de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Domingo, 29 Outubro , 2006, 16:58
GOVERNO APROVA REGIME
DE INCENTIVO À LEITURA

O Conselho de Ministros aprovou, na generalidade, para consulta aos parceiros interessados, um decreto-lei que aprova o regime de incentivo à leitura de publicações periódicas, directamente dirigido aos potenciais consumidores de publicações periódicas de informação geral de âmbito regional.
Neste sentido, prevê-se a criação de um Portal de Imprensa Regional com o acesso electrónico aos conteúdos daquelas publicações periódicas, quer em território português quer no estrangeiro. A presença das publicações periódicas neste Portal não acarreta despesas de alojamento para as entidades titulares, garantindo-se a sua autonomia e independência editorial na gestão dos conteúdos.
Prevê-se, igualmente, uma comparticipação pelo Estado dos custos de expedição de publicações periódicas suportados pelos assinantes residentes no território nacional, que privilegiará inequivocamente o apoio aos leitores e não às empresas, tendo em conta os limites fixados pelo Direito da União Europeia.
O Portal de Imprensa Regional é uma das medidas constantes do Plano Tecnológico. A limitação da comparticipação pública nos custos do envio postal de publicações periódicas aos assinantes residentes no território nacional é uma das medidas previstas no Plano Plurianual de Redução da Despesa Pública, apresentado em 2005 à Assembleia da República.
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Fonte: iid
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 29 Outubro , 2006, 12:26
1 e 2 de Novembro:
a visita dos mortos


Para perceber uma sociedade, talvez mais importante do que saber como é que nela se vive é saber como é que nela se morre e se tratam os mortos.
O antropólogo L.-V. Thomas, especialista nestas questões, apresentou esquematicamente as diferenças entre a civilização negro-africana tradicional e a civilização ocidental no que se refere à morte.
Essa diferença assenta no tipo de sociedade ou civilização. Enquanto na sociedade negro-africana predominam a acumulação dos homens, uma economia de subsistência com o primado do valor de uso, a riqueza de sinais e símbolos, a preocupação com as relações pessoais, o espírito comunitário, o papel do mito e do tempo repetitivo, na sociedade ocidental o que predomina é a acumulação dos bens, a riqueza em objectos e técnicas, uma economia com o primado do valor de troca e da sociedade de consumo, a tanatocracia burocrática ou tecnocrática, a exaltação do individualismo, o papel da ciência, da técnica, do tempo explosivo.
Nesta visão, compreende-se que o significado do Homem também será distinto. Se, na sociedade negro-africana, o Homem se encontra no centro, sendo altamente socializado, e os velhos são valorizados, até porque representam a tradição e a sabedoria, na sociedade ocidental, o Homem aparece sobretudo como produto, mercadoria, inserido no círculo da produção-consumo, altamente individualizado e alienado, e os velhos são desvalorizados e abandonados.
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Editado por Fernando Martins | Domingo, 29 Outubro , 2006, 12:19


AS CORES DO DINHEIRO

Caríssimo/a:

Ora aqui temos um tema que me trouxe logo à mente um dito muito repetido por minha Mãe, que Deus haja. Quantas e quanta vezes lhe vi sair da boca estas palavras:
- Olhai, meus filhos, não sei como elas fazem, mas o dinheiro na casa delas é fêmea e na minha é macho!
Claro que nós abríamos os olhos até às orelhas: não percebíamos nada daquilo. O que sabíamos é que os nossos compinchas de brincadeira apresentavam cada brinquedo que nos punham a olhar para o lado. Como era possível?
Nessas alturas o que nos vinha à ideia era a cor dos caranguejos e então pensávamos: em nossa casa o dinheiro é da cor dos machos, verde; na casa deles, é avermelhado e amarelo, cor das fêmeas e das ovas. Nem mais!
O que era certo é que nessa semana ainda não havia dinheiro para a lousa e o ponteiro e ia ser difícil explicar à senhora Professora o nosso problema, mais difícil do que o do caderno dos ditos.
Também na loja as parcelas a pagar ultrapassavam as duas páginas e o tempo continuava chuvoso e o Pai não podia trabalhar, e, se não trabalhasse, não ganhava; bem podia ir até ao local do trabalho, apanhar duas molhas, uma para cada lado, mas não pegando e não se aguentando, não contavam as horas.
Será mais do que justo trazer à nossa memória colectiva os donos das lojas que nos forneciam todos os bens essenciais para a nossa subsistência e esperavam semana após semana, mês após mês, para que os «caloteiros» aparecessem com alguns magros escudos para abater na dívida. Ainda não se costumava dizer 'microcrédito', nem outras palavras modernas, como 'Prémio Nobel' ou 'Muhammad Yunus' ou 'Grameen Bank'. A língua era pobre como pobre era o nosso viver. A minha proposta era a atribuição do tal prémio, a título póstumo, a essas pessoas que foram autênticas colunas que sustentavam a frágil economia de muitas das nossas famílias da beira-mar. Certamente que houve alguns exploradores; mas também muitos dos caloteiros nunca se dignavam aparecer para saldar a sua conta...
E feitas as contas, sem errar e com a tabuada a funcionar, digamos que o sexo do dinheiro (e portanto a sua cor) hoje continua a variar conforme as bolsas.

Manuel
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