ou como fundações particulares."
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Editado por Fernando Martins | Quarta-feira, 29 Novembro , 2006, 08:06

DE QUE FALAMOS, AFINAL?


Vem ao nosso encontro e não podemos detê-lo. Amando o que de sublime traz e recusando o que repete de já visto e ouvido. O que nos cansa e enternece. O que humaniza e gera indiferença na estonteante roleta do comprar e vender. E uma sequência de símbolos híbridos e esvaziados. Ao mesmo tempo, um compêndio do que poderíamos ser em humanidade, liberta de todos os conflitos. Mil sorrisos, mil ternuras e um desfecho inesperado como todos os discursos publicitários. Remetendo-nos sempre para a loja dos trezentos com mau negócio certo, na astúcia de vender e na pressa de comprar. E, todavia, a sedução do inatingível e do perfeito. Não passa duma rotina cultural, dizem uns. É um momento privilegiado para o homem reconhecer o melhor e o pior que é, e quanto poderia ser. O fascínio das crianças manchado pelo desatino dos embrulhos e desembrulhos. E o tempo da grande explosão de alegria em família.
É o Natal, concreto, que Deus envia e nós burilamos com a nossa infantilidade e com os velhos truques que só nos enganam a nós mesmos.
Vem aí. Vem ao nosso encontro. Este Natal de rosto duplo mas onde pode brilhar o rosto de Deus nos luzeiros do mercado, à mistura com um paganismo trauteado em melodias ternas onde não se descobre o endereço do presépio.
Silêncio semelhante acompanhou os passos perplexos de José e Maria na sua caminhada até Belém. Afinal era o Filho de Deus que estava a caminho. Para simplificar, chamemos ao ontem e ao hoje o mistério do Infinito de Deus no espaço estreito do homem.
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Novembro , 2006, 12:11



MEDITAÇÃO


Se para lá do leito que limita este mar profundo, houvesse um outro mar ainda mais fundo e depois deste um terceiro e outro e outro…
se através de todos estes mares, eu fosse descendo em vertigem…
se assim descendo, me fosse esquecendo de ideias, imagens, desejos e afectos…
se depois do último mar, de mim restasse somente um simples ponto luminoso, brilhante num túnel de treva densa…
se eu vencesse a angústia, o terror, o desértico vazio deste túnel negro…
se eu suportasse o silêncio terrível desta noite cerrada e sem estrelas…:
Então, talvez eu pressentisse a madrugada que se evola do sorriso de Deus…
talvez eu ouvisse a Música inefável, oculta para lá do humano silêncio…
talvez eu fosse penetrado pela alegria de Deus, pela simples claridade de Deus: tão pura e tão simples, que nenhuma das palavras que os homens sabem a pode conter!...
Só então, ultrapassados abismos de mares sucessivos, perdido das minhas mãos e do fruto que as chama, cortadas as raízes da minha voz de sangue, separados os meus gestos das aves que os voam…
só então, aniquilado, perdido de mim, um simples ponto luminoso na treva mais absoluta…
só então, verei a luz virgem, oculta no riso de Deus!

In “Nos mares do fim do mundo”,

de Bernardo Santareno
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Novembro , 2006, 11:07


MARIA DA LUZ ROCHA
É EXEMPLO
DE DISPONIBILIDADE
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Há dias chegou-me às mãos uma revista editada pela Câmara Municipal de Ílhavo, "MAIORIDADE", que mostra gente da nossa terra. Gente que, de uma forma ou de outra, dá exemplos de disponibilidade para os outros e que os mais jovens (de todas as idades) devem procurar seguir no dia-a-dia.
Neste número da revista, uma gafanhoa, que todos conhecemos, é apresentada com realismo e fidelidade, como pessoa que passou a vida sempre atenta aos que mais sofrem numa sociedade, como a nossa, muitas vezes sem alma. É ela Maria da Luz Rocha, uma das fundadoras da Obra da Providência e sua principal responsável durante mais de meio século.
Gostei de ver esta nossa conterrânea ser homenageada, desta maneira simples, pela autarquia ilhavense, num gesto meritório e cheio de significado. E espero que os nossos autarcas nunca se esqueçam de tantos ilhavenses e gafanhões que dão tanto de si às comunidades, enriquecendo-as com os seus testemunhos de vida, em prol de uma sociedade mais justa e mais fraterna.
Sublinha-se na revista que "a alvura do seu cabelo e o franzido natural da sua pele indicam que foram já muitas as Primaveras que a viram passar. Foi com expressividade e comoção assinaláveis que nos contou a sua história de vida que, a determinada altura, se mistura e confunde com a da instituição da qual foi uma das fundadoras: a Obra da Providência".
"A vida tem outro sentido quando nos preocupamos com as dificuldades que nos rodeiam." Este foi um recado que Maria da Luz Rocha nos deixou nesta reportagem publicada na revista "MAIORIDADE". Que todos saibamos viver este recado tão oportuno.
Fernando Martins
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 28 Novembro , 2006, 10:40


BENTO XVI À PROCURA
DE PONTES




Bento XVI já se encontra em viagem para a Turquia, onde permanecerá desde hoje até à próxima sexta-feira. À partida de Roma, o Papa explicou que a visita pretende fomentar a “compreensão e o diálogo entre culturas”.
Esse diálogo, frisou, tem muitas dimensões: "entre culturas, entre cristianismo e islão, diálogo com nossos irmãos cristãos, e acima de tudo com a Igreja Ortodoxa de Constantinopla".
O Papa afirmou que inicia a viagem com “grande confiança e esperança”, e classificou a Turquia como uma “ponte entre as culturas” ocidental e muçulmana. É essa, segundo creio, a sua grande aposta, depois das contestações muçulmanas que se têm feito sentir, desde o seu discurso numa universidade alemã, há mais de dois meses.
Espero que esta visita, apesar dos protestos dos radicais islâmicos, possa contribuir para que os ânimos exaltados dêem lugar ao diálogo entre povos e religiões. As religiões nunca deviam dar lugar às guerras. Não pregam elas o amor e a tolerância?
F.M.
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 27 Novembro , 2006, 22:43
INAUGURAÇÃO NO PRÓXIMO DIA 2




COLECTIVA DE DEZEMBRO

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No próximo dia 2 de Dezembro, vai ser inaugurada uma exposição de artes plásticas, na Gafanha da Nazaré, na Galeria OP ARTE, pelas 21.30 horas, denominada COLECTIVA DE DEZEMBRO. Vão estar representados os artistas Ana Silva, António Neves, Filinto Viana, Góis Pino, Júlio Pires, Mário Portugal e Mário Silva.
Não é muito frequente podermos participar numa inauguração de artes plásticas na Gafanha da Nazaré, com tantos artistas representativos de várias técnicas e expressões. Razão suficiente para sairmos de casa com o espírito de animar esta iniciativa da OP ARTE, que bem precisa do apoio de todos os amantes da arte.

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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 27 Novembro , 2006, 11:38
CAVACO SILVA LIGA VOLUNTÁRIOS


"Cavaco liga voluntários" foi o título usado pelo "EXPRESSO" para noticiar a criação, no início de 2007, de uma nova confederação do voluntariado. Vai chamar-se "Confederação Portuguesa de Voluntariado" e está a ser constituída por 27 associações, entre as quais a Cáritas, a União das Misericórdias, a Liga dos Bombeiros e a Cruz Vermelha, como refere aquele semanário.
Trata-se de uma iniciativa patrocinada pelo Presidente da República e pretende ser um incentivo à sociedade civil, para que o voluntariado se multiplique, agora de forma mais organizada. Mais do que nunca, o voluntariado tem de ser valorizado, o que só poderá acontecer se houver um conjunto de acções que englobe organização, formação e apoio técnico, para intervenções socias mais consistentes e sempre em rede, para se evitarem respostas descoordenadas e repetidas.
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Editado por Fernando Martins | Segunda-feira, 27 Novembro , 2006, 11:20
POVO GENEROSO
CORRESPONDEU
AO QUE DELE SE ESPERAVA


O Banco Alimentar Contra a Fome recolheu, no fim-de-semana, 1509 toneladas de produtos alimentares, o que mostra como o nosso povo é generoso, quando é chamado a colaborar para acudir aos mais pobres.
A recolha foi feita em 669 superfícies comerciais, tendo participado 14 mil voluntários. Isto significa que, se todos quisermos, não falta gente para se dar aos que mais sofrem, dando muito a quem muito precisa, em tempo de fartura para tantos.
O importante, com este exemplo de solidariedade, é perceber que o empenhamento de cada um é sempre indispensável, para que os pobres dos pobres não continuem esquecidos, numa sociedade tão rica em valores humanos, e não só.
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 26 Novembro , 2006, 14:34
O Prof. Marcos do Vale divertiu os convivas e divertiu-se


STELLA MARIS DE AVEIRO
QUER GENTE A CONVIVER
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O Clube Stella Maris de Aveiro, com sede na Gafanha da Nazaré, quer gente a conviver. A partir daí, espera tornar-se mais conhecido e conseguir ultrapassar algumas dificuldades económicas. Essas serão, conforme nos garantiu o diácono permanente Joaquim Simões, presidente da direcção, razões fundamentais para o Clube poder oferecer, aos homens do mar e seus familiares e amigos, respostas sociais, recreativas, culturais e espirituais.
No sábado, 25 de Novembro, teve lugar no Stella Maris um jantar-convívio, com animação a cargo do Prof. Marcos do Vale, pseudónimo artístico do Padre Manuel Armando, conhecido ilusionista e hipnotizador. Participaram cerca de 170 pessoas, à roda de pratos típicos das bandas do Caramulo, com sopa de castanhas e vitela de Lafões, entre outros acepipes serranos. O mar e a ria abraçaram, em franco convívio, a serra que só ao longe se vê. No mesmo espaço, esculturas do artista Francisco Martins enriqueceram o serão.
Joaquim Simões explicou que esta iniciativa teve como objectivos principais aproximar pessoas, directa ou indirectamente ligadas ao mar e à ria, proporcionando-lhes momentos saudáveis de lazer e de valorização cultural. A partir de acções como esta, será possível fazer face às muitas despesas do dia-a-dia do Stella Maris, ao mesmo tempo que se conseguirão verbas para obras inadiáveis nas instalações.
O presidente desta instituição, que faz parte integrante da Obra do Apostolado do Mar, sublinhou que “é preciso rentabilizar este espaço, proporcionando aos homens do mar e da ria, bem como às suas famílias, um ambiente de formação e de diversão sadia”. Nessa linha, garantiu que é desejo da direcção, num futuro próximo, “dar às pessoas respostas sociais, culturais e espirituais, que são sempre uma mais-valia para todos”.
O Stella Maris de Aveiro é uma instituição de âmbito diocesano, abarcando uma área ampla correspondente a dez paróquias, que se estende, para já, desde a Torreira até à Gafanha da Boa Hora, passando por São Jacinto, Barra, Costa Nova, Aveiro, Ílhavo, e Gafanhas da Nazaré, Encarnação e Carmo.
O diácono permanente Joaquim Simões sublinhou, durante o jantar-convívio, que 2007 vai ser um ano de lançamento de novos projectos direccionados para todos quantos acreditam na importância da valorização humana e da necessidade de se implementar, por todas as formas possível, o espírito solidário. Para 22 de Dezembro, por exemplo, está agendado um almoço para 150 carenciados da região, sobretudo pessoas doentes e outras que vivem na solidão.
Sublinhe-se que a participação do Prof. Marcos do Vale neste jantar-convívio serviu para divertir pessoas de todas as idades, graças à magia da arte das ilusões deste sacerdote, que foi coadjutor da Gafanha da Nazaré, “onde gastou os primeiros sapatos de padre”, como referiu.
O Padre Manuel Armando disse-nos que gosta de colaborar em iniciativas como esta, pelo respeito que tem pelos leigos “que são capazes, apesar dos problemas da vida, de trabalhar para os outros”. “Claro que eu, como padre e como artista, sinto-me naturalmente incentivado a trabalhar em favor das Obras da Igreja, e não só; tenho feito isto ao longo da vida”, disse.
Acrescentou que, durante o ano, 50 por cento dos seus espectáculos são gratuitos, exactamente para se “penitenciar, em relação ao bem que os leigos são capazes de fazer”. E salientou: “sinto-me satisfeito por poder colaborar naquilo em que os outros já estão à minha frente.”
O Prof. Marcos do Vale começou com o ilusionismo e com o hipnotismo em jeito de brincadeira. Depois, esse gosto foi criando raízes, até conseguir a carteira profissional, actuando no País de lés-a-lés e no estrangeiro, junto das comunidades de portuguesas espalhadas pelo mundo. É o único sacerdote nesta área do espectáculo e reconhece que todos nós devemos partilhar os carismas que temos, como recomenda S. Paulo.

Fernando Martins
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 26 Novembro , 2006, 10:46
DEPOIS DA TEMPESTADE...
A BONANÇA

Depois da tempestade... a bonança. É verdade tantas vezes experimentada por cada um de nós. Há dias mostrei aqui uma foto das famosas cheias de Aveiro de 1938, que mereceram alguns comentários. E manifestei o desejo de que tal não voltasse acontecer, pela cidade dos canais e pelo País. Mas aconteceu. Como já aconteceu muitas vezes. Tantas que nem sei quantas vi, desde quando menino me dirigi para estudar em Aveiro.
Mas uma mensagem me comoveu. Veio ela de alguém que viu cair uma árvore que amava. E disse-lhe:
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A nossa vida está cheia de sentimentos desses. É um pinheiro que cai derrubado pelo temporal; é uma ameixieira que morre com a idade; é uma pereira que, carcomida pela velhice, vai secando, secando, até que um dia....
Depois é um cão que foi nossa companhia que morre e nos deixa tantas saudades... É um familiar ou amigo que parte, para ficar apenas no nosso espírito. Ficar, significa estar connosco toda a vida... Mas nem por isso podemos permanecer indiferentes à vida que temos de viver todos os dias... Porque outras árvores virão, outros animais hão-de dar-nos alegrias, outros familiares e amigos ocuparão o espaço físico dos que nos deixaram... Que o espaço espiritual, esse, tem lugar para tudo e para todos.
Afinal, depois da tempestade vem sempre a bonança, com tudo quanto de bem e de bom ela tem.
Fernando Martins
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