de Fernando Martins
Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 03 Outubro , 2006, 12:26
PROF. JOSÉ HERMANO SARAIVA,
UM MESTRE DA COMUNICAÇÃO
:::
O Prof. José Hermano Saraiva faz hoje 87 anos. Linda idade para nos mostrar que há pessoas que não envelhecem e que a reforma não pode chegar para quem, como ele, tanto tem para dar à comunidade nacional.
Especialista na arte de comunicar, ninguém neste País, na minha óptica, soube tão bem sensibilizar o povo para as questões da História Pátria, por gestos e palavras, envolvidos por imagens, grandemente expressivos. Na televisão ele é um SENHOR a falar-nos das coisas do nosso passado colectivo. E fá-lo de tal modo que nos prende e nos acicata o gosto pela História de Portugal.
Eu penso que a aposentação não pode nem deve ser um tempo para dormir mais e para nada fazer. A actividade, mesmo que noutras áreas diferentes das que nos envolveram durante muitos anos, tem de ser uma constante na vida. Se quisermos, a reforma poderá ser um tempo de criatividade, de solidariedade, de atenção aos outros, de formação contínua, de contacto com mais gente e de procura de saberes.
O Prof. José Hermano Saraiva aí está para nos abrir os olhos a novos horizontes de uma vida cheia de alegria e de felicidade. A uma vida actuante e estimulante, para nós próprios e para quantos nos cercam, numa perspectiva de todos juntos enriquecermos a sociedade a que pertencemos.
Parabéns, Prof. José Hermano Saraiva, pelo aniversário e pelo seu exemplo.
Fernando Martins
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 03 Outubro , 2006, 11:35

SOLIDÃO

Na hora do pôr do sol,
uma gaivota desceu do bando
e, no rochedo onde poisou,
ficou sozinha a olhar o mar
que o sol, ao despedir-se,
vai tingindo,
para que nele fique um rasto
da sua presença luminosa.

Na hora do pôr do sol,
quem não sentirá o fascínio
da solidão?...

A solidão,
que enche a cela da carmelita
e a faz mergulhar em Deus,
mar infinito que a atrai,
amor sem margens nem ocaso
onde ela encontra os irmãos,
que só por Deus deixou.

Na hora do pôr do sol,
quem não sentirá o desejo
dum encontro a sós com Deus?

Quem não sentirá a nostalgia
do Céu?



In “DESERTO… Lugar do Encontro”,
uma brochura editada
pelas Carmelitas do Porto
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 03 Outubro , 2006, 11:06
Nota Pastoral da Comissão Episcopal
da Educação Cristã para a Semana
Nacional da Educação Cristã
(1 - 8 de Outubro de 2006)




..
A FAMÍLIA,
UM BEM NECESSÁRIO
E INSUBSTITUÍVEL

1. De 1 a 8 de Outubro próximo, decorrerá a Semana Nacional da Educação Cristã. É uma ocasião para os educadores cristãos, especialmente os pais e quantos a eles se associem, neste período particularmente favorável de início de mais um ano de actividades, reflectirem sobre a importância da educação e assumirem as responsabilidades próprias da missão que desempenham. Desejamos que o façam pessoalmente e com outros, promovendo as necessárias e variadas iniciativas, nesse sentido.
Escolhemos para tema desta Semana Nacional a família, devido à sua permanente actualidade e intrínseca relação com a educação, e acolhendo, simultaneamente, o repto dirigido pelo Santo Padre Bento XVI no recente Encontro Mundial das Famílias: “Proclamar a verdade integral da família, fundada no matrimónio como Igreja doméstica e santuário da vida, é uma grande responsabilidade de todos” (Bento XVI, Palavras do Santo Padre durante a Vigília de Oração. Valência (V Encontro Mundial das Famílias), 8 de Julho de 2006. www.vatican.va).
:
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Editado por Fernando Martins | Terça-feira, 03 Outubro , 2006, 10:53

PORTUGAL
ESTÁ CHEIO
DE GENTE
MUITO BOA



Dirigente com uma idosa
(Foto de arquivo)
::
Nas minhas passagens por algumas instituições particulares de solidariedade social, tenho-me apercebido da dedicação dos seus dirigentes e de quantos os acompanham nos seus trabalhos. É gente que não regateia esforços e vive ano após ano cultivando o espírito de servir quem mais precisa, lutando para conseguirem os apoios económicos e outros, sempre indispensáveis para as muitas despesas que é preciso pagar.
Depois, e olhando para o lado, tenho tido a oportunidade de confirmar que o voluntariado social é uma realidade muito expressiva no nosso país, não obstante dizer-se que todos fazemos pouco pelos mais carentes de tudo. De dinheiro, de habitação condigna, de pão, de saúde, de afecto.
Para além dos que trabalham nas instituições de solidariedade, que são muitos, se tivermos em conta as inúmeras organizações vocacionadas para ajudar quem mais necessitado está, há bombeiros, visitadores de doentes e das cadeias, há voluntários hospitalares, há membros das conferências vicentinas e da cáritas, das organizações não governamentais e de defesa dos animais.
Mas também há simples cidadãos que cultivam, no dia-a-dia, o espírito de vizinhança, apoiando os mais doentes e os que estão na solidão, os marginalizados e os sem-abrigo, os refugiados, os imigrantes e os perseguidos, os idosos esquecidos pelas próprias famílias e os desempregados.
Afinal, quando se ouve dizer que a sociedade é egoísta, temos de convir que não é bem assim. Portugal está cheio de gente boa, de gente que se dá em vez de dar apenas e sem esperar qualquer recompensa, gente que vive a solidariedade e a fraternidade, permanentemente em luta pela construção de um mundo mais justo e muito mais humano.
F.M.

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